domingo, agosto 15, 2010

'SAGRES' PROIBIDO EM MACAU


EXCLUSIVO

> As relações entre Portugal e a República Popular da China tornaram-se tensas após a proibição da visita do "N. E. Sagres" a Macau, por parte das autoridades chinesas, apurou o PPTAO junto de fonte diplomática portuguesa.
A barca-embaixadora "Sagres" devia aportar a Macau conforme estava programado e inserido na circum-navegação mundial que está a realizar. "Surpreendentemente a China apresentou uma justificação esfarrapada para proibir a presença do 'Sagres' em Macau alegando que se trata de um navio de guerra e que nas águas de Macau não poderá entrar qualquer vaso de guerra", afirmou a nossa fonte.
O caricato da justificação é agravado se atendermos que as mesmas autoridades chinesas permitiram que o "Sagres" visitasse Xangai.
Mais uma vez, estamos perante uma posição da China que traduz as intenções constantes do governo em que por qualquer razão se recorde em Macau a portugalidade ou qualquer réstia de celebração portuguesa, após a transferência de administração de Portugal para a China, em Dezembro de 1999, e que leve os residentes a recordar com saudade a presença portuguesa secular.

7 comentários:

zeparafuso disse...

É ! A pouco e pouco vamos perdendo toda a ligação, não só com Macau, mas com todas as outras colónias (?) onde estivemos. Todo o bem, no entender de alguns e todo o mal no entender de outros vai sendo esquecido, talvez aqueles que acham que os portugueses só escravizaram e não fizeram nada de bom, para esses talvez tenham algum prazer em recordar o que de errado os portugueses fizeram ( não há ninguem que não erre ), para os outros serão recordações boas enquanto forem vivos. Depois........virão os historiadores, contar o que aconteceu, segundo o ponto de vista de cada um.

Pedro Coimbra disse...

A ser verdade, eu é que acabo de levar uma grande paulada, caro João.

joãoeduardoseverino disse...

Caro Pedro Coimbra

Estranho que uma pessoa com a sua postura profissional de elevada seriedade possa pensar que eu colocaria aqui uma notícia desta importância como uma mera invenção. Quando diz "a ser verdade" tem dúvidas do que escrevo ou do facto em si. Como o facto é verdadeiro, consequentemente a notícia tem de ser verdadeira, aliás, na linha que sempre procurei praticar.
Dirá que algumas vezes as nossas fontes nos enganam. É certo. Mas desta vez a fonte é muito segura e credível e com acesso às ordens que foram dadas para o navio Sagres. Como deve imaginar, há-de aparecer alguém a desmentir apenas uma particularidade, que é a de existir alguma tensão entre os dois países. Mas desses desmentidos já estamos habituados. O que interessa neste caso é que o navio não irá a Macau (indicação dada até ao dia de ontem) pelos vistos para que não se avive qualquer movimento de portugalidade no território.

Marcelino disse...

O que dá vontade mesmo de rir, é essa tal do "qualquer movimento de portugalidade no território".

É que por cá, estão todos (ou a grande maioria) bastante satisfeitos com a forma como decorreu todo o processo de transição, e da forma como Macau tem sido administrado pelos chineses.

Digo-lhe com grande certeza que não há quase nenhum chinês que tenha saudades dos tempos da administração portuguesa, e dos portugueses que cá ficaram (bem como as outras comunidades), o nível de satisfação é também bastante elevado.

Só há dois grupos de pessoas que ainda continuam com esses saudosismos bacocos:

- Os que engordavam debaixo da árvore das patacas criada pela administração portuguesa, e agora não têm para onde se virar

- Os outros que também cá viviam, tiveram de regressar a Portugal e agora já não podem voltar.

Os que cá ficaram estão bem integrados e não precisam da visita da Sagres para nada.

Isso do tal "movimento de portugalidade" só se for na cabecinha dos que não conhecem o Macau de hoje.

Pedro Coimbra disse...

Caro João,
Até custa a acreditar.
Realmente, embora muito bem escondido pela conversa do "entendimento entre os povos", esse sentimento de receio colonial existe, está latente.
Sobretudo nalgumas cabeças de atum que por aqui abundam.
Mas, de Pequim, esperava outra postura.
Fico triste, é só isso que posso dizer.

Helder Fernando disse...

Não dá para acreditar. Deve existir alguma confusão...

Pedro Coimbra disse...

Caro João,
A Rádio Macau está a dar a notícia hoje.
A Capitania dos Portos "desconhece".
E eu fico a pensar que é difícil compreender estes complexos, este cinzentismo.
Se viesse de algumas moleirinhas bolorentas que há aqui em Macau, não me surpreenderia tanto.
De Pequim, confesso que não estava à espera de uma reacção destas.
Estarão com receio de algum ataque à Fortaleza do Monte??
Ou, pior que isso, ao Hotel Lisboa?!
Se calhar, o melhor mesmo é completar o slogan "A China está a mudar".
Basta acrescentar "Mas é pouco. E devagarinho."
Um abraço