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segunda-feira, fevereiro 01, 2010

OBSCENO

> Os lucros da saúde privada em 2009 ascenderam a 700 milhões de euros. Receitas dos grupos Mello, Espírito Santo, Hospitais Privados e Trofa subiram 42,5%.

Utentes passam as noites à porta dos Centros de Saúde para conseguirem uma consulta.

quarta-feira, janeiro 27, 2010

segunda-feira, janeiro 18, 2010

domingo, janeiro 03, 2010

QUAL GINKGO QUAL CARAPUÇA

> Quando se fala em cansaço e falhas de memória há sempre alguém à nossa volta que nos diz: "Experimenta tomar Ginkgo biloba, é muito bom para o cérebro". Pois bem, afinal parece que as propriedades deste suplemento não são assim tão eficientes.

Uma notícia avançada pela Agência France-Presse revela que pesquisadores da Universidade de Pittsburgh (Pensilvânia) analisaram 3.069 pessoas, divididas em dois grupos - o primeiro recebeu doses de Ginkgo biloba e o segundo, placebo - e segundo os resultados publicados pela revista da Associação Médica Americana (JAMA), "não há qualquer prova do efeito do Ginkgo biloba sobre a evolução das habilidades cognitivas e nenhum efeito sobre alguns aspectos cognitivos, como a construção visual e espacial, a linguagem, a atenção e a velocidade psicomotora".

Os autores do estudo destacaram que o Ginkgo biloba, extracto da planta chinesa do mesmo nome, é nos Estados Unidos e na Europa "o medicamento mais utilizado contra a perda das habilidades cognitivas decorrentes da idade" e por isso até agora recomendado para doentes que sofram de Alzheimer.

terça-feira, dezembro 22, 2009

DEMAGOGIA E PROPAGANDA PROFISSIONAIS

> O primeiro-ministro José Sócrates anunciou no Parlamento que "Portugal está a construir neste momento seis hospitais" que, disse, irão proporcionar um grande benefício à saúde dos portugueses, blá, blá, blá.

Os portugueses já se contentavam se o Hospital Santa Maria, em Lisboa, pudesse servir condignamente os seus utentes e que nos Serviços de Urgência daquele estabelecimento acabassem as esperas de oito horas, macas pelos corredores, pessoas sentadas no chão e o caos aos fins-de-semana.

sábado, dezembro 19, 2009

HOSPITAL DOS CARROS


> O Hospital de Santa Maria, em Lisboa, deveria ser alvo da atenção das autoridades da Saúde. A direcção administrativa daquele estabelecimento hospitalar devia ser toda demitida. O hospital está nas bocas do mundo pela degradante e chocante situação que se passa no interior e, por contraste, na sua área exterior.
No interior, especialmente na Urgência, são doentes que esperam por uma consulta mais de seis horas, macas pelos corredores, pessoas sentadas no chão, uma sala de espera onde o frio é cortante e se confunde com o bar, doentes que não conseguem uma alma que lhes empurre a maca de um exame radiológico para outro urológico, enfim, um role infinito de degradação e de falta de consideração pelos utentes.
No exterior, é o luxo. O luxo de um parque de automóveis cada vez maior, com um maior número de lugares de estacionamento pago. Pagos a peso de ouro, com todos os matadores.
Uma vergonha chocante quando gestores de um hospital se preocupam mais em sacar o máximo de dinheiro através dos desgraçados que obrigatoriamente têm de se deslocar ao Santa Maria e que não se preocupam com o mínimo de condições no interior do hospital.

segunda-feira, novembro 09, 2009

ESTA NOTÍCIA É FALSA

> Esta notícia foi divulgada hoje para toda a comunicação social. Mas é falsa.
"Os doentes que ficaram cegos com um tratamento oftalmológico no Hospital Santa Maria já foram informados pelos médicos de que a cegueira é definitiva e sem qualquer hipótese de recuperação".

quarta-feira, outubro 28, 2009

SURPREENDENTE

> A ministra da Saúde Ana Jorge podia bater um recorde mundial. Podia perfeitamente ser a governante com menos tempo no exercício da função. Depois de ter tomado posse na segunda-feira devia demitir-se na terça, logo assim que se soube que a vacina adquirida por Portugal tinha sido rejeitada pelos EUA.
Neste país já vale tudo...

terça-feira, outubro 13, 2009

PAÍS REAL

> A mulher, de 33 anos, que morreu com o vírus H1N1 no hospital Curry Cabral, tinha passado anteriormente por quatro outros hospitais sem ter sido diagnosticada a doença fatal. Chocante.

quinta-feira, setembro 24, 2009

MINISTRA QUE NÃO SABE O QUE DIZ

> O director clínico do Hospital de Santo António afirmou hoje que o quadro clínico do doente que quarta-feira morreu nesta unidade de saúde "nunca foi sugestivo de gripe A" e que a causa do óbito, confirmada laboratorialmente, foi "infecção bacteriana". Leia +

quinta-feira, setembro 10, 2009

COLABORAR COM O SUICÍDIO

> "Desde o fim da linha gratuita, em 2008, que funcionava diariamente das 21h00 às 24h00, houve uma quebra de cerca de mil chamadas", disse Afonso Faria, responsável pela coordenação da linha, que no primeiro semestre de 2009 já atendeu 2148 chamadas, 12 por cento das quais relacionadas com ideias de suicídio ou morte. Leia +

segunda-feira, agosto 10, 2009

CARNIDE SEM MÉDICOS

Saúde Lacuna imperdoável

> O Centro de Saúde de Carnide, em Lisboa, está sem qualquer médico até ao próximo dia 24. Sem médicos, obviamente sem consultas. Os doentes podem morrer.

terça-feira, agosto 04, 2009

SEM VISÃO

Hospital Santa Maria Doentes insatisfeitos com intenção médica

> Um familiar de um dos doentes que cegou no Hospital de Santa Maria manifestou ao JORNAL DO PAU a sua indignação por ter percebido que os médicos querem dar alta ao doente sem estar curado. "Não aceito que pretendam enviar para casa uma pessoa que entrou aqui a ver e que agora nada vê por culpa deles. Se não sabem fazer mais nada que proponham a ida dos doentes aos Estados Unidos ou a outro país, mas para casa, sem mais nem menos, não aceitamos". O mesmo familiar discordou da informação que tem sido dada pelos serviços hospitalares no sentido que os doentes têm sentido melhoras. "Não. não é verdade. Os doentes continuam cegos".

segunda-feira, agosto 03, 2009

A TRETA DAS USF

Saúde Cada vez pior

> O Tribunal de Contas recomendou ao Governo “medidas activas” para resolver a curto prazo os casos de utentes sem médico de família e diz que não são ainda visíveis melhorias resultantes das Unidades de Saúde Familiar. Leia +

quinta-feira, julho 30, 2009

GOVERNO ALDRABÃO

Saúde Hospitais sem seguro

> Assim que se soube que seis doentes tinham cegado numa intervenção cirúrgica no Hospital Santa Maria veio logo a ministra da Saúde papaguear que o Governo indemnizaria as pessoas. Com que dinheiro, se nem seguro existe?
O Hospital de Santa Maria, em Lisboa, a unidade onde no passado dia 17 seis doentes foram sujeitos a uma pequena cirurgia oftálmica na sequência da qual perderam a visão, não possui um seguro de responsabilidade civil que permita indemnizar os danos patrimoniais e morais que estes pacientes venham a reivindicar. Este não é um caso isolado no panorama nacional já que a maioria dos hospitais públicos não possui este tipo de seguros, ao contrário das unidades privadas. Leia +

quinta-feira, julho 23, 2009

AVASTINICES

Cegueira em Santa Maria Avastin deu mais de 300 problemas em 2008

> O medicamento associado à infecção intra-ocular em seis doentes do Hospital Santa Maria já causou problemas no Canadá. A administração do hospital continua sem explicações, enquanto se aguarda o resultado de um inquérito. Mesmo sem seguro, o hospital admite pagar indemnizações aos doentes, dois dos quais actualmente sem visão. Mas só em caso de culpa

O Avastin, que causou perda de visão a seis portugueses, já fora associado em 2008 a 361 reacções adversas em tratamentos oftalmológicos no Canadá. Os laboratórios responsáveis pelo Avastin alertaram a comunidade médica mundial para estas complicações, frisando que o medicamento não tem autorização oficial para uso oftalmológico

Ainda sem explicações para as infecções intra-oculares causadas a seis doentes, o presidente do conselho de administração do Santa Maria, Adalberto Campos Ferreira, garantiu ao DN que, "apesar de o hospital não ter seguro, assumirá todas as responsabilidades perante os doentes, caso o inquérito interno e o da IGAS revele culpa do hospital". A Inspecção-Geral das Actividades em Saúde abriu um inquérito para apurar as causas da cegueira de dois doentes, após a administração de uma injecção intra-ocular com bevacizumab para o tratamento da retinopatia diabética.

Apesar de o director clínico, Correia da Cunha, lembrar que os doentes assinaram o "consentimento informado", o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, diz que tal "não retira a protecção aos doentes". Se os problemas de visão forem irreversíveis e ficar provada a responsabilidade, o dinheiro para as indemnizações virá das provisões financeiras do hospital. Só cerca de 7% dos hospitais têm seguros. Os médicos têm responsabilidade civil.

Difícil é saber o que acontecerá aos doentes caso não sejam encontradas contaminações nos lotes do medicamento que estão a ser examinados pelo Infarmed nem se prove negligência médica ou infecção hospitalar. Adalberto Campos Ferreira afasta essa possibilidade: "Há uma probabilidade de 90% de se encontrar uma explicação para o sucedido e isso deve ser conhecido no prazo máximo de 15 dias, quando estiver concluído o relatório interno."

Vários oftalmologistas, a começar pelo bastonário da Ordem dos Médicos, têm apontado como causa mais provável para a endoftalmite que afectou aqueles doentes uma falha na esterilização e/ou contaminação da ampola utilizada. Os tratamentos em causa foram ministrados todos na passada sexta-feira pela mesma equipa médica, no mesmo bloco, precisou ontem em conferência de imprensa o director do serviço de oftalmologia do hospital, Monteiro Grilo. Também o director do serviço de oftalmologia do Hospital de São João, Jorge Breda, admitiu a hipótese de uma ampola contaminada ter sido administrada a vários doentes.

A administração do hospital continua a não descartar nenhuma das possibilidades: problema com o medicamento, infecção hospitalar ou erro médico. Mas quando questionado sobre a hipótese de uma incorrecta esterilização, o director clínico reiterou que o armazenamento, a distribuição e a administração do medicamento são feitos de forma adequada.

Contactado pelo DN, o Infarmed explica que a substância bevacizumab não tem indicação terapêutica específica para doenças oftalmológicas, mas oncológicas. Nestes casos, "a responsabilidade da decisão cabe ao conselho ético do hospital". Também a laboratório Roche, que o produz, explicitou que o medicamento não tem indicação oftalmológica.

O director clínico do hospital desvaloriza a questão, lembrando que o Avastin é usado desde 2005 tanto nos EUA como na Europa, com uma taxa de efeitos adversos de apenas 0,06%. Refere ainda que não existe nenhum medicamento com indicação terapêutica específica para a retinopatia diabética, tendo sido descoberto nos Estados Unidos que aquela substância, que impede a proliferação de novos vasos no olho, é mais eficaz do que a substância ranibizumab, usada para a degenerescência macular da idade, não só travando a falta de visão como fazendo-a regredir.

Carla Aguiar, in 'DN'

quarta-feira, julho 22, 2009

BOCAS NA RUA

Hospital Santa Maria

- É pá, o Hospital de Santa Maria continua sem saber as causas da cegueira dos cinco doentes!
- Ah!... Deve ter sido o eclipse do Sol...

SORRISO PARVO

Hospital de S. Maria Cinco pacientes ficaram cegos

> Em Portugal já tudo pode acontecer sem que os responsáveis paguem caro os seus desmandos. No Hospital de Santa Maria, em Lisboa, cinco doentes que foram operados no mesmo dia à visão pela mesma equipa médica ficaram cegos. Não, não ficaram a ver mal. Ficaram cegos. Sim, acreditem porque aconteceu.
O hospital emitiu um comunicado que esclarece zero. Os responsáveis pela administração daquela unidade hospitalar de referência informam que foi levantado um inquérito. Uma irmã de um paciente que ficou cego afirmou à SIC que os médicos afirmaram que deve ter sido uma anomalia no medicamento injectado nos olhos. A culpa já foi atirada para o laboratório. Aguarda-se a reacção do laboratório em causa.
E a ministra da Saúde? Sim, a ministra que devia ter uma palabra de esclarecimento cabal sobre o acontecimento gravíssimo que aconteceu sob a sua jurisdição. Bem, a ministra, à saída de mais uma jornada de propaganda do seu chefe José Sócrates, ao ser abordado pelos jornalistas, respondeu com um sorriso parvo que lamentava e que nada sabia mas que decorria um inquérito, chutando para o lado para o director clínico do hospital e desaparecendo logo de seguida.
O director clínico falou aos microfones para lamentar o sucedido e "elucidar" que havia um comunicado...

Agaaaaaaaaaaaaarem-me!!!

segunda-feira, julho 20, 2009

HAJA SAÚDE

Cancro 13 hospitais tratam doença sem oncologistas

> Apenas 77% das 55 unidades que tratam cancro têm oncologistas médicos, o que para a Ordem dos Médicos é inadmissível. Além disso, só 28 hospitais têm um destes profissionais na consulta multidisciplinar, onde se tomam as decisões sobre o tratamento.
Há pelo menos 13 hospitais que estão a tratar doentes com cancro sem terem, sequer, um oncologista médico. Uma situação que a Ordem dos Médicos considera inadmissível por colocar em causa a qualidade dos tratamentos. De acordo com os resultados preliminares de um inquérito feito aos hospitais no final de 2008, a que o DN teve acesso, 77% das unidades com actividade oncológica não têm um especialista.
Pedro Pimentel, coordenador nacional das doenças oncológicas, admite em entrevista ao DN que "não se pode tratar cancro sem a existência de oncologistas" e lembra ainda que, "mesmo nos hospitais que os integram, 35% apenas têm um especialista a tempo parcial".
Numa rede analisada de 55 hospitais, a ausência de oncologista médico, "põe em causa tudo o que está antes e depois do tratamento de um doente. Isto significa que não têm competência para o tratar", alerta Jorge Espírito Santo, presidente do colégio da especialidade da Ordem dos Médicos.
Os resultados do inquérito mostram ainda outras lacunas importantes que denunciam as assimetrias no tratamento no País. Só existe consulta multidisciplinar em 81% das unidades, o que significa que dez não a têm organizada. Porém, o oncologista só participava em 63% destas unidades, "quando devia estar em todas", esclarece Pedro Pimentel.
Estas consultas são os momentos em que são analisados caso a caso os doentes com cancro e em que participam oncologistas, radioterapeutas, cirurgiões e anatomopatologistas (responsáveis pelos exames). Faz-se o diagnóstico, analisam-se as condições necessárias para operar e decide-se todo o processo de tratamento do doente antes e depois da operação. É por isso que o oncologista Jorge Espírito Santo sublinha: "Se não há oncologista na consulta não podemos falar em consulta multidisciplinar!". Nesse caso, apenas podíamos referir que estas consultas só existem em 28 dos 55 hospitais, ou seja, em metade.

Outro problema que já foi detectado é a escassez de cirurgias anuais feitas por cada unidade todos os anos (ver texto em baixo), mas o especialista alerta que a cirurgia é apenas um passo. "Antes disso, tem de ser feito o estadiamento (definição da fase e gravidade) do cancro, saber que exames se devem pedir e definir os moldes da operação", o que implica uma análise na consulta entre especialidades. Pedro Pimentel falou que, em 2010, a rede hospitalar de tratamento oncológico será definida. "Haverá instituições que farão apenas parte do tratamento e que terão de se articular com outras para o continuar", refere. Para isso, serão criadas coordenações regionais, nas cinco Administrações Regionais de Saúde, que "terão uma visão do que existe, vão definir o que deve ou não continuar a existir em cada serviço e para onde serão enviados os doentes em cada situação".

Diana Mendes, in 'DN'