quarta-feira, agosto 04, 2010

ÉS UM MONSTRO

> És um monstro, pá! Não te conheço mas repudio-te. Vi a tua companheira a chorar, como um dilúvio de dor, após falar ao telefone contigo para o estrangeiro onde resides provisoriamente. Onde moras e onde deves andar a comer as gajas que te apetece, mas onde não tens o direito de andar a pressionar e a demolir o cérebro de uma mulher grávida de oito semanas.
És um monstro porque te souberam bem os carinhos dela, o dinheiro dela, os beijos dela, a cama dela, o amor dela. Ela engravidou e agora que andas pelo mundo a fingir que és um aventureiro, telefonas a toda a hora para que ela faça um aborto. A vida é dela, o filho está a ser gerado por ela, a decisão será dela. Mas garanto-te uma coisa: se algum dia a tua companheira aceitar continuar a relação contigo e me apresentar à tua pessoa, continuarei a chamar-te monstro.

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