terça-feira, outubro 19, 2010
PORTUGAL (7)
> Dois estudantes gastaram tudo o que os seus pais lhes puderam proporcionar para se licenciarem em Arquitectura. Os dois arquitectos obtiveram o mestrado e o doutoramento. Conseguiram arranjar trabalho num ateliê com um pagamento mensal a recibos verdes. Durante os últimos anos de trabalho apaixonaram-se e casaram. A empresa chamou-os e anunciou-lhes que a crise obrigava ao seu despedimento. Sem indemnização, sem subsídio de desemprego e sem perspectivas de novo trabalho, os dois arquitectos [já com um bom currículo] resolveram dirigir-se à Embaixada da Austrália. Trataram da documentação inerente ao precesso de emigração e a resposta foi positiva. Os dois profissionais venderam a casa, os carros, as pranchas de surf e tudo o que de valor possuiam. Vão partir para um país que já tem um ateliê à espera do seu conhecimento académico e profissional.
PS - Desejo-lhes as maiores venturas. Estou certo que daqui a dois anos estão de regresso para o gozo de umas ricas férias. E nas suas mãos, o novo passaporte de cidadãos australianos.
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5 comentários:
Existe esperança fora daqui...
...faltou acrescentares que além do esforço familiar, nós, os contribuintes, concorremos com 4000 euros por ano para que cada um obtivesse a licenciatura! Não existem dados para o quanto nos custam os mestrados e doutoramentos.
Isto é, andamos a fazer filhos “na mulher dos outros” e “desmanchos nas nossas”!
estudei e trabalhei fora do país.
o outro fascismos ainda me aproveitou parcialmente. neste só existe lugar para 'bóis' analfabetos e corruptos. fujam emquanto é tempo
Triste realidade!!!
E é assim que se aproveitam os talentos que se vão formando no país.
Triste João, muito triste.
Desejo-lhes as maiores felicidades num país que os quer acolher.
Quando o país onde nasceram os rejeita.
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