
sábado, dezembro 06, 2008
Blogando com prazer (151)
A abordagem
- Desculpe, gosta de poesia?
. Como é que adivinhou?
- Gosta?
- Sim!
- Tenho aqui um poema meu! Tome lá! Leia...
- ... É agradável, mas parece-me muito triste!
- Talvez!... Tem a ver comigo...
- Ok!... Obrigado! Olhe, vou publicá-lo no meu blogue!
- Espere, espere! Só o pode levar se me o comprar...
A surpresa Freitas do Amaral
Freitas do Amaral dá razão ao presidente Cavaco Silva no diferendo com os socialistas e pede "sensatez" aos Açores a ao Parlamento. O professor de Direito argumenta que só uma "revisão constitucional" permite reduzir os poderes presidenciais. O ex-líder do CDS diz que Cavaco Silva "não pode ceder" na questão do estatuto dos Açores por se tratar de uma questão que põe em causa "a unidade da Pátria".
Novidade: Público censura PPTAO
Comentário oportuno de Joshua:
Tenho igual experiência e insurgi-me com veemência dirigindo uma mensagem por e-mail ao circuito interno do jornal e a toda a hierarquia administrativa do Público sem excepção, quando senti agudizar-se uma desigualdade estranhíssima em determinados momentos e assuntos contra as minhas postas.
O responsável pelo Twingly enviou-me mais tarde um e-mail com desculpas e justificaçõess e entretanto senti que as coisas evoluíram. Agoras as coisas vão andando menos mal.
Há sempre um operador zeloso e censório, que não vai com a nossa cara e tom textuais e, quando é a sua de caucionar o que vai entrando, não nos poupa.
Temos de lutar juntos contra esta arbitrariedade discriminatória.
Abraço
Grande regime
No concurso público para produção de energia eólica o Governo colocou em disputa, em 2005 e 2007, uma potência de 1.800 megawatts e contratou o escritório de Rui Pena, Arnaut & Associados (RPA) como assessor jurídico. A EDP, Galp e Martifer foram os vencedores do concurso e são clientes da referida sociedade de advogados. Límpido...
O que eles dizem (85)
Afonso Pimentel, actor, in Sol
A independência de um director de jornal
Mas como a vida é uma caixa de surpresas, eis que, José António Saraiva, o arquitecto que dirige o Sol, escreve na edição de hoje com todas as parangonas em 'editorial', que defende Manuela Ferreira Leite. Assim, preto no branco. Saraiva avança que MFL está a ser "vítima de uma conspiração" e que é "uma pessoa diferente, que não faz o que parece bem, não fala porque a mandam, não diz o que é preciso para agradar ao povo, tem a coragem de ser ela própria".
E assim, temos um director de jornal cuja "independência" política é estar-se nas tintas para os seus leitores de outros gostos que não sejam o de bajulação a Manuela Ferreira Leite.
Deve ser por rasgos destes que os accionistas do Sol andam a tentar vender o jornal...
Dias Loureiro e Jorge Coelho em maus lençóis
De que espera Dias Loureiro para se demitir de conselheiro de Estado?
Martifer, a amiga
Como a verdade é como o azeite, esta noite, Manuel Pinho confirmou que a Martifer vai assumir a administração da exploração das minas de Aljustrel. É por estas e outras que há muita gente com o nariz comprido...
sexta-feira, dezembro 05, 2008
Ferreira Leite poderá demitir-se
Comentário oportuno de Eng. J. Pitágoras:
Já faltou mais, ó Menezes! O PSD quer a eutanásia assistida por um médico...
Não se riam (64)
Manuel Pinho, ministro da Economia, hoje
Comentário oportuno de Eng. J. Pitágoras:
Para o efeito, parece que houve uma reunião que se prolongou madrugada adiante. Pelo menos, nos noticiários da manhã, Manuel Pinho estava com cara de pirite...
Louçã: Alegre é o mais forte para Presidente
Comentário oportuno de Eng. J. Pitágoras:
Depende. Se deixarem votar os terroristas, Soares-pai ainda tem hipótese de voltar a Belém. Nem que seja a Belém do Pará, que fica logo adiante das Seicheles...
Santana Lopes devia manter-se calado
O susto do PS
Comentário oportuno de Eng. J. Pitágoras:
Quer dizer que a avaliação dos professores seria mesmo suspensa se a bancada estivesse no Parlamento, como devia. Segunda-feira é feriado? Que interessa isso, se a gente pode nem chegar lá? O melhor é começar o fim-de-semana na quinta.
Estou a lembrar-me daquela canção do Sérgio Godinho: «É sexta-feira, lá-lá-lá-lá...» Foi certamente inspirada nos deputados. Bom fim-de-semana, PSD. Adeus e até ao vosso regresso. A propósito: alguém viu onde pára o modelo de avaliação dos deputados?...
Entrega por encomenda
PS muda de porta-voz
Comentário oportuno de J.C.:
Sobre o protesto continuado dos professores, escreve a Fernanda Câncio: «não estou, de modo nenhum, contra o protesto», mas «estou farta deste e não vejo o ponto da sua continuação». Realmente, nem Vitalino Canas seria capaz de alinhavar este raciocínio.
Sobre a legitimidade do protesto e a força exercida na rua, acrescenta ela: «para decidir quem, durante um dado espaço de tempo, manda, costuma haver eleições». Pois costuma - acrescento eu - e Fernanda Câncio sabe que não é a força da rua que manda. Correia de Campos, o anterior ministro da Saúde, não sabia, mas foi para a rua aprender isso mesmo...
BPN: onde isto já vai
Bocas na rua (155)
- Não! Bolas... ainda me cai o caixote em cima com o peso dos 78 milhões a mais...
O Sismógrafo (4)

Viagem com conteúdo...
por J.C.
Todas as quintas-feiras à noite, a RTP-1 procura levar-nos pelo ‘Corredor do Poder’. É uma viagem estonteante. Só não consigo atinar com os nomes deles todos, mas não faz mal. Vejamos.
1. Para o elemento do PS (eu sei que ele é relativamente conhecido, mas a minha memória não me ajuda), tudo se resume a ser a voz do dono; às vezes, nem ele parece perceber bem porquê.
2. Para o vice-presidente da Câmara de Gaia (o líder da distrital do Porto do PSD), «não se pode deixar os portugueses percepcionar», ou então «corremos o risco de poder percepcionar», a menos que se consiga «tentar percepcionar» (ele quer dizer ‘perceber’, mas ainda não percebeu isso).
3. Para o Nuno Melo (PP), que se apresenta como o mais solto, fica sempre a certeza de que a vida são dois dias.
4. Para a Margarida do PCP, cada tema distingue-se do anterior pela alternância com que é rematado: «e essa é que é a questão fundamental», nos temas ímpares; «e essa é que é a questão essencial», nos temas pares.
5. Para a Ana Drago (BE), ora o tema «é assim... ou seja», ora o assunto vale a pena aprofundar mais: «quer dizer... ou seja».
Como vêem, não perco pitada. Só não consigo atinar com os nomes deles todos, mas não faz mal. O conteúdo é que importa...
quinta-feira, dezembro 04, 2008
O melhor cartoon da semana (1)

José Sócrates conseguiu convencer Xanana Gusmão a comprar uns milhares do computador 'Magalhães'. O gozo está aqui bem patente através do traço do João do Timor Cartoon.
O roubo continua

Nós somos os papalvos. As gasolineiras os inteligentes. E os inteligentes continuam a pensar que enganam os papalvos. Não enganam, roubam. O preço do Brent hoje em Londres cifrou-se abaixo dos 43 dólares por barril. Os inteligentes continuam a baixar o preço dos combustíveis na venda ao público em 1, 2 ou 3 cêntimos de cada vez. Pura esperteza saloia para enganar papalvos. Para fingir que andam a baixar os preços atiram com o miserável cêntimo, como aconteceu hoje com a BP.
Sabem como devia ser hoje? Assim: em cada dólar que baixasse o preço do Brent, as gasolineiras deveriam baixar 3 cêntimos. O Brent esteve a mais de 140 dólares por barril. Como dizia António Guterres, façam as contas... e vejam a quanto devia estar a gasolina que compramos nos dias de hoje...
Maria de Lurdes Rodrigues admite substituir a avaliação...
E tudo o Bento levou...
Estatuto dos Açores: Cavaco ainda mexe com apoio de socialista
Estudantes em protesto
Sá Carneiro: político que deixou saudades

Eu fui o primeiro jornalista a estender um microfone para que Francisco Sá Carneiro falasse aos portugueses através da RTP no Estádio da FNAT, em Lisboa, no dia 1 de Maio de 1974. Atrás dele estava um jovem barbudo chamado Pedro Santana Lopes. Sá Carneiro foi assassinado num voo que seguia de Lisboa para o Porto em 4 de Dezembro de 1980. Fui dos primeiros repórteres a chegar junto dos destroços do avião e Eurico de Melo, ali presente, disse-me: "Isto é a maior tragédia para a a democracia". Ainda hoje o PSD continua órfão de pai.
Em Maio de 1974, após a Revolução dos Cravos, Sá Carneiro fundou o Partido Popular Democrata (PPD), entretanto redesignado Partido Social-Democrata (PSD), juntamente com Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota. Torna-se o primeiro Secretário-Geral do novo partido. Nomeado Ministro sem pasta em diversos governos provisórios, seria eleito deputado à Assembleia Constituinte no ano seguinte, e em 1976 eleito para a I Legislatura da Assembleia da República. Em Novembro de 1977, demitiu-se da chefia do partido, mas seria reeleito no ano seguinte para desempenhar a mesma função. Em finais de 1979, criou a Aliança Democrática, uma coligação entre o seu PPD/PSD, o Centro Democrático Social-Partido Popular de Diogo Freitas do Amaral, o Partido Popular Monárquico de Gonçalo Ribeiro-Telles, e alguns independentes). A coligação vence as eleições legislativas desse ano com maioria absoluta. Dispondo de uma ampla maioria a apoiá-lo (a maior coligação governamental até então desde o 25 de Abril), foi chamado pelo Presidente da República Ramalho Eanes para liderar o novo executivo, tendo sido nomeado Primeiro-Ministro a 3 de Janeiro de 1980, sucedendo assim a Maria de Lurdes Pintasilgo.
Uma morte inesperada
Francisco Sá Carneiro faleceu na noite de 4 de Dezembro de 1980, em circunstâncias trágicas e nunca completamente esclarecidas, quando o avião no qual seguia se despenhou em Camarate, pouco depois da descolagem do aeroporto de Lisboa, quando se dirigia ao Porto para participar num comício de apoio ao candidato presidencial da coligação, o General António Soares Carneiro. Juntamente com ele faleceu o Ministro da Defesa, o democrata-cristão Adelino Amaro da Costa, bem como a sua companheira Snu Abecassis, para além de assessores, piloto e co-piloto. Nesse mesmo dia, Sá Carneiro gravara uma mensagem de tempo de antena onde exortava ao voto no candidato apoiado pela AD, ameaçando mesmo demitir-se caso Soares Carneiro perdesse as eleições (o que viria de facto a suceder três dias mais tarde, sendo assim o General Eanes reeleito para o seu segundo mandato presidencial). Dada a sua trágica morte, pode-se muito bem especular sobre se teria ou não demitido em função dos acontecimentos subsequentes... Vinte e oito anos depois dos acontecimentos, contudo, continuam-se a existir duas teses relativas à sua morte: a de acidente (eventualmente motivado por negligência na manutenção de um avião que não era novo), ou a de atentado verificado como mais provavel (nesse último caso, desconhecendo-se quem o perpetrara e contra quem teria sido ao certo - Sá Carneiro ou Amaro da Costa), porque Sá Carneiro queria que Marcello Caetano - na altura em que se deu o 25 de Abril, o Presidente do Conselho de Ministros (cargo equivalente ao actual Primeiro-Ministro) - voltasse para o Governo. Outra teoria, avançada por alguns meios de comunicação social, refere que Sá Carneiro e Amaro Costa levavam na sua posse provas de corrupção e negociatas da parte da ala esquerda política envolvendo o partido comunista português e também socialistas.
Governo devia ter vergonha

Durante o dia de ontem a esmagadora maioria dos pais esteve perturbada pelo facto de não saber como resolver o problema dos filhos devido à greve dos professores. Toda a gente viu as escolas sem funcionar, estudantes por todas as ruas, cafés, livrarias e até sentados nos bancos dos jardins. A greve dos professores englobou mais de 80 por cento dos professores e o Governo, sem vergonha nenhuma, veio anunciar que se tratou de uma derrota dos sindicatos e que a adesão não ultrapassou os 61%. Ultrajante...
quarta-feira, dezembro 03, 2008
Armas: parabéns a Mafalda Gameiro

A jornalista Mafalda Gameiro apresentou esta noite na RTP uma reportagem de elevado nível de profissionalismo. Uma reportagem de alto risco, de grande investigação e demonstrativa de uma rede excelente de fontes de informação. A reportagem versou sobre armas. Tráfico, venda e roubo de armas. Armas que são vendidas por gangues. Gangues que têm ligações a agentes da polícia. Agentes policiais que capturam armas, que vendem essas armas e que as ligam novamente ao mundo do crime. Uma reportagem com entrevista a um membro de gangue. Membro esse que confirmou a intervenção dos polícias na venda das armas. Razão principal: porque os polícias têm um salário baixo. Uma reportagem de arrepiar para quantos ainda acreditam que o crime organizado em Portugal é um mar de rosas. Uma reportagem que colocou a nu muitos factos graves, gravíssimos. Parabéns, Mafalda. Para ti, o prémio da melhor reportagem do ano.
Não se riam (63)
José Sócrates, primeiro-ministro, a gozar com todos nós...
Numa feira a vender banha da cobra ninguém faria melhor. Um autêntico especialista em propaganda demagógica e oportunista. Perto do Natal quer sensibilizar os incautos e os carentes. Há que instituir um prémio "Tomate d'Ouro" para atirar acima de um pregador destes que ainda nos desgosta mais em cada dia que abre a boca.
A diferença
Os abutres da laranja

António Sampaio e Mello é daqueles portugueses que fazem falta a Portugal. Não ao PSD, não ao Gabinete de Estudos de apoio à líder Manuela Ferreira Leite, não ao Instituto Francisco Sá Carneiro. Sim, ao país no seu todo. São portugueses como Sampaio e Mello que fazem a diferença na sabedoria, na seriedade, no empenho, na dedicação a uma causa. São portugueses respeitados e convocados por entidades ou países estrangeiros. Porque sabem o que fazem. Porque têm mais-valia. Porque não trabalham na base de jogadas de corrupção ou de compadrio. Porque têm a coragem de dizer "não!" quando se deparam com determinados abutres que sobrevoam as instituições para atirar com as garras à presa mais próxima. No PSD sobrevoam muitos abutres. Eles pululam pelas Juntas de Freguesia, pelas Câmaras Municipais e pelas redondezas da sede em São Caetano à Lapa. Os abutres tentam comer a carne das vítimas inocentes, sérias, trabalhadoras, estudiosas e colaborantes. Há vítimas dos abutres que apenas estão interessadas em ajudar a criar alternativas a uma governação déspota e propagandística, abstraindo-se de serem, ou não, militantes no partido.
O PSD tem gente muito boa, com carisma, com lealdade ao líder eleito, mas que desiste. Desiste como Sampaio e Mello. Desiste da jornada porque receia o 'golpe' dos abutres. Estes, espreitam a todo o momento por uma oportunidade de reduzir a ossos quantos tentam atravessar-lhes no caminho da frontalidade, da perseverança e do jogo limpo. O PSD nunca mais poderá ganhar eleições, ser Governo, ser credível, ser até patriótico se não realizar uma purga interna nos seus quadros até ao nível de presidente de secção. Há presidentes de secção profundamente corruptos que se aproveitam da sua condição de membros de um partido histórico para roerem até ao tutano todas as sobras que existirem à beira das mansões públicas onde o mordomo seja do partido. Dão ordens ao mordomo, obrigam o mordomo a entregar-lhes dinheiros públicos disfarçados de projectos literários ou outros, para que o seu cofre se encha até à exaustão. Sem a expulsão destes abutres, o PSD nunca mais será uma alternativa.
Mafia ataca presidente de Junta de Freguesia
Já não é a primeira vez que um presidente de Junta de Freguesia é baleado por esta ou aquela razão e em casos anteriores ficou a ideia de que a vítima não se tinha portado bem quanto a promessas incumpridas de adjudicações de obras a fulano ou beltrano. Eu até estou em condições de vos dizer que é muito possível que haja alguém neste mundo que perca a cabeça com faltas de honorabilidade, seriedade, ética política e verticalidade de princípios de muitas pessoas que ocupam cargos da administração pública, nomeadamente presidentes de Juntas de Freguesia.
Recentemente aconteceu comigo um caso escabroso e ignóbil que não me provocou a vontade de pegar numa pistola mas, garanto-vos, que uma cuspidela na cara do farsante presidente de Junta de Freguesia era bem merecida.
Propaganda até com o tabaco

Os jornais gratuitos de ontem encheram as páginas com a propaganda que receberam do sector governamental que tem acompanhado o cumprimento da Lei do Tabaco, que entrou em vigor no passado dia 1 de Janeiro. Os dados estatísticos eram um mar de números, realçando-se que "mais de 17 mil pessoas deixaram de fumar". Tudo certo. No entanto, ninguém nos diz quantos jovens é que começaram a fumar desde que a lei entrou em vigor...
Professores em greve nacional

Os professores estão fartos da teimosia e arrogância de um Governo que prefere continuar a ir ao oftalmologista como desculpa de não querer ver o óbvio. Hoje já escrevi um texto sobre o assunto no Risco-Contínuo. Convido-os a visitar o novo blogue colectivo.
Vasco PV leva forte de Baptista-Bastos
terça-feira, dezembro 02, 2008
Jogo feio
Assalto a banco: seis feridos em Setúbal
Louçã: intervenção no BPP é ilegal
Grupo 'El País' a arder

O grupo do diário espanhol 'El País' sempre pensou que apoiando o governo socialista de José Luiz Zapatero que tudo eram rosas. Pelos vistos, o tiro saiu pela culatra. O poderoso grupo espanhol de comunicação social 'Prisa' está a sofrer uma queda brutal do valor das suas acções, que já se cifra em 78% no último ano. A dívida do grupo da família Polanco, ascende já a cinco mil milhões de euros. Até Março do próximo ano, será preciso pagar 1,95 mil milhões de euros dessa dívida, sem possibilidade de adiamento. Ora aqui está um exemplo, para outros, incluindo em Portugal, que apenas se preocupam em subir à custa da "graxa" ao Governo e, depois, quando não houver nada mais para oferecer que um canal de televisão, não se podem admirar de uma queda pelas escadas abaixo...
Bocas na rua (154)
- A solução é simples, pá!
- Achas?
- Basta pôr lá o Sá Fernandes a andar à roda...
PS divorcia-se de Cavaco Silva (2)
Médico político
Há advogados caloteiros
O que eles dizem (84)
D. Duarte de Bragança
Bocas na rua (153)
- Ora essa! Não percebes? Já lhe chamam o rei dos burlões!
- Sendo assim, como é que hão-de chamar ao Quim?
- A esse?... O rei dos frangos...
O túnel
segunda-feira, dezembro 01, 2008
Horas a arder
Quatro anos de Ofício Diário
Vamos tê-la por aí

Hillary Clinton foi hoje confirmada como secretária de Estado do governo do Presidente eleito dos EUA, Barack Obama. Certamente que Portugal vai ter a senhora Clinton de visita, porque os assuntos relacionados com a Base das Lajes, nos Açores, dão sempre pano para mangas...
Blogando com prazer (150)
O dia mais importante da nossa História

Em 1995, uma simples afirmação do então presidente Mário Soares, demoliu um mito propagandístico velho de mais de um século. Para grande desespero ou despeito dos sátrapas e escribas do pensamento oficialista, Soares justificava a sua participação como P.R., na cerimónia de Estado em que consistiu o casamento dos actuais Duques de Bragança. Acompanhando naquele importante momento um amigo de décadas, M. S. declarava também estar Portugal a prestar uma homenagem à Casa de Bragança pelos relevantes serviços prestados à Pátria, à sua liberdade e independência.
Ficaram assim soterradas as grandes tiradas retóricas das Conferências do Casino, osFinis Patriae que culminaram com o Crime no Terreiro do Paço e as justificações fastidiosas, incipientes e vazias de conteúdo histórico escritas por um Oliveira Martins que sendo um impenitente idealista, vergastou a dinastia para acabar por nela reconhecer, sob o turvo prisma do cesarismo, a redenção de Portugal.
Todas as velhas nações possuem as datas que calendarizam glórias passageiras, aquelas que ingratamente o tempo condena ao posterior olvido pelas gerações que não as viveram. Os desastres das batalhas perdidas são frequentemente compensados pela gesta de uns poucos - o Decepado, o Soldado Milhões ou um D. Sebastião - que souberam bem morrer ou resgatar a periclitante honra dos outros, que ausentes do campo onde de pé se morria, nem por isso se sentiam menos atingidos por uma tragédia ainda não percebida, mas que inexoravelmente sobre as suas cabeças faria tombar a vingativa espada do inimigo. Os grilhões apostos aos conquistados, seriam então exemplar justificativo e testemunho do espírito de sacrifício Santificava-se desta forma, aos olhos de um misericordioso Deus que do alto velava pelo seu povo e lhe forjava no ânimo, esse querer de libertação e do retorno a um perdido mas não esquecido tempo, onde a Lei dos naturais conformava a espontaneidade de um sentido de pertença à comunidade, a Grei.
A Monarquia Portuguesa criou a nação que somos e essa identidade tem sido ao longo das centúrias, plenamente justificada através de nebulosos e por vezes lendários indícios da especificidade das populações que foram consecutivamente ocupando o território que ainda hoje se chama Portugal. Os lusitanos, os conventos romanos e a criação do primeiro mas efémero Império Ibérico, erguido pela força guerreira visigótica, enraizaram nas mentes daqueles que lhes sucederam, essa certeza do direito à constituição de uma entidade territorial distinta daquelas outras com quem ainda partilhava o idioma e mais importante ainda, a Fé.
14 de Agosto de 1385 consistiu talvez, a data a partir da qual este país deixou para sempre a contraditória e incerta condição estatutária de uma parte independente de uma grande Galiza. Essa confusão decorrente do próprio processo de criação do reino no século XII, ditava uma aparente edição localizada e muito particular do feudalismo que imperava além Pirenéus e que das suas faldas se estendia até à foz do Niémen. Um qualquer acaso sucessório derivado da morte de um monarca sem descendentes, ou um negociado matrimónio que forjava uma outra realidade política na Respublica Christiana, modificava então as sempre frágeis fronteiras e no tempo fidelizava os povos à nova dinastia. Aljubarrota foi importante, servindo de marco ao reconhecimento do interesse específico das ..."muitas e desvairadas gentes"... que viviam naquele espaço criado jurídica e perpetuamente pelo tratado de Alcanizes. Os portugueses tinham como cumprida a sua parte na Reconquista da terra outrora cristã, há séculos avassalada e subjugada pelo invasor que viera do outro lado do mar, com desconhecidas línguas, estranhos costumes e exótico deus.
Pela primeira vez, uma vitória militar colocava em definitivo, a realidade territorial Portugal, no palco de uma Europa que perdidas as ilusões de uma reunificação que fizesse ressurgir o cristão império romano, levava os seus reis, príncipes ou republicanos condottieris, a gizar alianças, garantindo a sua supremacia sobre rivais e vizinhos. No entanto, Aljubarrota consistiu no culminar de um curto e turbulento período de realinhamento interno de forças políticas, económicas que confluíram no interesse pela preservação da independência que surgia como a essencial condição da prosperidade e realização pessoal de quem mais podia e o repúdio por todos os demais, de um poder estranho e até então considerado inimigo. O 14 de Agosto escancarou as portas daquele sentido de urgência de acrescentamento do domínio, cumprindo-se assim simultaneamente, o brado "Deus o Quer" de uma cristandade que tudo podia justificar.
A chegada de Gama à Índia, a descoberta do Brasil - uma das grandes e actuais razões do nosso direito a existir como Estado e inegável símbolo da grandeza histórica de Portugal - e aquela ininterrupta série de espantosas, mas hoje infelizmente esquecidas vitórias nas quentes águas do Índico e do Pacífico ocidental, podiam almejar ao título da mais importante data da História de Portugal. Contudo, se nos tornaram para sempre visíveis perante um mundo que até então nos ignorava, não foram suficientemente prenhes de consequências que garantissem aquela certeza de pertença e de necessária preservação de um legado já antigo de quase meio milénio.
A morte do vate nacional, Camões, num hipotético 10 de Junho de 1580, quando ostercios de Alba implacavelmente escreviam uma nova página possibilitada pelo desastre de Alcácer Quibir, surgiu para as mentes dos românticos oitocentistas, como única e diamantina oportunidade de distanciamento de uma outra data, que para a totalidade do corpo nacional, servia de pendão de honra ao espírito de resistência que esmagara invasores, rasgara tratados iníquos e galvanizara o ânimo consagrador da liberdade desta nação que há muito era uma Pátria.
O dia 10 de Julho será então imaginado pelos seus promotores como a unanimemente aceitável data que divorciaria os portugueses daquela clara manhã de 1640, em que o escudo de armas português para sempre se retirava da simbólica da União Dualista. Esta União - afinal sempre desejada pelos promotores republicanos do 10 de Junho de 1880 - baseara a sua legitimidade na força da espada e no ouro das moedas corruptoras e enlouquecedoras do espírito de discernimento de alguns. O fim último desta tentativa do radicar de uma nova data que seria assim considerada como a mais importante da História de Portugal, era o rebaixamento da dinastia que surgia como um mero e fortuito acaso ou recurso de um grupo de abnegados e bravos redentores a ela alheios. Fantasiaram-se episódios de resistência do duque D. João e justificou-se a aceitação do Levantamento por parte dos Braganças, pelo "varonil ânimo" da castelhana duquesa D. Luísa de Guzmán. Construiu-se habilidosamente o mito da indecisão e do espírito timorato daquele, que afinal pela sua prudência, sageza de pensamento e resolução na acção de estadista, garantiu o sucesso da Revolução. Arruinou materialmente a sua Casa, mas ganhou a coroa e a liberdade de Portugal como reino independente que pela força das armas e astúcia dos políticos, conservou o legado ultramarino que ao tempo interessava. É a definitiva confirmação de um novo vector da nossa presença no mundo, que da Ásia transita para o espaço Atlântico onde ergueria um novo império, ainda hoje um grande entre os maiores.
Não cabe aqui o desfiar das desditas que para este país significou o seu achincalhar à condição de província de uma Grande Ibéria que estendia os seus braços à Europa Central, Flandres, Reno, Milão, ao sul da Itália e que transformava vastas regiões católicas do Sacro-Império, em simples dependências ou inevitáveis e subalternas aliadas.
1580 reduziu e inferiorizou um Portugal já imperial, com domínios que se estendiam das plagas norte-africanas às costas do Japão. Porto de abrigo e de comércio para todas as nações cristãs, Lisboa habituara-se à presença das alvas gentes do Norte e à colorida presença daqueles que oriundos da África, Índia, China ou zona malaia, provavam o senhorio reclamado pelos monarcas que ostentavam orgulhosamente o título de Senhores do Comércio e da Navegação na Guiné, Etiópia, Índia, etc.
A permanente e férrea política de alheamento dos conflitos continentais que esmagavam populações, devastavam campos e semeavam a perniciosa semente da inimizade histórica entre vizinhos, fortificou a consciência da identidade nacional, a necessidade de com todos dialogar e comerciar e o direccionar dos esforços para a preservação e dilatamento do património territorial conseguido com tantos e custosos sacrifícios.
Existem algumas efemérides que embora sejam importantes marcos e signifiquem o início de novas experiências políticas que uma mudança de regime implica - o 24 de Julho, o 5 de Outubro, o 28 de Maio ou o 25 de Abril -, não se revestem daquele transcendente significado que a palavra Liberdade no seu sentido mais lato - o da gente e o da Pátria como entidade política autónoma e internacionalmente reconhecida pelas outras - só é conseguido por aquele dia em que se restaurou a independência portuguesa.
O 1º de Dezembro de 1640 é a data mais importante da nossa História, pois se internamente consagra o desejo da totalidade de uma Nação que animicamente já o era há muito, internacionalmente consistiu na confirmação de uma necessidade desejada por todos aqueles que combatiam uma prepotente e implacável hegemonia, cega ao direito das terras e das gentes. A Restauração foi saudada com efusão em boa parte da Europa e se para alguns consistiu numa oportunidade para o abatimento do Leviatã que há mais de um século ditava a lei nas relações entre Estados, para outros oportunamente surgia como ocasião para a consolidação do esbulho do património luso espalhado pelo mundo. A vontade e o sacrifício abnegado dos portugueses de então, desiludiu aqueles que apenas esperavam um passageiro e apetecido contratempo à imperial Espanha de Filipe IV e de Olivares.
O dia 1 de Dezembro de 1640, foi o mais longo da nossa História e prolongou-se por vinte e oito anos de terríveis sacrifícios. Os portugueses bateram-se praticamente sós, contra as duas grandes potências de então - a Espanha e a Holanda -, vencendo uma nos campos de batalha da raia e a outra, a belicosa Batávia, nos mares, no sertão brasileiro, em Angola e nas longínquas paragens asiáticas. A Guerra da Restauração foi um conflito em múltiplas frentes, onde o ferro da espada e a pluma dos diplomatas e dos grandes homens que juridicamente justificaram perante o mundo a libertação, se irmanaram num indissolúvel elo que garantiu o sucesso final. Se na Europa os terços lusos conseguiram rechaçar a coligação de nações que era o exército dos Habsburgos espanhóis, no além-mar Portugal defrontou e acabou por vencer o mais implacável, fero e traiçoeiro inimigo de que há memória. De facto, a luta contra a talassocracia e o poder financeiro da hostil e exterminadora Holanda, criou tantas e aprioristicamente inultrapassáveis dificuldades, que o resultado da emancipação foi por muito tempo incerto e geralmente considerado como condenado pelas chancelarias europeias, desde o Vaticano às monarquias do Norte. A França surge como transitória protectora interessada em tolher o movimento à sua rival continental que via desprender-se o mais precioso florão da sua coroa e a Inglaterra, baqueava na guerra civil, impotente para o pleno cumprimento do papel que o velho Tratado de Aliança lhe ditava como obrigação. Os portugueses - Portugal, um todo - para sempre tornou presente a sua condição de Estado, numa Europa que via nascer e desaparecer entidades políticas, conforme a vontade dos grandes do momento e desta ou daquela guerra perdida. A memória de 1640 reavivou-se naquela outra Restauração em 1808, quando pela primeira vez derrotado o invasor francês, a legitimidade erguida como bandeira pelo povo, fez saber ao soberano no distante Brasil, o apego da nação à sua liberdade entre as demais.
Portugal inteiro o quis e assim o fez. Lutou, negociou, transigiu por vezes. Contra todos os prognósticos, restaurou a legitimidade do seu Direito e no trono colocou quem dele tinha sido pela força esbulhado em 1580. Venceu o irredutível ânimo de todos, irmanados no resgate de uma liberdade que justificava assim, a própria existência das gentes que alçando o pendão da nossa terra, tornou seu o bradoLiberdade! Liberdade! Viva El-Rei D. João IV!
Hoje, decorridos trezentos e sessenta e oito anos e num momento grave que compromete os ideais de 1640, devemos sentir como próprias as palavras do duque D. Duarte:
"Todos os que pensarem que o sonho dos fundadores e dos restauradores ainda está vivo, venham ter connosco; e se alguém questionar este crescente sentir do poder do povo, a resposta é hoje, como o foi no 1º de Dezembro: O rei é livre e nós somos livres!"
Ele é o maior...
PS divorcia-se de Cavaco Silva
Bairro do Oriente fez um ano
Bocas na rua (152)
- Ai é?!... Com tanto vermelho pensava que havia tourada...
Grande verdade
Agostinho Lopes, o último moderado que sobrava nos organismos executivos do PCP, abandona a Comissão Política. Albano Nunes e Luísa Araújo, de uma ortodoxia inabalável, transitam para o poderoso Secretariado comunista. O ultra-ortodoxo José Casanova deixa a Comissão Política mas permanece como director do Avante!, o que chega e sobra para manter a influência. O que sai deste congresso no Campo Pequeno? Um partido cada vez mais "expurgado", cada vez mais monolítico, com votações cada vez mais unânimes, dignas do antigo aparelho soviético. Sai um PCP que funciona como aliado estratégico da direita política, que há muito deixou de o criticar, o que facilmente se entende. A direita odeia o Bloco e convive amenamente com o PCP. Por saber muito bem que este partido fechado sobre si próprio à espera de uma "revolução" que jamais chegará não contribui um milímetro para uma alternativa de esquerda. Ser perpetuamente de oposição à esquerda que não controla nem tutela é o seu espaço vital. Não esqueceram nada, não aprenderam nada.
Pedro Correia, in Corta-Fitas (nossos links)
Rádio espanhola

A 'Antena 1', estação de rádio estatal, mais parecia esta manhã uma rádio espanhola. Com umas espanholadas musicais lá nos foi transmitindo ao longo da manhã que hoje se comemorava o Dia Mundial da Luta contra a Sida. Parece mentira que uma estação de rádio com a responsabilidade institucional não tenha programado com a devida antecedência um trabalho que relembrasse ao auditório a razão de hoje ser feriado. A razão de ser do 1º de Dezembro. O que significa "Restauração". Nem uma palavra sobre o assunto ao longo da programação e dos noticiários. Lamentável...
As gerações mais novas mal sabem o que foi o 25 de Abril quanto mais o que se passou em 1640. Por isso mesmo é que uma 'Antena 1' tem a obrigação de convidar historiadores e ocupar a onda com uma recordação sobre acontecimentos marcantes da história de Portugal, que inclusivamente obrigam à comemoração de um feriado nacional. Ou então, para que serve o feriado? Para arrumar papéis, para ficar na sorna, para ir ao cinema ou para lavar o carro. Eu prefiro lamentar que a memória histórica dos feitos dos nossos antepassados sejam atirados para o caixote do lixo...
Igualmente se lamenta que diários como o 'Correio da Manhã', 'Diário de Notícias' e Jornal de Notícias' não tenham feito qualquer referência ao 1º Dezembro na sua primeira página.
Comentário oportuno de José Martins:
É isso mesmo!
Eu estive em casa todo o dia com a RTPi ligada e, sequer, um noticiário, falou no 1 de Dezembro.
Muitos "gajos/gajas" do canal da TV estatal que cá a gente tem a fazer a cobertura das estradas cobertas de neve.
Um festival de peças, frias, como a neve.
Perguntas/entrevistas de merda a automobilistas, a habitantes de serras (coitadinhos) como eles se sentiam com a tragédia do nevão...
Resposta: "a gente encara a neve com normalidade, temos comida,jogamos as cartas e bebemos uns copos etc.etc..
Mas para que falar e fazer festa no dia 1 de Dezembro os nossos governantes?
Se Portugal já está espanholado!
Hipocresia aos montes....
Mandá-los à "bardamerda" ainda é pouco...
Triste Portugal nos dias que correm!
Estão a formar mentalidades novas que no dia de amanhã cagaram-se para a memória de Aljubarrota e outras batalhas que ao longo dos séculos, os portugueses, mantiveram a sua identidade.
E agora com a chegada e a propaganda do PC "Magalhães" foi o golpe de misericórdia para a história.
Primeiro o Magalhães de facto é português; embarcou nas Naus na Índia e foi oferecer-se ao Rei de Castela.
O Magalhães, nunca capitaneou uma nau portuguesa, serviu apenas bordo como marinheiro.
Tenho dúvidas se não teria "surrupiado" cartas marítimas (muito em voga na época quinhentistas) e ir vendê-las a Castela.
O Magalhães não deu nada a volta ao mundo... Ficou a meio na ilha de Cebu na Filipinas.
O Magalhães é um heroi falso e, depois de ter andado à pancadaria em Cebu,onde perdeu a vida, foi feito heroi, como outros por conveniência, política, foram forjados.








































