segunda-feira, junho 07, 2010

A SENHORA DAS ESMOLAS


> Joe Berardo foi entrevistado por Mário Crespo na SIC Notícias. A dado momento, o entrevistado falou do acordo que firmou com o governo no CCB e deixa cair uma "pérola" vergonhosa. Berardo sublinhou que o governo (leia-se Ministério da Cultura) não cumpre o compromisso (pagamento) que lhe cabe. Mas, o pior estava para vir. Surpreendente e incredulamente, o entrevistado anunciou que há dias a ministra da Cultura convocou os presidentes da Fundações portuguesas. Para quê? Para lhes pedir uma esmola... para solicitar que os responsáveis das fundações aceitassem uma redução nos financiamentos devidos pelo governo e que fazem parte de contratos obrigacionistas.
E que tal uma porta de uma igreja para a senhora Canavilhas?...

11 comentários:

a.marques disse...

"Na certeza de uma esmola quando bate aquela porta, mas não é Nossa Senhora que naquela casa mora". Do inesquecível Alfredo Marceneiro.

Anónimo disse...

Primeiro dizem que para reduzir o défice, o Estado deve acima de tudo cortar nas despesas do Estado e só depois aumentar impostos.

Mas quando o Estado começa a fazer cortes e tentar renegociar acordos onerosos que foram feitos nos tempos das vacas gordas, dizem que anda a pedir esmolas.

Irra, que raio de gente que só sabe dizer mal de tudo, absolutamente tudo!!!

Se faz é porque fez, se não faz é porque não fez, se aumenta impostos é porque não cortou na despesa, se corta na despesa é porque é um pedinte...

Eu cá acho muito bem que se corte nestas despesas. Chamem-lhe esmolas ou o que quiserem, mas se o país não tem dinheiro, tem mesmo de cortar nestas despesas secundárias das fundações e afins..

Esta é a cruel realidade. Aprendam a viver com ela!

joãoeduardoseverino disse...

Se não fosse anónimo respondia-lhe à letra. Não perco tempo com anónimos, mas dizer-lhe apenas que nunca você "aprenda a viver com a realidade" que eu tenho vivido.

rodrigo disse...

João manda à merda estes anónimos não vês que são tachistas defensores do aldrabão do pinóquio

a.marques disse...

O nosso anónimo é um verdadeiro exemplar a dizer mal de tudo. Nem a opinião alheia lhe escapa.

Anónimo disse...

Ao Sr.A.marques: Eu não digo mal de tudo, aliás é a primeira vez que comento neste blog. E nem sequer sou apoiante do Sócrates.

Mas parece que uma opinião contrária aqui por estas bandas é logo recebida com insultos do nível do anónimo das 10:51 (rodrigo).

Em vez de estarem a atirar farpas sem bases nenhumas, porque não contrapõem o que eu disse?

Acham bem que se continue a financiar estas fundações quando o país está à beira da bancarrota???

R.Cunha

Pedro Pinto disse...

Anónimo das 6:57, não vale a pena chatear-se. Neste blog, quem tem uma opinião contrária leva logo pancada.

Eu já desisti de comentar há muito tempo. Gosto de ler mas quando discordo de algo, guardo-o para mim.

Aliás já deve ter notado que não há aqui diversidade de opiniãoes absolutamente nenhuma, é tudo comentários sempre dos mesmos, no mesmo sentido...

Mas claro que o blog pertence ao autor, que faz dele o que quiser. E quem não está bem, não visite, não é assim?

Cumprimentos
Pedro Pinto

joãoeduardoseverino disse...

Alguma vez o senhor Pedro Pinto foi aqui censurado?

a.marques disse...

Nas despesas vou fazer uma lista onde se pode cortar com altos ganhos. Porque o País até tem dinheiro para esbanjar com os compadres da manjedoura desta coutada florida. Neste espaço podem aparecer tiradas mais ou menos simpáticas mas é o preço a pagar por uma abertura onde toda a gente entra sem pedir licença. Nas opiniões nunca por aqui vi a tesoura da censura tão afiada em redutos de onde provêem certos navegantes. Dá-se e leva-se com compustura qb.

S.C. disse...

E que tal pagar o Sr. Berardo o que deve ao CCB, conforme acordo firmado, em vez de entregar uns quadros por conta? E que tal deixarmos de sustentar fundações (privadas) com dinheiros públicos?

joãoeduardoseverino disse...

Caro S. C.
Ora aí está a visão certa do problema. Eu não defendi financiamento algum a fundações. Limitei-me a referir que a ministra pretendeu que as fundações lhe fizessem um "favorzinho" na redução do financiamento estatal.
A minha posição neste aspecto é bem clara porque não aceito que o Estado gaste qualquer quantia com fundações.
Abraço