sexta-feira, abril 30, 2010

PORTUGAL A AFUNDAR-SE

COELHO A ARRISCAR

FOI O ENGENHEIRO, PÁ!

PINTEI O PRETO E BRANCO








PORTUGAL EM CRISE

> Teatro S. Carlos: Ministério da Cultura paga 133 mil euros de indemnização para afastar director artístico.

OUTRAS PAULADAS

> Blogue A minha vida

A MELHOR PRIMEIRA DO MÊS





A PIOR PRIMEIRA DO MÊS

EM ESPANHA

> Um terço das empresas públicas e 32 altos cargos cortados.

BOM FIM-DE-SEMANA!

HOMEM DE CORAGEM

> Rui Rio demite-se alegando que não está "disponível para ser enxovalhado".

E AINDA DIZEM QUE É RELIGIÃO

> IURD acusada de envio ilegal de verbas para o estrangeiro.

SONDAGENS AO VENTO

> Infelizmente, continuamos a ser "atacados" por sondagens em função do vento que passa. Agora, o vento soprou da Lapa e as sondagens que nos oferecem já dizem que o PSD está à frente do PS. É falso. Da mesma forma que fomos sempre aqui divulgando a informação que nos era facilitada por profissionais que trabalham nas empresas de sondagens, e que indicavam resultados percentuais que na maior parte das vezes não coincidiam com os difundidos, também agora faremos o mesmo com a seriedade idêntica.
Na segunda e terça-feira, 26 e 27 de Abril, foi realizada uma sondagem a nível nacional por uma empresa da especialidade que deu o seguinte resultado:

PS - 34%
PSD - 28%
CDS - 13%
PCP - 10%
BE - 8%

OS IRRESPONSÁVEIS

> Não se compreende tanta irresponsabilidade por parte de José Sócrates e de António Mendonça, quando persistem com as obras públicas faraónicas. São uns verdadeiros irresponsáveis que terão 80 anos de idade quando as novas gerações quiserem enforcar os responsáveis pelo desmando. Não se trata de qualquer perseguição da minha parte. A conclusão sobre esta matéria, retirei-a após ter lido que Portugal está mais próximo da bancarrota.

quinta-feira, abril 29, 2010

MULHER-ÁRVORE

PENSO EU DE QUE

O MÉDICO


> O médico anda nas bocas do mundo. Por todas as razões. Trabalha de mais. Está de banco horas a mais. Tem horário. Não tem horário. Ganha pouco. Ganha muito. Está de manhã no público e à tarde no privado. Tem consultório onde faz uma fortuna. Não é humano. É solidário. Chega sempre atrasado. É impecável e atencioso. Tem um Porsche. Anda de Metro. Engata a enfermeira. Divorcia-se da colega. Meteu reforma antecipada.
O médico ganha muito dinheiro, mas esquecem-se que estudou muitos anos, especializou-se outros tantos. Sacrificou-se sem horário e é mal pago nos hospitais públicos onde chegaram a ter que enfrentar o disparate de marcar o ponto.
Médicos há muitos. Excepcionais, cientistas, bons, sofríveis e maus. Como em todas as profissões. A última que veio à baila é que os médicos não são portugueses e não prestam. Nos hospitais somos atendidos por moldavos, brasileiros, ucranianos, cubanos, russos, polacos, estónios, checos. Fruticor para frutimazelas. OPS! Mas, se os médicos estrangeiros não prestam, alto lá! e haja Ordem nisto. Ordem mesmo, porque trata-se da Ordem dos Médicos. Se não sabia, fique a saber: todos os médicos em serviço nos hospitais portugueses foram (mal ou bem) CREDENCIADOS pela Ordem dos Médicos... e esta, hein?

BOCAS NA RUA

Quadro

- É pá, viste aquele quadro Sócrates-Passos Coelho?

- Então, não vi, pá!... E cada vez mais vejo a Ferreira Leite a ter razão...

O PORTUGUESING DE ZEINAL



RECORDAR MIGUEL LEMOS

> A minha alma ficou parva ao ouvir na Comissão de Inquérito da Assembleia da República uma alusão ao meu saudoso amigo Miguel Lemos, falecido subitamente em sua casa em 2008. E a alusão referia-se ao facto de Miguel Lemos ser na altura da sua morte o director das relações exteriores da Taguspark.
Miguel Lemos sempre foi um homem sério, frontal e justo. Acredito profundamente que se Miguel lemos alguma vez ouviu falar no interior da Taguspark que seria necessário comprar a TVI para calar informação incómoda, que ele seria o primeiro a condenar esses processos e a enervar-se com os métodos pretendidos.
E já não referindo aqui o que competiria à Polícia Judiciária, no sentido de se saber se Miguel Lemos não estaria a ser um fardo para muitos interesses...

MOURINHO É GRANDE


Valdez agrediu Mourinho no final do jogo

> José Mourinho mostrou que é o melhor treinador de futebol do mundo. Foi a Barcelona e mandou os campeões europeus às urtigas. Está na final dos Campeões, onde o Inter não marca presença há 40 anos. É mais um feito para a história de um homem que não precisa de mostrar mais nada que é o único special no mundo do futebol.
Barcelona teve um comportamento execrável, vergonhoso e de baixo nível. Sem saber aceitar a derrota os adeptos do Barça demonstraram que não têm categoria para assumir um título de campeão. Desde a abertura do sistema de rega da relva do estádio para que os jogadores do Inter não comemorassem a vitória, aos vários objectos atirados contra a comitiva do Inter e culminando com a agressão do guarda-redes Valdez a José Mourinho no final do encontro. Valdez deveria ser irradiado imediatamente do futebol.
Parabéns ao José que soube colocar no bolso o "Camp Mou".

quarta-feira, abril 28, 2010

MACAU - ESTRADA DO MUNDO














Para editar em livro quando for possível



INTRODUÇÃO


>
Após o golpe de Estado em 25 de Abril de 1974 que levou Portugal a assumir uma postura diferente relativamente às suas colónias, Macau ficou em alvoroço com duas vertentes políticas a degladiarem-se. Por um lado, o ilustre advogado Carlos d'Assumpção e seus apoiantes defendiam que Macau deveria manter-se sob a soberania portuguesa, pois tratava-se de uma "oferta" que a China tinha feito a Portugal. Por outro, um grupo de "vendilhões de templo" preconizou junto do Movimento das Forças Armadas (MFA) que Macau fosse imediatamente entregue à China.


No meio da discórdia, prevaleceu naturalmente o dogmatismo dos dois Estados e logo que a China entendeu manifestar a sua posição, introduziu o tema junto do Presidente da República, general Ramalho Eanes. Numa visita oficial realizada entre 21 e 26 de Maio de 1985, Ramalho Eanes acompanhado do ministro dos Negócios Estrangeiros, Jaime Gama, ouviu da boca do líder chinês Deng Xiaoping que a transição de Macau se faria a breve trecho. O recado estava dado. O anúncio das intenções da China deixou os portugueses de Macau perplexos, apreensivos e chocados. Mas nada havia a fazer. Estávamos perante uma verdadeira história entre David e Golias. O processo de transição era irreversível e os portugueses teriam de regressar a casa.

............................................................

Numa tarde, húmida e quentíssima de Agosto de 1986, dei comigo junto à praia de Cheoc Van, na ilha de Coloane, fixando o horizonte. Chovia torrencialmente e eu nem me apercebera do facto. Quando limpei a face e tentei enxugar os cabelos é que me dei conta que o meu pensamento acabara de estar tão absorvente e tão longínquo que nem um tufão me faria acordar para a realidade. Estava a regressar a casa, por terra, como aventureiro, por montes e vales, rios e lagos, desconhecidos, inimagináveis, mas possíveis. Naquela tarde junto ao mar, com o olhar fixo nas ondas, dei por mim a percorrer a distância entre Macau e Lisboa... ufa! que algo de infinito. Quando cheguei a casa fui consultar um atlas e o pensamento da praia traduziu-se num sentimento de quase impossibilidade. Atravessar o Império do Meio, com os seus povos tão distintos, com as suas dezenas de províncias, com o seu deserto do Gobi, com a sua parte dos Himalaias, com localidades sem alojamento, sem comunicações, com um Partido Comunista que liderava o país com mãos de ferro e encerrando o território a estrangeiros, especialmente a jornalistas. Naquele segundo, pensei esquecer o sonho para no segundo seguinte continuar a consultar o mapa a fim de constatar qual seria o caminho mais curto e menos penoso para chegar a Portugal. A ideia de simbolizar o regresso por terra dos portugueses que por mar heroicamente chegaram a Macau ficou logo ali congelada no cantinho mais recôndito do cérebro. As dificuldades pareciam inultrapassáveis.

Passado algum tempo, a conversar com o professor João Queiroga, este transmitiu-me que também andava a pensar numa expedição que unisse Macau a Lisboa. Era o início da maior aventura jamais realizada por todo-o-terreno. A partir daquele momento começámos a projectar o desejo. Formar uma equipa unicamente com residentes de Macau, estudar o trajecto, orçamentar, solicitar autorizações diplomáticas, obter fundos de apoio e conseguir veículos que não ficassem destroçados pelo caminho. A partir do dia em que eu, João Queiroga e o jurista Jorge Barra decidimos avançar com o projecto, o sonho começou a tornar-se realidade.
Primeira decisão: a equipa teria de ser constituída por portugueses nascidos no Continente e portugueses e chineses nascidos em Macau. Ao nosso grupo juntou-se o arquitecto macaense Carlos Marreiros, uma ajuda importantíssima para toda a logística e contactos necessários para um projecto desta envergadura. Carlos Marreiros viria a conceder-nos o total empenhamento, mas por motivos pessoais não realizaria a expedição. À equipa juntar-se-ia o médico Vitalino de Carvalho, o operador de televião José Babaroca e os mecânicos Mok Wa Hoi e João Santos.

À data, o governador de Macau era o engenheiro Carlos Melancia. Um homem empreendedor, virado para o desenvolvimento e progresso de Macau e empenhado na promoção do território além-fronteiras, que acabou por ser injustiçado por motivos político-económicos relacionados com a construção do aeroporto de Macau.
Carlos Melancia tomou conhecimento da nossa ideia e do simbolismo que encerrava. Por ele, o projecto nunca ficaria no papel e dispensou-nos de imediato diversas facilidades. Transmitimos ao governador que várias marcas de automóveis [com quem tínhamos contactado no sentido de solicitar três jipes para a expedição] tinham rejeitado a nossa pretensão com receio do prestígio das marcas ser abalado pelo inêxito da maratona. Carlos Melancia respondeu-nos que os proprietários da marca UMM, em Portugal, eram das suas relações e que iria falar com eles. Passados três meses chegaram a Macau três jipes UMM preparados para a aventura a que nos propusemos.


A partir do momento em que ficou constituída a equipa para o I RAID TERRESTRE MACAU-LISBOA e os três jipes UMM chegaram a Macau, o projecto transformou-se em algo de muito sério, complexo e diversificado. Os elementos que faziam parte da equipa teriam de se compenetrar que a expedição inseria diversas vertentes, nomeadamente, um trajecto muito duro e perigoso; um percurso desconhecido que atravessaria a China, Paquistão, Irão, Turquia, Bulgária, Jugoslávia, Itália, França, Espanha e Portugal; mais de 20 mil quilómetros num período que ultrapassaria os 50 dias; uma disponibilidade total para o sacrifício e para o entendimento entre todos os membros; um confronto total e contínuo com a velocidade, destreza e coragem; uma diplomacia instintiva no contacto com povos e autoridades tão distintas e, acima de tudo, o engrandecimento e promoção do nome de Macau.

Após a confirmação de que estávamos perante uma equipa forte e coesa para enfrentar o desconhecido, os sete "pilotos" iniciaram um vasto rol de contactos absolutamente necessários referentes a autorizações diplomáticas, recolha de fundos, materiais de diversa ordem e uma indispensável preparação física e mecânica no contacto directo com os veículos.

Um dos aspectos mais difíceis de solucionar situou-se na autorização que os responsáveis políticos da República Popular da China teriam de conceder aos raidistas para atravessar o imenso território chinês. Em 1988, seria a primeira vez que cidadãos estrangeiros iriam conduzir um veículo estrangeiro em solo chinês. Este pormenor merece uma referência de destaque, pois, tinha sido algo impensável até aquela data. Mais uma vez, o governador de Macau, Carlos Melancia, teve um papel de grande importância na sensibilização das autoridades chinesas e o nosso grupo só respirou fundo no dia em que fomos recebidos na delegação oficial da RPC, em Macau, a 'Nam Kwong' pelo seu presidente, O Cheng Peng. Era a luz verde para a primeira grande dificuldade ser ultrapassada. Da reunião cordial e empreendedora ficou assente que teríamos de contribuir com uma determinada quantia pecuniária para o Instituto do Desporta da RPC. Ao fim e ao cabo, uma verba que serviu de contrapartida a todo um acompanhamento logístico e móvel que tivemos durante o trajecto em território chinês.

As nossas reuniões sucederam-se. Havia sempre algo de novo para resolver. João Queiroga e Jorge Barra dedicaram-se à organização da expedição com fervor e sabedoria. Eu realizava os contactos com patrocinadores e estudava a reacção dos veículos UMM. O mecânico Mok Va Hoi apreendia os segredos de uma mecânica até ali desconhecida. Os jipes vinham equipados com motor Peugeot e tínhamos solicitado a retirada do turbo. A nossa saúde estava entregue a um dos melhores clínicos residentes em Macau. Vitalino de Carvalho, especializado em Urologia, bem teve de se preparar para toda e qualquer anomalia que se verificasse no estado de saúde dos raidistas durante a expedição. José Babaroca, o macaense que se tornou na Televisão de Macau um dos melhores operades de câmara e que recolheria o maior número possível de imagens. João Santos foi-nos indicado pela UMM por ser um dos melhores técnicos da marca. Com ele no Raid, dificilmente não chegaríamos a Lisboa.
No entanto, muitos foram os epítetos de que fomos contemplados. "Vocês são doidos!", "Vocês não sabem no que se estão a meter!", "Tenho a certeza que não chegam ao fim!", "A vossa ideia é criminosa porque é quase certo que morrem alguns!", foram exemplos do "alento" que algumas pessoas nos dispensaram. A decisão era inabalável e a ansiedade aumentava em cada dia que passava.

Entretanto, a data da partida foi escolhida com muita antecedência em conformidade com dois aspectos fundamentais: primeiro, a passagem nos Himalaias, a mais de 5.500 metros de altitude, teria de aguardar pelo mês de Maio, altura em que o degelo já teria o seu início e a via rodoviária estaria minimamente transponível e, em segundo lugar, o governador Carlos Melancia tinha transmitido ao grupo que no caso de conseguirmos chegar a Lisboa antes do Dia 10 de Junho, de Portugal e das Comunidades Portuguesas, seríamos os representantes de Macau na respectiva cerimónia oficial. O dia da partida recaíu em 17 de Abril. Pelas nossas contas, a rolar sempre nos limites, o Raid poderia ser realizado em 40 dias. Contando com os imponderáveis poderia culminar em cerca de 50 dias.

O treino na condução dos jipes começou a ser um acontecimento em Macau, a partir do dia em que Victor Hugo Marreiros, um dos melhores designers da Ásia, criou a decoração das viaturas e as cores da bandeira portuguesa passaram a fazer parte do corpo móvel dos UMM. Por onde os carros passavam, a população do território interrogava-se. Era importante que se iniciasse a divulgação e promoção do I RAID TERRESTRE MACAU-LISBOA. Para o efeito, preparámos e realizámos a primeira conferência de imprensa, durante a qual era importante divulgar ao mundo quem eram os aventureiros e a que se propunham.

(Irei continuar a escrever para um livro futuro com cerca de 400 páginas, com mais de 100 fotografias, as histórias de um trajecto inimaginável que atravessou a dureza da China, a guerra entre o Iraque e o Irão, a guerra dos moujhaedin na fronteira Paquistão-Afeganistão, o controlo absurdo das polícias búlgaras e turcas, a diversidade de uma Jugoslávia que já se desmembrou e a beleza paisagística e patrimonial de Itália, França e Espanha)

© jes 2010


BETTENCOURT & COSTINHA

NA ESCADA DA FAMA

MORAIS NA HISTÓRIA DO CANTINHO

> Morreu o Morais. O jogador do Sporting que deu a primeira grande alegria aos 'leões' a nível internacional. A 'Taça das Iaças' é do Sporting graças a um canto directo marcado por Morais.

PÕE-TE A PAU

> Mais juros e desemprego e menos apoios sociais.

NO PÓDIO

> Portugal é o terceiro da Europa com mais greves.

AINDA HÁ GENTE DECENTE


> Uma petição pública para destituir a deputada Inês de Medeiros da imoralidade é uma boa ininiciativa de gente que ainda considera a decência na sociedade.
Mais de quatro mil pessoas já assinaram uma petição a exigir a demissão da deputada socialista Inês de Medeiros. Em causa está o pagamento das suas viagens para Paris, onde reside, apesar de ter sido eleita para a Assembleia da República pelo círculo de Lisboa.
"É imoral que uma senhora como a deputada Inês de Medeiros, que certamente não passará as mesmas dificuldades financeiras que muitos portugueses, queira esbanjar dinheiro pago pelos [muitos] impostos dos contribuintes nas suas viagens pessoais a Paris", pode-se ler no texto da petição colocada no site www.petitiononline.com, que ontem à tarde contava com 3162 assinaturas.
Os subscritores da petição exigem assim a demissão da deputada do PS. "Estamos cansados de deputados/as que se tomam por privilegiados acima dos sacrifícios a que condenam o País", concluem.

PS - A minha assinatura foi a número 4.240

PERDI A BOLSA

> Tinha cinco por cento de jóias no interior. Quem a encontrar, pede-se o favor de a entregar em Luanda, ao senhor Santos. Não ao ditador. Ao outro, o Teixeira do PEC.

BLOCO CENTRAL

> Sócrates e Coelho encontram-se hoje. O descalabro dos gastos a isso obriga. Lembram-se que aqui já tínhamos salientado o início do bloco central?

terça-feira, abril 27, 2010

OUTRAS PAULADAS

> Blogue Arroz doce

ABISMO


> Alguns governantes condenaram este blogue dizendo que o nosso cenário era negro quando Portugal estava a recuperar. Vê-se. Há pouco, ouvi no rádio que Portugal está à beira da catástrofe e que as agências de rating estão a atirar-nos para o abismo. Deve ser mentira. O governo é que está certo. Continua a inaugurar "primeiras pedras"...

RETRATOS (1)






Catarina Price*



> Sinto-lhe os pés arrastados em pantufas de fazenda, quadrados debotados sem cor definida.
Oiço-lhe a tosse cavernosa, profunda e dolorosa em laivos de agonia que esconde fechando a porta do hall. Atento agora na voz da filha cuja ladainha conheço de cor: “pára com isso! Quero dormir!” e adivinho a lágrima que provavelmente lhe correrá face abaixo, o peito dorido da enfermidade e da falta de carinho, que bem lhe saberia um “pai estás bem? Queres um chá?”.

Atento na vida que me rodeia, mania que desde sempre tive, no início para me esquecer da minha, depois porque sim.
Olho-o nos olhos na manhã seguinte, sai cedo para o pão do pequeno-almoço deixando a “criança” mais um pouco na cama, e vejo a mesma dor que adivinho em noites sem descanso, as rugas mais profundas e amareladas de um corpo sem ar, o cabelo em desalinho de quem já não quer saber.
As roupas exalam um ligeiro cheiro a mofo e o lenço de pano pende um pouco fora do bolso das calças.
Desce as escadas para a porta da rua, muito direito e segura-nos a porta num “se faz favor meninas” ao que a princesa lhe lança um sorriso e um sonoro obrigada, encolhendo-se para não lhe bater com a mochila e fazendo-o sorrir.

É um dos.
.. Dos muitos que nos povoam as ruas, as padarias à abertura, os lares, os centros de saúde a todas as horas.
Solitários, incompreendidos, vistos como carga de trabalhos, muitas vezes abandonados.
Os nossos idosos estão tristes.
Que podem os nossos filhos esperar de uma geração que assim (mal) trata as suas raízes?
Exemplos?

*Cronista residente

O CONGRESSO DO PC CHINÊS É ORGANIZADO AO MILÍMETRO

ATRACÇÃO

AI!

SUBMARINOS

> Alguns dos sete gestores portugueses acusados de falsificação de documentos e burla qualificada começam hoje a ser ouvidos no caso das contrapartidas dos submarinos comprados a um consórcio alemão.
Pensei que os gestores já tivessem ido ao fundo...

SALÁRIOS

> As Finanças pedem a devolução dos salários a Valentin Loureiro, Marco António Costa e Rui Rio. Coitados. E depois vivem de quê?...