sexta-feira, outubro 15, 2010

OS SERVOS DA GLEBA




 
Jorge Cabral*

Perdoe-me o Dr Tiago Guerreiro por lhe roubar a “metáfora”, mas julgo que corresponde maravilhosamente áquilo que todos nós sentimos.
Hoje, dia em que a máscara caiu, temos que nos erguer perante a prova acabada da grosseira e rasteira incapacidade da escória que nos tem governado. É tempo de prestarem contas da desbunda que têm perpretado, das rondas que têm dançado no pinhal do Rei, da forma grotesca e mais que abusiva com que se têm apoderado da nossa complacência e mais que injustificada boa fé.
A sociedade civil tem que se impor a esta escória de uma vez por todas. É gente sem eira nem beira que se tem apoderado de uma forma insultuosda da coisa pública e dessa forma esconjurado e explorado este bom POVO que calado e complacentemente tudo parece admitir.
Seus PALERMAS!!! Não vêm que estão a ser majoretes ridiculas de um teatro de incompetentes, mentirosos, inúteis, oportunistas, imbecis, profundamente desonestos e cujas únicas consequências dos seus actos se consubstanciam em factura que vocês e só vocês (os mesmos de sempre) terão que pagar??? É claro que estou a falar dos políticos deste país. Da maioria, cujas excepções pela raridade já não justificam sequer qualquer ressalva. Os bons, se é que existem, fujam da escória… juntem-se a nós! Nesse grupo só se conspurcarão.
Saltam de Secratarias de Estado, para Ministérios, destes, passando por Empresas Públicas cirurgica e estrategicamente arranjadas e preservadas escrupulosamente para os acoitar, até voos mais altos, pois alguns aspiram e chegam, COMO TÊM CHEGADO, a Primeiros Ministro e mesmo a Presidentes. Que merda de regime e de sistema que tal escória PROMOVE?!
Não estou a defender nada de meu (sou talvez o único português que RECUSOU uma reformas de 1500 euros sem nada ter) e sei que desta posição nada poderei esperar que não seja desprezo e perseguição, mas nunca abdicarei de defender o que considero correcto e sei que aquilo a que o MEU PAÍS tem estado sujeito é tudo menos correcto e aquilo a que os meus concidadãos têm estado submetidos é o contrário do que defendo – responsabilidade plena, competência inquestionável, honestidade inequívoca, transparência evidente, EQUIDADE óbvia, RIGOR pleno, JUSTIÇA elementar.
Não vou maçar-vos com o que devia estar neste momento a ser feito em frontal oposição ao que esta merda de governo veio anunciar, mas digo-vos que estou disposto a tudo, mesmo a tudo, para acabar com esta farsa, com esta desbunda, com estes gentios que se apoderaram do poder, sem terem a minima noção do que lhes competia fazer. O estado em que hoje nos encontramos não merece nenhuma outra atitude da sociedade civil que não seja um LEVANTAMENTO A NÌVEL NACIONAL. É a isso que aqui me cumpre apelar.
Esta é a conclusão. Saberei escalpelizar todos os detalhes que quiserem, mas o tempo urge. Dentro em pouco, se nos descuidamos, já nem País teremos.
Fui o único português que fez um INSPECTOR da PIDE correr na frente da minha espingarda. Nunca seráo estes homúnculos que me vergarão.
Só quero e auguro o bem de todos, menos dos oportunistas, dos que têm falta de escrúpulos e de carácter.
* Colaborador

7 comentários:

Anónimo disse...

Boa crónica. O povinhop é pateta e até no 13º mês se deixa enganar. O Teu 13º Mês Não Existe -FAZ AS CONTAS (VERDADE OCULTA)

Os ingleses pagam à semana e claro, administrativamente é uma seca!

Mas ... diz-se que há sempre uma razão para as coisas!

Ora bem, cá está um exemplo aritmético simples que não exige altos conhecimentos de Matemática mas talvez necessite de conhecimentos médios de desmontagem de retórica enganosa. Que é esta que constroi mitos paternalistas e abençoados que a malta mais pobre, estupidamente atenta e obrigada, come sem pensar!

Uma forma de desmascarar os brilhantes neo-liberais e os seus técnicos (lacaios) que recebem pensões de ouro para nos enganarem com as suas brilhantes teorias...

Fala-se que o governo pode vir a não pagar aos funcionários públicos o 13º mês.

Se o fizerem, é uma roubalheira sobre outra roubalheira.

Perguntarão porquê.

Anónimo disse...

Respondo: Porque o 13º mês não existe.

O 13º mês é uma das mais escandalosas de todas as mentiras do sistema capitalista,
e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam.

Eis aqui uma modesta demonstração aritmética de como foi fácil enganar os trabalhadores.

Suponhamos que você ganha € 700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses,
você recebe um total de € 8.400,00 por um ano de doze meses.

€ 700*12 = € 8.400,00

Em Dezembro, o generoso patrão cristão manda então pagar-lhe o conhecido 13º mês.

€ 8.400,00 + 13º mês = € 9.100,00

€ 8.400,00 (Salário anual) + € 700,00 (13º mês) = € 9.100 (Salário anual mais o 13º mês)

Anónimo disse...

O trabalhador vai para casa todo feliz com o patrão.

Agora veja bem o que acontece quando o trabalhador se predispõe a fazer umas simples contas
que aprendeu no 1º Ciclo:

Se o trabalhador recebe € 700,00 mês e o mês tem quatro semanas, significa que ganha por semana € 175,00.

€ 700,00 (Salário mensal) / 4 (semanas do mês) = € 175,00 (Salário semanal)

O ano tem 52 semanas. Se multiplicarmos € 175,00 (Salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) o resultado será
€ 9.100,00.

€ 700,00 (Salário semanal) * 52 (número de semanas anuais) = € 9.100.00

O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual mais o 13º mês

Surpresa, surpresa ? Onde está portanto o 13º Mês?

A explicação é simples, embora os nossos conhecidos líderes nunca se tenham dado conta desse facto simples.

A resposta é que o patrão lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias,
outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o patrão só paga quatro semanas)
o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas.

No final do ano o generoso patrão presenteia o trabalhador com um 13º mês,
cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador.

Se o governo retirar o 13º mês aos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo.

Daí que, como palavra final para os trabalhadores inteligentes. Não existe nenhum 13º mês.
O patrão apenas devolve o que sorrateiramente lhe surrupiou do salário anual.

Conclusão: Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.

Anónimo disse...

você jorge cabral é um idealista que deve acreditar que portugal existe. já não somos nada porque o povo há muito que deixou de ter colh...

Jorge Cabral disse...

Caros Comentadores,
As V/análises são curiosas mas há que reconhecer que não respeitaram com rigor a base matemática desse raciocínio. É que, o mês tem 4,33 semanas e não há sobre isso volta a dar. Ou seja, fazer equivaler a um vencimento mensal de 700 euros um outro, semanal de 175 euros, reconheçamos que contém uma enorme boa vontade. de qualquer forma, obrigado pelos bons comentários, que, passe esta imprecisão, muito apreciei. Obrigado

Carlos Dias Ferreira disse...

Jorge Cabral:

Diga-ma a que horas e em que dia de uma vez por todas nos revoltamos eu estou consigo estou farto destes iluminados da treta e desta seita que nos últimos 5 anoa nos tem mentido e sugado até ao osso e respondendo a um comentário anterior o sr não é um idealista para mim é um relista e assim sendo está chegada a hora de mostrarmos as estes farsantes de que somos feitos.
Desculpa João por utilizar o teu espaço em defesa do Sr. Jorge Cabral mas sinceramente é o que sinto.

Jorge Cabral disse...

Caríssimo Sr.Dias Ferreira,
Obrigado pelo reconhecimento, mas não me acho capaz de realizar tal tarefa. Neste espaço, dou corpo a um sentimento que julgo estar a generalizar-se. A gleba que nos suga não está sequer sensibilizada para conter esta urbe por enquanto só indignada e entristecida. Virá portanto o dia em que explodirá em raiva incontida, também e só por incúria, incapacidade, inaptidão e falta de inteligência dos, salvo raríssimas excepções, dos energúmenos que nos têm governado.
Muito me admiro que não esteja já em marcha uma organização que, cirurgicamente, nos vé livrando deles, um a um, em silêncio e sem espalhafato.