quinta-feira, abril 29, 2010

RECORDAR MIGUEL LEMOS

> A minha alma ficou parva ao ouvir na Comissão de Inquérito da Assembleia da República uma alusão ao meu saudoso amigo Miguel Lemos, falecido subitamente em sua casa em 2008. E a alusão referia-se ao facto de Miguel Lemos ser na altura da sua morte o director das relações exteriores da Taguspark.
Miguel Lemos sempre foi um homem sério, frontal e justo. Acredito profundamente que se Miguel lemos alguma vez ouviu falar no interior da Taguspark que seria necessário comprar a TVI para calar informação incómoda, que ele seria o primeiro a condenar esses processos e a enervar-se com os métodos pretendidos.
E já não referindo aqui o que competiria à Polícia Judiciária, no sentido de se saber se Miguel Lemos não estaria a ser um fardo para muitos interesses...

11 comentários:

Jorge Cabral disse...

Alguém sabe realmente qual foi a causa da morte "súbita" do Miguel Lemos??? Procurei e o mais "rigoroso" que me foi dito referia-se exactamente a "morte súbita". Não esmiuçando, digo tão só que esta é uma razão digna da idade média e nunca própria de um período em que a ciência sabe dizer com rigor e exactidão qualquer causa de morte.
Conhecia o Miguel desde os meus 20 anos, portanto há mais de 3 décadas e sabendo agora colocar mais algumas peças neste sabujo puzzle, não me resta qualquer dúvida que a morte do Miguel está directamente relacionada com esta choldra de gente que torpedeia tudo e tortura quem se lhes opuser. espero que a Polícia Judiciária reabra o caso e o esclareça como lhe é devido.

Anónimo disse...

Não podia concordar mais. Trabalhei com o Miguel Lemos e sei bem que jamais concordaria com tamanhas patranhas. A salientar ainda que Miguel Lemos faleceu a 8 Abril de 2008 e que estas questões só se começaram a colocar em Junho de 2008 o que prova que Miguel Lemos nunca esteve envolvido neste assunto.

PDM disse...

Anónimo

Obviamente que Miguel Lemos não teve nada a ver com esta palhaçada. Mas esclareço que as intenções de comprarem a TVI começaram em 2007.

Sherlo Comes disse...

Até me arrepiei.
De facto, a morte de Miguel Lemos foi tão estranha...

Anónimo disse...

Miguel Lemos morreu na madrugada de dia 9 de Março, em sua casa, em S. João do Estoril. Junto do seu corpo estiveram desde a primeira hora, o seu filho Nuno e sua nora, que acompanharam todas as "démarches" legais, que conduziram à autópsia, a qual foi realizada cumprindo-se igualmente todos os requisitos legais,em instituição própria. Das conclusões da mesma, foi dado conhecimento a seus filhos maiores de idade, e a mim, como representante da sua filha menor. Que descanse em paz, e que os meus filhos, eu própria, e suas irmãs possam ultrapassar o desgosto que o seu desaparecimento causou. Nada de mais cruel ou estranho do que a própria morte. A ciência explicou...o resto são especulações de muito mau gosto!
Isabel Silveira Ramos

F.R. M. disse...

Desculpe, senhora Isabel. De muito mau gosto, não! O Miguel era uma figura pública e tinha muitos amigos. Temos o direito de duvidar quando não foi dado conhecimento público das conclusões da autópsia.

Jorge Cabral disse...

Cara Senhora.
Antes de mais queira aceitar os meus sinceros e muito sentidos sentimentos.
Quero todavia dizer-lhe que também eu sinto não só o direito como o dever de colocar todas as questões que contribuam para esclarecer algo que diz, e muito bem, ser cruel e muito estranho. As palavras são suas, mas eu corroboro-as inteiramente.
Fui muito amigo do Miguel. Conhecemo-nos em 74. Em 76/77 fomos colegas no Liceu Salvador Correia - leccionando ele Filosofia e eu Matemática. Éramos uns miudos como pode depreender mas estreitámos então relações de confiança que se prolongaram e só a vida, nesta selva de interesses e de ocupações caricatas e irracionais é que fez com que nos fossemos vendo cada vez menos.
A amizade que lhe tenho, o respeito e consideração que nutro pelo seu caracter e pelo homem que aos meus olhos sempre conseguiu ser, OBRIGA-ME a colocar todas as questões até que uma explicação cabal seja dada.
Fala numa autópsia, mas a verdade é que ficou no segredo dos deuses. Pela minha parte desconheço-a e não conheço ninguém que a tivesse conhecido.
Por isso só quero dizer-lhe que alertar para estas questões, agora que se conhece um pouco da pressão a que o Miguel viria a ser sujeito há algum tempo é uma obrigação de todas quantos acreditavam no Miguel. Chamar a isto "de mau gosto" é algo que quero colocar no âmbito dos lapsos que todos nós, sem querer, sempre vamos cometendo.

joãoeduardoseverino disse...

Caro Jorge Cabral

Permita que assine o seu comentário.
Abraço

Anónimo disse...

Bom dia,

Não tenho nem nunca tive qualquer problema em dizer quais foram as causas de morte do meu pai. Não sei onde o Sr. Jorge Cabral procurou, mas certamente não foi junto da família (a quem foram ditas as causas de morte). Com certeza que todas as pessoas que estiveram presentes no funeral e/ou velório, ou posteriormente com algum dos familiares mais próximos sabe o que aconteceu. Nunca ninguém escondeu. Terei todo o prazer em dizer o que se passou, mas não irei colocar na internet, tal como não o faria o meu pai.

Quanto ao facto de ser ou não de mau gosto especular acerca de uma situação, da qual aparentemente não se sabe muito, se não conseguem compreender, ao menos peço que admitam a possibilidade de alguém estar a tentar proteger filhos, eventualmente menores, cujas feridas podem abrir ao serem suscitadas tantas dúvidas acerca de uma situação que está à partida esclarecida. Sendo assim, e visto haver tanta preocupação, seria prudente saber antes junto da famíla o que se passou.

Queria apenas voltar a tentar esclarecer as datas a que isto aconteceu, já que o comentário que tentei colocar anteriormente não apareceu. O meu pai faleceu na madrugada de 7 para 8 de Março, tal como foi colocado neste blog exactamente nesse dia se não estou em erro.

Disponível para qualquer esclarecimento,

Nuno Lemos

Anónimo disse...

Obrigada pela achega, meu filho. Não era minha intenção ofender ninguém nem gerar polémica.Tão só e apenas tentar proteger-vos, como disseste.
Desculpa se fui emotiva..."mas uma mãe é sempre uma mãe"!)
Isabel Silveira Ramos (Loureiro de Lemos)

Jorge Cabral disse...

Nuno,
Obrigado pelo teu comentário. É para mim muito penoso transmitir alguma dor a alguém próximo do Miguel. O que disse e repito, assenta pelo enorme respeito e amizade que guardo do teu pai. estou certo que ele faria o mesmo por mim.
De facto não sei qual foi a causa próxima do seu falecimento e quando fui confrontado com um conjunto de factos assaltou-me a ideia dele poder ter sido sujeito a pressões. Conhecendo-o presumo a tensão que lhe terá provocado esta tramóia que agora está a vir "ao de cima" e com a qual estou certo que ele nunca concordou. O teu pai foi sempre um homem honesto e não posso deixar de defender a sua memória. Só fiquei perturbado com tudo isto quando ouvi um dos "eventuais trafulhas" referir o nome dele aquando da respectiva audição na Comissão de Inquérito que ora decorre.
Face a todo este ardil, logo me ocorreu que se o meu amigo tinha falecido por qualquer razão inesperada ligada a perturbações cardíacas ou circulatórias, a probabilidade delas terem sido geradas por esta cáfila de aldrabões estava a declarar-se aos meus olhos, imensa.
De mim recebe um estreito e enorme abraço sentido e de enorme respeito, admiração e amizade pelo teu pai. Estou certo que saberás sempre quanto ele merece que o honres e dignifiques a sua memória.