quinta-feira, setembro 30, 2010

MACAU PASSADO





> Maria José Azevedo, mãe do jovem Luís Amorim que foi assassinado em Macau, concedeu hoje uma entrevista ao diário 'Hoje Macau', data em que passaram três anos da morte de seu filho sem que o Ministério Público de Macau demonstre o mínimo de seriedade sobre o caso que aguarda ainda por justiça.
Na entrevista, uma passagem do texto suspendeu-me a respiração, quando Maria José afirmou: "Salvo raras excepções fomos completamente abandonados. Fomos confrontados com comportamentos que não esperávamos de todo, grande parte da comunidade preferiu esconder a cabeça na areia, o caso era demasiado sensível, pesado e dos outros. Também sei que o medo e a insegurança tornam as pessoas irracionais e podem conduzi-las a comportamentos aparentemente incompreensíveis e desumanos."
Minha cara Maria José Azevedo, infelizmente, a história repete-se sempre de modo a contribuir para um sentimento muito doloroso que nos fica na alma para sempre. Aconteceu que no passado do meu Macau também senti essa dor de uma comunidade que "preferiu esconder a cabeça na areia"...

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