segunda-feira, setembro 06, 2010

ÂNGELO CORREIA: UM SENADOR PRECOCE


> Em Colares, Sintra, vi passar o meu amigo Ângelo Correia e de imediato disse para comigo: "Ali vai aquele que foi o senador mais precoce da política portuguesa". Conheci o José Ângelo Correia em Timor-Leste, como engenheiro, alferes e ajudante-de-campo do Governador da Província, general Valente Pires. Ângelo Correia era, mas não era o ajudante-de-campo na verdadeira acessão da palavra. Ele era o coordenador das políticas, o diplomata, o porta-voz, o interlocutor com as forças vivas do território, o conselheiro, era sem dúvida um jovem bem formado, de uma educação extrema e que tudo fez para adivinharmos que mais tarde ou mais cedo teríamos um Ângelo Correia nas mais altas esferas da política portuguesa. E acertei em cheio.
Recordo-me do Ângelo Correia a fundar o Partido Popular Democrático (PPD) porque fui eu o repórter da RTP que realizou a cobertura da conferência de imprensa que anunciou a criação do partido. Recordo o Ângelo Correia como deputado, como ministro da Administração Interna, como um dos poucos interlocutores que a FRETILIN encontrou para poder demonstrar a sua justeza independentista sem ser uma força política timorense anti-portuguesa, como interlocutor do mundo árabe, como interlocutor em Macau com as autoridades locais onde me concedeu uma entrevista que deu muito que falar, como presidente da Delegação Parlamentar Portuguesa à Assembleia Parlamentar da OTAN, como presidente da Câmara de Comércio e Indústria Árabe Portuguesa, como administrador de várias empresas, como comentador político de televisão e, essencialmente, como um apaixonado pelo seu PSD, partido que muito lhe deve.
O José Ângelo Correia, estou certo, ainda não vai terminar com a sua dádiva ao partido. Não tenho dúvidas que se um dia o seu delfim Pedro Passos Coelho vencer umas eleições legislativas, que o Ângelo Correia ainda terá de presidir à mesa da Assembleia da República. É a vida de um senador precoce.

1 comentário:

Pedro Coimbra disse...

A ideia tem todo o cabimento, caro João