segunda-feira, novembro 16, 2009

CARMINDICES



Carmindo Mascarenhas Bordalo*


O IMPERATIVO DE REPUDIAR SÓCRATES
De forma absolutamente sem precedentes, ao perder a maioria absoluta, Sócrates abriu um leilão, apregoando: quem quer fazer acordos de governo comigo?
Como é óbvio, ninguém licitou.
Que seriedade há numa proposta que se dirige por igual a forças políticas tão díspares entre si? Era jogada rasteira e, como é lógico, todos a perceberam. O que o pregoeiro queria era fazer-se de vítima e poder argumentar que não o ajudavam a encontrar soluções. Mas fê-lo de forma tão patética que ninguém caiu na esparrela e, sem lhe darem troco à negociata, não lhe chumbaram o programa de governo. O menino ficou sem o chupa-chupa mas não se pode queixar de que lho tiraram.
Agora, por ventriloquismo, volta à carga.
Carlos César, Presidente do Governo Regional dos Açores (a luminária que, com apoio socratino, queria que a constituição fosse alterada por lei ordinária), vem apelar a que o governo encontre "um parceiro responsável na Assembleia da República para aprovar o orçamento e outros diplomas fundamentais" -http://publico.pt/1409934.
Mas quem quer essa união de facto com quem mente perante órgãos de soberania?
Quem quer um conúbio com gente dessa laia?
Se o PSD e o CDS estiverem no seu juízo perfeito, jamais entrarão em acordos estáveis com uma maioria que, além de socialista, é liderada por um homem sem o menor carácter e que está envolvido nas maiores sujidades.
Já não é uma questão de estratégia política.
Repudiar Sócrates é um imperativo de sã consciência.

*Professor Catedrático Jubilado, cronista residente

1 comentário:

Carlos Dias Ferreira disse...

Parabéns professor excelente análise com a qual concordo em absoluto, ou seja mais importante que o país estão os cargos que se ocupam e os interesses individuais o resto é pura e simplesmente paisagem que de 4 em 4 anos se exige que votem.
Pelos vistos o que necessitamos é de uma "limpeza" generalizada no regime ou um dias destes quem está completamente limpo somos todos nós.
Em relação a sócrates se tivesse vergonha já teria pedido a demissão tantas as trapalhadas em que está envolvido por muito menos Sampaio demitiu Santana Lopes e que eu me lembre as situações não são comparáveis nem diziam respeito a situações de carácter.