segunda-feira, outubro 27, 2008
Bocas na rua (128)
- Está aonde?
- Foi para o Brasil!
- Não te esqueças que o Orçamento de Estado contempla umas passeatas...
Crise só para alguns
Bolsas em queda
Outra forma de impostos
Finanças: espionagem aos funcionários
Estes dados fazem parte de um processo aberto no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa que o PÚBLICO consultou e que teve origem numa queixa feita à Polícia Judiciária pelo anterior director-geral dos Impostos, Paulo Macedo, em Outubro de 2005. O anterior responsável da máquina fiscal denunciou um conjunto de situações que, segundo ele, indiciavam fugas de informação por parte dos funcionários que, dessa forma, violavam o dever de sigilo a que estão sujeitos.
No âmbito das investigações, foram ainda detectadas várias situações anómalas dentro da Direcção-geral dos Impostos (DGCI), como o desaparecimento de documentos ou a existência de programas para decifrar as password dos funcionários. O DIAP tentou ainda saber quem é o autor, ou os autores, do Jumento, um blogue que se dedica, essencialmente, a escrever sobre situações passadas na DGCI.
Na queixa à PJ, Paulo Macedo, actualmente administrador do Banco Comercial Português, disse que desde que assumiu o cargo de director-geral se apercebeu das várias fugas de informação. E deu exemplos, entre os quais o facto de a sua situação fiscal referente ao período anterior à sua nomeação para director-geral ter aparecido nos jornais já depois de ter assumido o cargo.
Apesar das denúncias e das diligências efectuadas o processo acabou por ser arquivado em meados de 2006, mas voltou a ser reaberto com base no relatório da IGF e, já este ano, voltou a ser arquivado por não terem sido detectadas por parte dos funcionários fugas de informação que colocassem em causa a sua obrigação de guardar sigilo.
O PÚBLICO perguntou ao Ministério das Finanças se o ministro, Fernando Teixeira dos Santos, tinha conhecimento da auditoria da IGF e se tinham sido abertos processos contra funcionários dos impostos. O Ministério respondeu apenas que “o Plano de Actividades em causa reporta-se a uma auditoria que foi feita, no passado, à segurança informática de várias entidades, incluindo a DGITA. Em concreto, a DGITA foi auditada tendo em conta que há informação protegida pelo sigilo fiscal e que necessita de verificação periódica pelos serviços da IGF. A IGF agiu no exercício das suas funções e deu conhecimento do andamento das diligências a todas as entidades envolvidas”.
O PÚBLICO também perguntou ao anterior director-geral dos Impostos, através dos serviços de acessória à imprensa do Banco Comercial Português, qual o motivo que o levou a colocar a queixa e pediu-lhe para comentar o desfecho da mesma, mas até ao momento não obteve resposta.
In Público
domingo, outubro 26, 2008
Silva Lopes: de bradar aos céus...
A dada altura da entrevista aborda-se a responsabilidade dos bancos na crise financeira e Silva Lopes salienta que "os bancos têm culpa por causa da publicidade enganosa. Quando um banco diz: faça uma aplicação connosco e damos-lhe 10%, os 10% são só nos três primeiros meses e depois é 3%".
Sobre a construção do TGV entre Lisboa e Porto, a posição do professor Silva Lopes foi esclarecedora: "Sempre me opus, porque gastámos €1000 milhões na linha do Norte e agora queremos atirar aquilo tudo fora para ganhar 15 ou 20 minutos. É de loucura. É um desperdício".
A vergonha da semana (24)
O roubo é assim...
Scolari perdeu
O que eles dizem (75)
José Miguel Júdice, na Rádio Renascença
Mas enquanto andou por lá, serviu-lhe para muita coisa...
Sócrates não tinha nexexidade...
José Sócrates, in DN
Acontece que o primeiro-ministro escusava de ter apelidado a trilogia dos políticos em causa com a palavra "tríade". Todos nós sabemos que esta palavra "tríade" está popularizada no conhecimento da maioria como significando "seita mafiosa" ou "gangue". Até os comunicados da Polícia Judiciária referem-se assiduamente às "tríades" como os bandos de criminosos.
Como ofensa indirecta, Sócrates não tinha nexexidade...
DN sem revisor
Na edição de hoje é de mais, perdão, demais. Em plena primeira página, o jornal sublinha várias afirmações do primeiro-ministro. E uma delas reza assim: "Os EUA precisam de uma mudança em duas áreas: na política internacional precisam demais diálogo...". Realmente já é demais...
Nós e os outros (40)
Os blogues dos outros

Na mesma altura em que o Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, se dirigia para aquela que é a partir de hoje a primeira escola de Direito China - União Europeia, o parlamento Europeu anunciava que o prémio Sakharov ía ser atribuído a Hu Jia. Ninguém comentou. Mas afinal agora estão todos cá. Durão a representar a Comissão e a dizer que vai lembrar o 60º aniversário da Declaração dos Direitos do Homem, os líderes chineses e os dos países asiáticos. E Hu Jia. Preso e considerado um criminoso contra o Estado chinês.
Maria João Belchior, China em Reportagem
Harry Redknapp, treinador do Portsmouth de Inglaterra, quando questionado sobre o Sp. Braga, terá afirmado que conhecia pouco sobre o clube português e que apenas tinha visto uns vídeos. Um desconhecimento que não advém de uma qualquer superioridade futebolística - que, de resto, não existe -, mas sim da típica petulância britânica. Seja como for, tão cedo não se esquece do Braga e vai com certeza passar a respeitar os seus adversários. Ontem, Jorge Jesus deu-lhes 3! Parabéns Sp. Braga! Parabéns Jorge Jesus!
VICI, MACA(U)quices
O eurodeputado do CDS-PP José Ribeiro e Castro acusou ontem o primeiro ministro José Sócrates de ser "lambe-botas" do presidente venezuelano Hugo Chavez e de prosseguir uma "política externa de cócoras". Durante o debate sobre "perseguições políticas na Venezuela" no Parlamento Europeu, Estrasburgo, Ribeiro e Castro lamentou ainda que "Portugal esteja a ser transformado na sala de visitas do tirano".
João Severino, Pau Para Toda a Obra
Não sei se já alguém reparou nisto, mas que Stefan Petzner ou o seu malogrado antecessor fossem líderes de um partido de extrema-direita e abafassem a palhinha, quanto a mim ainda...enfim...é como o outro. A gente sabe que o conceito de camaradagem já é ambíguo desde as calendas. Agora, «medo do escuro»? Eh, pá! Isso já é mesmo demasiado mariquinhas.
João Villalobos, Corta-Fitas
Em Portugal não existem trabalhadores, há colaboradores. Ninguém é despedido, há ajustamentos às necessidades de produção. As empresas não fecham a porta, deslocalizam a produção. Não existe perda do poder de compra, há contenção salarial. É populista e demagógico lembrar as crescentes disparidades salariais, devendo antes realçar-se que o mérito deve ser premiado e os gestores têm que estar identificados com os interesses da empresa. Que são os mesmos dos trabalhadores. Desculpem, dos colaboradores.
Pedro Sales, Arrastão
É tempo de fazermos justiça ao general Vasco Gonçalves. Ele foi provavelmente o único homem que, sentado na cadeira de primeiro-ministro em Portugal, acreditou que quando dizia que o país ia ser socialista tal propósito era mesmo para ser levado à letra. Nacionalizou quanto pôde, defendeu ao limite o colectivismo e por essa via teria entusiasticamente prosseguido não fosse ele e o seu fervor comicieiro terem-se tornado obviamente dispensáveis em Setembro de 1975, quando o país já podia arrumar a revolução e as violas no saco.
Helena F. Matos, Blasfémias
Estou a ler o último livro do Miguel Esteves Cardoso Em Portugal não se come mal. Além de me dar uma vontade gigantesca de comer coisas verdadeiramente saborosas e de me fazer soltar umas quantas gargalhadas para o ar, ainda me está a dar ganas de viver uns tempos no Porto.
Minerva McGonagall, Avada Kedavra
"...o Sousa Tavares?!...e levaram-lhe o computador?! Bem feito! é para ele saber o que custa ser roubado em casa!"
O Mal, O Mal Está Feito (outra vez)
Leocardo, in Bairro do Oriente (nossos links)
Até um dia Acácio (1936-2008)

O jornalista Acácio Barradas faleceu este domingo no Hospital da Luz, em Lisboa, onde dera entrada sábado à noite com problemas respiratórios. Acácio Barradas, que contava 72 anos, faleceu cerca das 11h30 vítima de doença prolongada. Natural de Mafamude, Vila Nova de Gaia, onde nasceu a 10 de Junho de 1936, Acácio Barradas reformou-se do jornalismo há sete anos, em 2001, quando escrevia no Diário de Notícias.
Acácio Barradas fez parte, em cargos de chefia, das redacções de alguns dos mais importantes jornais portugueses: Diário Popular, Diário de Lisboa e Diário de Notícias. Dedicou-se a trabalhos de investigação histórica. Presidiu à Assembleia Geral do Sindicato dos Jornalistas e, durante mais de vinte anos, ao Conselho Fiscal do Clube de Jornalistas. Tinha sido eleito em Março de 2006, para um mandato de três anos, vice-presidente do Conselho de Administração da Casa da Imprensa. Acácio Barradas foi um jornalista exemplar.
Na sombra da sombra (5)
Ferreira Leite já fala claro

A líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, afirmou ontem que o partido é contra qualquer obra pública que obrigue ao recurso ao crédito, por causa do endividamento externo "altamente preocupante" do país. "Não somos contra as obras públicas, desde que não precisemos de ir buscar dinheiro a crédito. Estamos de tal forma endividados que isso seria afundar o país", referiu, reiterando que o nível de endividamento externo do país é "uma situação gravíssima".
Manuela Ferreira Leite respondia assim à entrevista do primeiro-ministro à TSF e ao Diário de Notícias, em que José Sócrates defendeu que, no actual contexto da crise financeira mundial, "há mais razões económicas" para que todas as obras públicas de modernização das infra-estruturas "se façam", uma vez que "não servirão apenas para melhorar a competitividade do país".
"No curto prazo, [os investimentos nas obras públicas] servirão para garantir que mais gente tenha emprego e que as empresas tenham condições para se afirmar na economia", sublinhou José Sócrates.
Para a líder do PSD, esta política "é capaz de ter algum benefício no próximo ano", nos actos eleitorais, mas pode "sacrificar o país de uma forma verdadeiramente irreversível".
"Não há nenhuma proposta do PS que não signifique endividar mais o país", sublinhou. Manuela Ferreira Leite defendeu mesmo que o Governo tem feito "rigorosamente tudo ao contrário" para aumentar a competitividade do País. "Estamos a cair, a cair, a cair, e o PS mantém a mesma política", referiu, lembrando que nos últimos quatro anos o país desceu 18 lugares no ranking dos países em termos de competitividade.
A líder do PSD voltou ainda a acusar o Governo de inventar fantasias e de actuar de acordo com essas mesmas fantasias, afundando cada vez mais o país. "O que o PSD mais repudia é que se enganem os portugueses", disse.








