sábado, maio 15, 2010

A TEMPESTADE

Vivemos tempos conturbados.
O Capital não pára. É um animal enjaulado.
As guerras já não o saciam. E o vento não está de favor.
A sua riqueza é pobre e podre.
A sua verdade é uma obscura mentira.
O Poder já está na Rua.
As Multidões vão crescendo como montanhas.
Fascista ou Democrata
o Poder
pode cada vez menos.
A Lama vai encalhando o Futuro.
Não há para onde fugir.
A Tempestade
aproxima-se...

Nelson Ferreira Alves, in Wide Silence

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