segunda-feira, agosto 09, 2010

FALTA DE CORAGEM


> Fala o ministro. Fala o secretário de Estado. Fala o candidato a presidente da República. Fala o presidente da Câmara. Fala o homem da Protecção Civil. Fala o comandante dos bombeiros. Fala um comandante militar. Fala o polícia. Falam dos incêndios que são mais que muitos. Chegam ao cúmulo de anunciar que mais de 100 fogos tiveram início entre a meia-noite e as seis horas. E ninguém tem a coragem de dizer que todos os incêndios tiveram origem na mão humana. Mão criminosa, mas também muita mão de revolta, mão de indignação e mão de protesto de muita gente que está desempregada, que está descontente com as políticas, que está desesperada porque já não tem dinheiro para nada e que despeja a sua indignação através de um isqueiro que ateia uma chama ao matagal. Estes incêndios estão a demonstrar, na sua maioria, que têm uma origem clara: no descontentamento daqueles que não se podem revoltar de outra forma contra quem eles pensam que os atirou para o abismo.

3 comentários:

zeparafuso disse...

Casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão - diz o provérbio, aqui aplicado aos faladores, que não passam disso mesmo...faladores. Não é que concorde com todo o texto, pois não acredito que os fogos sejam uma forma de mostrar a revolta dos desempregados, dos desesperados, não acredito que seja a forma de demonstrar a revolta, daqueles que não se podem revoltar de outra forma. Não, não acredito. Mas, pensaria de outra forma, se o texto dissesse que os fogos são postos ( ou mandados )pelos negociantes de madeira ( e não estou a atribuir culpas a ninguém ), que assim a poderão comprar mais barata, que o negocio dos madeireiros não acabaria, que a industria do papel continuava.......Não, não acredito que as pessoas que provocam incêndios sejam só, pessoas pagas para esse fim. Acredito também no descuido (santa ingenuidade). Acredito que, com o frio que tem feito, as pessoas façam fogueiras oara se aquecerem, ou as fagulhas das lareiras.......enfim acho que é um problema de justiça. Penas graves para os incendiários, como por exemplo, pena igual ao crime de homicidio.

joãoeduardoseverino disse...

Caro Zeparafuso
Não escrevi que todos os incêndios sejam um acto de revolta. Alguns sim, porque tenho dados concretos de pessoas que afirmaram tê-lo feito por não poderem "dar um tiro em quem deixou o país na bancarrota", afirmaram.

zeparafuso disse...

Caro João Eduardo, não sou, nem pouco mais ou menos, jornalista, não tenho sequer pretensões a sê-lo, nem tenho instrução para isso. Viajo pelos blogues, com pouca experiência e comento consoante a minha consciência o dita, às vezes com alguma ironia, mas sempre tentando comentar os problemas visto do lado do povo ( a que pertenço com orgulho ) e sou da classe baixa, daquela que está perto da pobreza, mas ainda sem entrar em desespero. Tenho alguma esperança em Portugal e fé no futuro da justiça. Por vezes, de cabeça quente, ( deve ser dos fogos ) digo aquilo que me vai na alma e sou demasiado radical. Mas sou assim, assumo, e não condenando ninguém nos fogos postos ou acidentais (?), mantenho a opinião de que no fogo posto, a pessoa ou pessoas apanhadas em flagrante ( e não era a primeira vez que alguém era apanhado em flagrante )deveriam ter pena severa, das mais severas que a nossa lei permite, independentemente das razões que levam as pessoas a cometer tal acto. Isto tudo a propósito de Eu, ( egoísta ) não ter culpa do que vai acontecendo no País e estar a pagar todos os prejuízos. O facto das informações que tem, de haver pessoas que ateiam fogos, porque não podem dar um tiro em quem deixou o país na bancarrota.....que culpa tenho eu que até sou um " teso " ( desculpe o termo ). Se sabem quem são essas pessoas têm um remédio infalível.....não votem neles, não os queiram a governar, não queiram mais Oliveira e Costas. Só não há solução para a morte. (ingenuidade ? ) Revolução com cravos .......só em Portugal. Resultado ? Está à vista! Mais uma vez a falar de cabeça quente.....por aqui me fico, se não ainda pensam que estou a fomentar alguma revolução, quando isto é apenas um desabafo.