sexta-feira, outubro 15, 2010

QUEREM HOTÉIS DE LUXO SEM PAGAR AOS OPERÁRIOS

> Um operário que trabalha na construção de um hotel na Quinta do Lago, no Algarve, foi hoje detido pela GNR por estar a manifestar-se nu na EN-125 contra seis meses de ordenado em atraso.
"Tenho três filhos na Ucrânia e preciso do dinheiro dos seis meses de trabalho que me devem", declarou hoje à Lusa, Sergiy Fischchenko, 40 anos, natural da Ucrânia.
Sergiy trabalha para a empresa VDV Protrata na construção do Hotel Conrad Algarve Palácio da Quinta, promovido pelo Grupo Imocom, e foi detido durante duas horas por se ter despido na EN 125 com o objetivo de chamar a atenção para os seus problemas laborais.
Além deste trabalhador, outros seis operários da mesma empresa afirmam que têm seis meses de ordenados em atraso.
Sergiy Fischchenko decidiu hoje pelas 9h30 despir-se e colocar-se nu na Estrada Nacional 125 para chamar a atenção dos condutores e da população em geral para a situação que vive e promete continuar a manifestar-se até lhe pagarem os seis meses de ordenado em atraso.
Os sete funcionários deslocaram-se hoje aos escritórios da VDV Protrata, em Almancil, junto à EN-125, para conversarem com os responsáveis sobre o pagamento dos salários.
Boris Vandervoordt, um dos proprietários da empresa VDS, admitiu à Lusa que há sete funcionários com "seis meses de salários em atraso" por "falta de aprovisionamento de pagamento de clientes". 
"Temos clientes que não nos pagam", lamentou Boris Vandervoordt, adiantando que quando as empresas devedoras pagarem à VDV a prioridade é pagar aos trabalhadores, porque "os têm em muita consideração", acrescenta.
Gilberto Reves, que trabalha há oito anos para a VDV explicou à Lusa que nunca teve problemas com o pagamento de salários, mas desde abril de 2009 que as "coisas começaram a andar para trás" e agora tem seis meses de ordenados em atraso.
Sergiy Fischchenko declarou à Lusa que só vai sair da frente dos escritórios da VDV de "ambulância ou com o dinheiro dos salários na mão" e promete que vai ali passear hoje à noite em protesto.

1 comentário:

Anónimo disse...

Deve ser a aplicação das Leis Laborais que a CIP e companhia andam a pedir há largo tempo

Aqui começaram já