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quinta-feira, abril 01, 2010

COINCIDÊNCIAS

> Um almirante que foi chefe tinha uma casita para os lados de Algés. Depois do negócio dos submarinos comprou no Algarve uma vivenda gigante com tudo do melhor incluindo um green e mais um casarão em Cascais. Coincidências...

SUBMARINOS: ADMINISTRADOR PRESO ESTEVE EM GRANDE COM MINISTOS DO GOVERNO DE SÓCRATES

> Facto: Não é qualquer pessoa que é recebida por um ministro do governo de Sócrates. Um cidadão português aguarda há quatro anos para ser atendido por um ministro, a quem solicitou audiência para apresentação de um assunto muito grave.
Facto: um administrador de uma empresa alemã que há muito se dedica à corrupção de individualidades e governantes com poder de decisão em projectos milionários na Argentina, Indonésia e Portugal, o senhor Klaus Lesker, único administrador da empresa alemã Man Ferrostaal, foi detido na semana passada pelo Ministério Público alemão por suspeita de pagamentos de subornos.
Facto: este Klaus Lesker veio a Lisboa e reuniu-se de imediato com os ministros da Defesa, Santos Silva e das Finanças, Teixeira dos Santos. Este Klaus Lesker pretendia renegociar o contrato de contrapartidas relacionado com a aquisição dos dois submarinos 'SS po 2000'. Os acordos ministeriais com o alemão agora preso estão nos segredos dos deuses.
O que é triste neste país, muito triste, é que assim que o Bloco de Esquerda pretendeu a promoção de uma Comissão de Inquérito sobre este caso gravíssimo e abrangente dos submarinos, o CDS, PSD e PS rejeitaram imediatamente a ideia. Pois...

CÔNSUL DOS SUBMARINOS FOI NOMEADO POR DURÃO BARROSO

> O cônsul honorário de Portugal em Munique, Jurgen Adolff, foi nomeado em 1994 por Durão Barroso quando este era ministro dos Negócios Estrangeiros do governo de Cavaco Silva. O cônsul que está implicado no negócio dos submarinos já foi suspenso pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado e o 'DN' informa hoje que foi criada uma rede de empresas-fantasmas para pagar comissões, entre as quais a vários portugueses, nomeadamente a um almirante na reserva que terá recebido em 2006 um milhão de euros. Outros nomes indicados pela investigação judicial alemã são os de Nuno Horta e Costa, de uma empresa do grupo Espírito Santo, Luís Horta e Costa, ex-presidente da ESCOM, o advogado Vasco Vieira de Almeida e Helder Bataglia dos Santos do grupo Espírito Santo.

SUBMARINOS DEMITEM DURÃO BARROSO

> O ex-primeiro-ministro português Durão Barroso resignou ao cargo de presidente da Comissão Europeia, ontem ao princípio da noite, após o Ministério Público alemão ter emitido um comunicado sobre a detenção de mais dois suspeitos de corrupção no caso da aquisição de dois submarinos 'SS PO 2000' pelo governo português a um consórcio alemão, apurou o PPTAO.
No comunicado das autoridades judiciais alemãs é referido que um dos detidos confirmou o depósito de avultadas quantias em contas bancárias na Suíça, em nome de altas individualidades portuguesas ligadas ao processo dos submarinos.

quarta-feira, março 31, 2010

AFASTAMENTO DO CÔNSUL É ABSURDO

> O governo de Sócrates resolveu afastar de todas as funções o cônsul honorário de Portugal em Munique, por suspeitas de corrupção na compra de submarinos, o alemão Jurgen Adolff, assim que este foi indicado pelas autoridades alemãs como tendo sido intermediário em actividades de corrupção no negócio de aquisição de dois submarinos 'SS PO 2000' por um consórcio alemão.
A decisão é absurda se em simultâneo não for anunciado quem é que também sofrerá consequências por ter aceitado negociar com o cônsul. Até parece que o acto de corrupção do cônsul foi realizado com os marinheiros do Alfeite ou com os estivadores de Alcântara...

Júdice, o carrasco

Esta história dos submarinos arrasta-se há anos. Na década de 90 já um governo PS com os ministros Castro Caldas e Rui Pena andou em bolandas com a aquisição de submarinos e à procura de qual consórcio francês ou inglês daria melhores condições. Depois começou a "guerra" entre alemães e franceses para a venda de dois submarinos ao governo PSD/CDS (Durão Barroso-Paulo Portas), tendo o governo optado pelos alemães em detrimento do consórcio francês DCN (actual DCNS).
Há tempos, uma fonte próxima da empresa francesa, a qual chegou a ser apresentada como vencedora no concurso nos anos 90 e que voltou a ser consultada por Paulo Portas durante o governo de 2002/05, disse-nos que este assunto dos submarinos ainda iria dar muito que falar e especialmente pelo governo português ter prejudicado a empresa francesa DCN representada pelo advogado José Miguel Júdice. A mesma fonte adiantou que "eles nem sabem bem com quem se estão a meter. O Júdice não vai parar e será o carrasco destes fulanos que se decidiram pelo complô com os alemães". A verdade é que foi o ex-primeiro-ministro Durão Barroso, segundo informações dadas ao Departamento Central de Investigação e Acção Penal, a informar o ministro Paulo Portas, que a escolha recaía no modelo alemão.
Ainda sobre este processo complexo, o advogado José Miguel Júdice, em representação da DCN, recorreu da decisão governamental Barroso-Portas para o Supremo Tribunal Administrativo devido a alterações dos pressupostos do contrato de aquisição dos dois submarinos.

terça-feira, março 30, 2010

CORRUPÇÃO NOS SUBMARINOS


> A aquisição de dois submarinos por Portugal está nas bocas do mundo. A bronca rebentou na Alemanha. O processo está inquinado devido à corrupção. Os submarinos já deram muito que falar neste capítulo. Muita gente afirma não ter dúvidas que existiram actos de corrupção junto de entidades portuguesas no processo de aquisição dos dois submarinos a um consórcio alemão. No entanto, o primeiro ramo da árvore acaba de partir pelo lado alemão.
Klaus Lesker, o administrador da empresa alemã Man Ferrostaal - que esteve, no mês passado em Portugal, a renegociar com o Governo português o contrato das contrapartidas pela aquisição dos submarinos – foi detido na semana passada pelas autoridades germânicas, que investigam alegações de que a empresa pagou milhões em subornos para obter grandes contratos internacionais, revelou terça-feira o Der Spiegel. Em causa estão os crimes de corrupção e fraude fiscal que envolvem um diplomata português e não só. AQUI

NOTA: Será que existe Ministério Público em Portugal que investigue casos graves como este?

terça-feira, março 16, 2010

SUBMARINO VS ANALFABETISMO


> A aquisição por qualquer Armada do mundo de uma unidade naval é um processo complexo, moroso e abrangente. Se se falar em submarinos, o caso é deveras muito mais complexo. Não é todos os anos que uma Armada decide adquirir um submarino para a sua frota. A Armada portuguesa em sintonia com o Governo iniciou há anos um processo para a aquisição de dois submarinos a um consórcio alemão. Um processo que obrigou a estudos estratégicos, económicos e políticos. Um estudo que foi analisado profundamente e decidido em conformidade dentro dos parâmetros financeiros possíveis pela economia portuguesa, tendo em conta o médio e longo prazo, tanto para o respectivo pagamento das duas importantes unidades navais como para o serviço relevante que os submarinos iriam proporcionar ao país. Nada se realizou em cima do joelho e em nada se procurou brincar às batalhas navais. Mas, há quem queira brincar com coisas sérias. Por analfabetismo, má-fé ou incompetência política.
A eurodeputada socialista Ana Gomes vociferou esta manhã na Antena 1 um chorrilho de asneiras sobre os submarinos que Portugal está prestes a receber, no âmbito da renovação da frota da nossa Armada. Ana Gomes teve o desplante de afirmar que os contratos de aquisição dos dois submarinos deveriam ser anulados e quando existisse uma melhor situação financeira, então, pensar-se-ia em adquirir unidades navais desse tipo. Para rir ou chorar, ao ouvir-se gente deste tipo com voz activa na política (leia-se na rádio, televisão e jornais). Gente que não sabe literalmente do que fala.
Saberá Ana Gomes algo sobre o tempo que é necessário desde que um Governo decide adquirir um submarino até ao fim da fabricação do navio? Saberá Ana Gomes alguma coisa sobre a complexidade dos acordos que têm de ser estabelecidos entre as partes para a aquisição de unidades navais tão caras? Saberá Ana Gomes do quantitativo que Portugal teria de despender para indemnizar o consórcio alemão se neste momento anulasse o contrato de aquisição dos dois submarinos encomendados? Saberá Ana Gomes alguma coisa sobre a importância da existência dos submarinos para a segurança de um país?
A título de exemplo, e para que Ana Gomes [que tantas vezes se pronuncia sobre terrorismo] verifique a importância de um submarino, apenas salientar um caso simples: se um dia Portugal, enquadrado na Aliança Atlântica, venha a tomar uma medida que desagrade à Al-Qaeda ou a outro movimento radical, como é que se pode evitar uma represália terrorista que se traduzisse na entrada pela barra do Tejo de um pequeno submarino suicida que faça explodir a ponte sobre o Tejo e grande parte da zona ribeirinha de Lisboa?
Como é que se pode evitar? Simples! Pela forma como Ana Gomes se expressa, evita-se bem: vendem-se os submarinos e quando eles estiverem a sair pela barra do Tejo detectam o submarino terrorista... haja Deus!


PAU COMMENTS

Anónimo disse...

Fez-me sentir orgulhoso de saber que ainda existem pessoas como o senhor no meu País.
Pessoas que sabem o que dizem, fundamentando os seus dados em dados concretos.
VIVA PORTUGAL

sexta-feira, dezembro 18, 2009

INFORMAÇÃO 'JORNAL DO PAU' CONFIRMADA AO MAIS ALTO NÍVEL

> Este blogue tem informado sobre a aquisição de dois submarinos para a Marinha portuguesa a um consórcio alemão. A última informação do JORNAL DO PAU salientou o descontentamento que se instalou no seio da Armada com a posição do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Valença Pinto, cujas declarações indiciaram que Portugal ainda poderia prescindir dos submarinos.
Alguns dos nossos leitores manifestaram dúvidas sobre o desagrado dos marinheiros. Pois, na edição de hoje do 'DN', o ex-chefe do Estado-Maior da Armada, o almirante na reforma Nuno Vieira Matias, manifesta a sua contrariedade pela posição de Valença Pinto de uma forma contundente. "Fiquei estupefacto com os recentes comentários do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (CEMGFA) aos submarinos, pois, na definição da necessidade dos submarinos para Portugal, foi seguido um processo de planeamento com décadas, sucessivamente aperfeiçoado, que particulariza exaustivamente todos os factores que determinam essa necessidade", escreve o almirante Vieira Matias.

O prestigiado almirante Matias aborda no seu texto todas as valências que suportam a existência de submarinos na Armada portuguesa, para concluir dizendo: "Não entendo que o senhor general (Valença Pinto) tenha dito que, depois de chegarem os submarinos, "será procurada para eles a melhor aplicação". Isso já está definido e há muito tempo... 'Esclarecimentos' desses são dispensáveis a menos que se queira intoxicar ainda mais a opinião pública já tão mal aconselhada por interesses ínvios".

Um artigo a não perder.

segunda-feira, dezembro 14, 2009

VALENÇA PINTO NÃO QUER SUBMARINOS


ESCÂNDALO REBENTOU chefe do estado maior das forças armadas
deixou marinha perplexa



>
O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), general Valença Pinto, reconduzido no cargo recentemente parece que está a fazer um frete aos socialistas que já por mais de uma vez se manifestaram contra a aquisição dos novos submarinos SS PO 2000 encomendados para a Marinha portuguesa.
Valença Pinto surpreendeu quando numa entrevista à Antena 1 afirmou: "Quando os submarinos chegarem, à medida que forem chegando, certamente que será procurada para eles a melhor aplicação e a melhor rendibilização, no quadro das missões das Forças Armadas que estão consagradas desde 2005".
A estupefacção foi total no seio da Marinha e, segundo oficiais superiores da Armada contactados pelo JORNAL DO PAU, as palavras de Valença Pinto são "icompreensíveis, cínicas e hipócritas" porque "deixam no ar a possibilidade de o Governo ainda vir a desfazer-se dos submarinos".
O general Valença Pinto acrescentou na mesma entrevista que "Conhecem-se, em tese, as capacidades dos submarinos...". Esta afirmação criou um mal-estar deveras preocupante porquanto entendem os oficiais superiores da Marinha contactados por este blogue que "É absolutamente vergonhoso que um chefe das Forças Armadas, principal responsável pela operacionalidade das suas tropas, ainda esteja à espera que cheguem os submarinos para procurar a melhor rendibilização e a melhor aplicação para os submarinos", salientou um dos almirantes ouvidos pelo JORNAL DO PAU, o qual ainda adiantou estar convencido que o general Valença Pinto "pertence ao grupo daqueles que andam em campanha contra a aquisição dos submarinos porque nunca se pode dizer que se conhecem as capacidades dos submarinos 'em tese'. O general tem de saber perfeitamente que as capacidades já estão equacionadas e que serão as mesmas que os submarinos velhos sempre tiveram".

Recorde-se, que o JORNAL DO PAU informou há dias que o primeiro submarino SS PO 2000 só chegará a Portugal no próximo mês de Abril e o segundo em Dezembro de 2010 ou no primeiro trimestre de 2011.

sábado, dezembro 05, 2009

MAIS UM ADIAMENTO NA ENTREGA DOS SUBMARINOS

> Os novos submarinos que foram encomendados a um grupo alemão já não virão para Portugal no tempo acordado no contrato.
O primeiro submarino, o "Tridente" só chegará a Portugal em Abril de 2010 e o segundo, o "Arpão" possivelmente será entregue à Marinha em Dezembro de 2010 ou no primeiro trimestre de 2011.
Ainda não é claro se a tese de Almeida Santos irá vingar, com o Governo português a optar por vender os submarinos.

domingo, novembro 22, 2009

SUBMARINO 'BARRACUDA' DESPEDE-SE


> O submarino português 'Barracuda' está a realizar a sua última viagem pelos mares nunca dantes navegados. Ao fim de muitos anos, o 'Barracuda' foi despedir-se dos seus "pais" franceses e quando regressar passará a peça de museu da Marinha portuguesa.

quinta-feira, novembro 19, 2009

QUEM DIZ MAL DO PSD, LEVA!

> Paulo Portas tem vindo a criticar o PSD em vários aspectos da vida política nacional. Hoje mesmo, Portas criticou o PSD pela aliança com o PS no caso da suspensão da avaliação dos professores. E, pelos vistos, a máxima do socialista Jorge Coelho ("Quem se meter com o PS, leva!") parece estar a alargar-se para as hostes "laranjas".
O consórcio bancário ao qual o Governo de Durão Barroso adjudicou o financiamento da aquisição dos novos submarinos, composto pelo Crédit Suisse e pelo BES, alterou a sua proposta de financiamento já depois da adjudicação, avança a edição do 'Sol' de amanhã, sexta-feira. O jornal titula que "Portas aumentou milhões aos lucros dos bancos".
Só falta declarar a suspeita se haverá outra 'face oculta' entre Portas e os bancos...

quinta-feira, novembro 12, 2009

quarta-feira, novembro 11, 2009

SS DESAUTORIZA O SEU PRESIDENTE

> Santos Silva disse hoje o contrário de Almeida Santos. O actual ministro da Defesa demonstrou um total antagonismo com o presidente do seu Partido Socialista, no que respeita à aquisição de submarinos por Portugal.
Almeida Santos tinha afirmado que "os submarinos não fazem falta para nada" e Santos Silva na sua primeira visita à Marinha declarou que "os novos submarinos constituem uma capacidade de que a Marinha precisa para ser equilibrada e poder desempenhar as funções que lhe estão cometidas".
Afinal, sobre este assunto dos submarinos, qual é a facção do PS que pontua?

sexta-feira, outubro 23, 2009

O RECADO DE ALMEIDA SANTOS

> Quando o presidente do PS Almeida Santos surpreendeu a Marinha portuguesa ao afirmar que os submarinos encomendados por Portugal a um consórcio alemão não serviam para nada e que esperava que o Governo anulasse a ideia de aquisição das unidades navais, sabia perfeitamente qual o recado que lhe tinham dado. Almeida Santos serviu de porta-voz do Governo para mentalizar os homens da Armada que os submarinos iriam passar à história.
E na verdade, o Governo socialista não está nada interessado na aquisição dos submarinos pretendidos pelo governo de Santana Lopes-Paulo Portas. O Governo contratou advogados (muito especiais) para estudar a melhor forma de anular os contratos que envolvem o pagamento ao consórcio alemão GSC de aproximadamente mil milhões de euros. Está a reunir argumentos jurídicos e financeiros para tentar anular a entrega dos novos submarinos.
A acusação do Ministério Público, há dias, de fictícios e fraudulentos alguns dos pressupostos em que se firmou o contrato das contrapartidas da compra dos submarinos mais pareceu um golpe baixo de seriedade duvidosa. E o pior é que o Governo de José Sócrates, pela mão do ministro das Finanças Teixeira dos Santos, parece mesmo ser exímio nos golpes baixos. E é neste sentido que assistimos à tentativa de colocar a Autoeuropa como moeda de troca aos submarinos. O Governo apenas está na disposição de em último caso - e depois de esgotadas todas as tentativas de livrar-se dos submarinos - propôr a Angela Merkel que influencie no futuro a montagem de vários modelos Volkswagen na Autoeuropa como contrapartida da aquisição dos submarinos.
Entretanto, confirma-se a notícia avançada aqui no JORNAL DO PAU de que o primeiro submarino encomendado já não será entregue, conforme estipulado no contrato, até ao final deste ano.

quinta-feira, outubro 15, 2009

O QUE ALMEIDA SANTOS NÃO SABE

> "Não precisamos de submarinos para nada"
António Almeida Santos, presidente do Partido Socialista


O porquê da capacidade submarina

1. As perspectivas de paz e segurança no mundo, no período pós Guerra Fria, continuam associadas a um elevado grau de incerteza e de volatilidade, com riscos e ameaças bem presentes.

2. O mar e o (controlo do) seu uso continuam a assumir hoje, tal como no passado, uma grande importância estratégica, quer enquanto via de comunicação, quer enquanto fonte de recursos naturais, em que a problemática da sua exploração se apresenta como um dos grandes desafios deste novo século.

3. Portugal, sendo uma nação atlântica, dependente em cerca de 90% das importações por via marítima, não deve deixar de acautelar esses desafios, mantendo uma capacidade mínima credível de defesa dos seus interesses em tão vasta área ocânica como a que corresponde às Zonas Económicas Exclusivas do Continente, dos Açores e da Madeira e espaço marítimo interterritorial.

4. Qualquer sistema de forças a implementar não deve, por isso, excluir hipóteses que, embora hoje possam parecer menos plausíveis, ninguém poderá garantir que não venham a ganhar de novo, no futuro, e quando menos se espera, a maior importância.

5. Uma Marinha não se improvisa. A definição de meios navais, como os submarinos, no contexto de um sistema de forças, implica decisões com efeitos a longo prazo, dada a longa duração dos respectivos processos de aquisição e ciclos de vida (no conjunto cerca de 45 anos).

6. Tendo como propósito assegurar que o conjunto de capacidades a adquirir para o sistema de forças possa responder a um espectro alargado de situações possíveis, através da sua versatilidade e polivalência fruto de elevada autonomia, mobilidade, discrição, sustentação e resistência, a capacidade submarina é a que melhor satisfaz esse desiderato, sendo um elemento crítico da componente Naval.

7. Num país com limitações na edificação do seu sistema de forças (decorrentes da sua dimensão e potencial económico e financeiro) nomeadamente para garantir a existência dos meios necessários ao exercício da vigilância, controlo e defesa, em permanência, de tão vasto espaço marítimo, a posse de capacidade submarina significa determinação de defesa autónoma e credibilidade da imagem de empenho efectivo no desempenho das responsabilidades militares no âmbito das alianças em que se insere.

8. O seu efeito dissuasor decorre do elevado risco que cria a um eventual opositor, ainda que operando isoladamente e sem supremacia de força (permitindo ganhar tempo para preparação de uma resposta militar ou diplomática), face à efectiva capacidade de sobrevivência e de retaliação que detêm.

9. Armados com mísseis sub-superfície, podendo realizar, de forma furtiva, ataques cirúrgicos de elevada precisão e alcance (preemptivos ou retaliativos) contra alvos em terra.

10. Pelas características de discrição e capacidade de sobrevivência, proporcionam a melhor possibilidade de contornar a dificuldade de falta de supremacia militar, preservando uma capacidade de intervenção quando o recurso a outros meios não for viável ou aconselhável.

11. A característica de discrição concede-lhes uma possibilidade de emprego insubstituível na vigilância e controlo de áreas focais (relevante na detecção de actividades ilícitas - droga, armas, imigração, poluição), e das actividades ligadas ao terrorismo por via marítima, ou que usem apoios logísticos na faixa costeira.

12. Enquanto parte integrante e indissociável de uma capacidade oceânica efectiva, são o elemento chave na protecção de forças de superfície, relativamente, quer a outros navios de superfície, quer a outros submarinos oponentes.

13. Não dispor de submarinos para operar em conjunto com a componente de superfície implica ter que investir, com maior custo financeiro, em mais meios e capacidades para essa mesma componente, agravando substancialmente a vulnerabilidade a acções de sub-superfície e permanecendo, ainda assim, com o risco de impossibilidade de manobra.

14. Pela sua autonomia, mobilidade e alcance, constituem um elemento essencial no contexto do emprego de forças expedicionárias (em apoio directo ou indirecto), como no caso de protecção de uma força que integre um navio polivalente logístico.

15. São especialmente aptos para proceder a operações avançadas de apoio a forças anfíbias, assim como para realizar operações de reconhecimento antecipado, recolha de informações continuada e de forma totalmente discreta e ainda operações com forças especiais (infiltração ou recolha).

16. Constituem um importante vector de defesa avançada, permitindo que a ameaça possa ser combatida na origem ou, o mais longe possível do território a defender.

17. A sua capacidade de minagem, sem serem detectados, permite lançar operações seguras de negação do uso do mar.

18. Só o facto de operar submarinos permite a Portugal manter importantes funções de controlo sobre a actividade de sub-superfície (militar e civil) na nossa área (gestão do espaço marítimo de sub-superfície).

19. A sua versatilidade e flexibilidade de emprego confere-lhes um elevado grau de adaptabilidade a qualquer situação, em qualquer nível do espectro do conflito, tirando partido da liberdade de uso do mar e servindo, sobretudo, a estratégia diplomática, pela acção preventiva, dissuasora e defensiva que proporcionam.

20. Sem submarinos, Portugal perderia não só a capacidade de projectar força por via marítima, como também o único factor de dissuasão credível do país.


In Revista da Armada, Maio 2004

segunda-feira, outubro 12, 2009

NÃO HÁ SUBMARINO ESTE ANO



EXCLUSIVO

>
O primeiro submarino tipo 209PN para a Marinha portuguesa que - segundo o contrato assinado em 2004 entre o Governo e o grupo alemão German Submarine Consortium (GSC) - deveria ser entregue no segundo semestre deste ano, já não vai integrar a frota da Armada até ao fim do ano, apurou o JORNAL DO PAU junto de fontes da Marinha.
As mesmas fontes sublinharam que o não cumprimento do estipulado no acordo contratual não se deve a qualquer atraso no fabrico da unidade naval por parte do consórcio alemão, mas sim "porque o Governo português solicitou um adiamento na entrega do submarino para o primeiro semestre de 2010 devido à falta de financiamento para o efeito".
Quanto ao segundo submarino a ser fabricado pelo grupo GSC, o mesmo deverá ser entregue à Marinha até ao final de 2010.

terça-feira, outubro 06, 2009

O GATO

- Já leste a bronca dos submarinos contra o Paulo Portas?
- Não havia de ler... está em todo o lado!
- Mas por quê agora?
- Penso saber, porque o concurso foi limpinho e até hoje há quem não se conforme...
- Ah! Então, aqui há gato?
- Não sei se não lhe chamo outro nome... ao concurso dos submarinos concorreram dois grupos, um francês e o outro alemão... ganhou o alemão...
- E o que é que os alemães têm a ver com o gato?
- Os alemães não, mas os franceses sim!
- Como assim?
- É que o advogado dos franceses é o grande amigo dos jornais José Miguel Júdice...

ALMEIDA SANTOS OFENDE A ARMADA

> Vários militares da Armada estão chocados com as afirmações do socialista Almeida Santos, apurou o JORNAL DO PAU. "Não precisamos de submarinos para nada e espero que José Sócrates e o ministro da Defesa concordem comigo", disse Almeida Santos, em Alenquer, durante um evento do PS comemorativo do 5 de Outubro.
Almeida Santos adiantou que o dinheiro dos submarinos faz falta para a aquisição de outras armas. Esta tomada de posição está a causar um grande mal-estar entre certas altas patentes da Armada, as quais têm passado as últimas horas a comentar a posição do presidente do PS e ex-presidente da Assembleia da República.
Recorde-se, que a proposta de aquisição de submarinos para a Armada foi efectivada durante o governo socialista de António Guterres.