quinta-feira, setembro 02, 2010

A NOVA PIDE


> Devagar, devagarinho, pé-ante-pé, como quem não quer a coisa, com umas notícias de assalto aqui e ali, um possível acto de terrorismo contra este ministro ou aquele, lá se foi instalando a chamada vídeo-vigilância. Eficiente, securitária, gentil, inimiga do crime, protectora de comerciantes, lá tem vindo a convencer as gentes distraídas da necessidade premente de instalação.
Primeiramente à porta de um banco, junto a uma máquina multibanco, numa estação de serviço, em frente a um hotel, à porta de uma ourivesaria, no interior de super mercados, em centros comerciais, em táxis, nas artérias principais dos centros históricos das cidades e amanhã, possivelmente, [à semelhança do que aconteceu com um Procurador-Geral da República] no interior das nossas casas.
Privacidade já era. Liberdade já foi e o mais grave de tudo é que os nossos passos e as nossas companhias passaram a ser vigiadas e as conversas gravadas em plena via pública. Não é isto a nova PIDE?

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