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quarta-feira, agosto 25, 2010

ALMEIDA E COSTA: REPOR A VERDADE HISTÓRICA


> Quando da morte do almirante Vasco de Almeida e Costa foi referido que o ex-governador de Macau tinha sido o responsável pela ideia da construção do aeroporto naquele território sob administração portuguesa. É imperioso que deixemos aqui a verdade dos factos para memória futura.
A ideia de se construir um aeroporto em Macau foi apresentada pela empresa norte-americana TAM ao ex-governador de Macau, general Melo Egídio. Este, respondeu aos interessados que iria estudar o assunto. Entretanto, foi substituído no cargo por Almeida e Costa.
A dada altura do seu mandato, Almeida e Costa em reunião do governo colocou o projecto do aeroporto em apreciação dos seus secretários-adjuntos. Depois de um estudo apurado por parte do secretário-adjunto para as Obras Públicas, coronel engenheiro Almeida Viana, este apresentou em nova reunião de governo o seu parecer. Almeida Viana foi peremptório em afirmar que a construção do aeroporto seria um fiasco económico no futuro, caso um dia a China viesse a abrir o espaço aéreo a voos directos entre o continente e Taiwan. Em face do exposto, o ex-governador Almeida e Costa colocou de parte a ideia de se avançar para a construção do aeroporto.

O projecto viria a ser equacionado pelo sucessor de Almeida e Costa, o engenheiro Carlos Melancia. E foi a partir da decisão de Carlos Melancia no sentido de avançar para a realização do projecto que um grupo de investidores e seus advogados viria a trair Carlos Melancia e a provocar a sua destituição, acusado injustamente de um alegado caso de corrupção.

Quanto ao parecer do secretário-adjunto Almeida Viana, nada mais premeditório e acertado, porquanto, hoje em dia, o aeroporto de Macau [após o início dos voos directos entre Taiwan e o continente] está à beira da falência técnica e possível encerramento.

Fonte autorizada: Ex-Secretário-Adjunto José Roque Martins do Governo de Almeida e Costa.

segunda-feira, julho 26, 2010

VASCO ALMEIDA E COSTA - GENTE DA MINHA SAUDADE (3)


> Já tinha escrito para esta rubrica algo sobre o almirante Vasco Leotte de Almeida e Costa como um dos melhores governadores de Macau. Pensava publicar essas linhas em breve. Quis o destino que fosse hoje em sua memória. O grande democrata, marinheiro e governador de Macau deixou-nos. Faleceu ontem um homem que muito contribuiu para que a democracia fosse uma realidade em Portugal. Capitão de Abril na Armada, logo foi indicado para ministro da Administração Interna. O almirante Almeida e Costa completaria hoje 78 anos. Conheci-o em 1974, ficámos amigos, ele foi nomeado para governador de Macau. Naquele território tudo fez para que os esgotos, a água, os telefones, a electricidade e todas as estruturas básicas de uma sociedade civilizada fossem uma realidade que pudesse servir o desenvolvimento de Macau.
Quando Almeida e Costa anunciou a importância de um aeroporto e de um porto de águas profundas, chamaram-lhe "maluco" e "megalómano". Quando começou a chamar os intérpretes da cultura, nomeadamente a escultora Dorita Carstelo-Branco, e assim que esta desenhou um dos monumentos mais significativos presentes em Macau, logo foi titulado pelos detractores como o governador dos "calhaus da Taipa". Vozes de burros e sapos...
Almeida e Costa ao iniciar o cargo de governador viu-se confrontado com interesses obscuros instalados no enclave chinês sob administração portuguesa, mas até ao seu mandato, sob o controlo de certas "personalidades" que assim que viram perder os seus poderes iniciaram uma guerra sem quartel contra o governador. Uma história, que só por si, dava um livro. A verdade, é que tudo o que Almeida e Costa preconizou veio a acontecer mais tarde com outros governadores, especialmente com Vasco Rocha Voeira.
A minha sincera homenagem a este grande português, que soube ficar na história do seu país pelas melhores razões: dignidade, seriedade, coragem e abnegação aos princípios defensores dos interesses da Pátria.