quinta-feira, abril 15, 2010

O ANEDÓTICO DO ANO

> Vieira da Silva era ministro do primeiro governo de Sócrates. Vieira da Silva voltou a ser ministro e da pasta de Economia, que tem tudo a ver com os preços dos combustíveis. Vieira da Silva ou nunca participou em qualquer sessão de Conselho de Ministros ou não percebe nada de Economia. Vieira da Silva disse que não compreende a razão de os preços dos combustíveis ser tão elevado.
Ops!!!
Então, um ministro da Economia não sabe que o preço dos combustíveis é caro porque o Governo a que pertence mantém uma enorme carga fiscal nesses mesmos preços... está é de estalo.
Se o Governo decidir não "mamar" tantos milhões de euros como o faz através dos impostos que carrega no preço dos combustíveis, então, teremos a gasolina mais barata e consequentemente um aumento no consumo, e, obviamente, uma elementar comparticipação para uma retoma na economia... simples, né, senhor ministro(?) ?...

PAU COMMENTS

Jorge Cabral disse...

Caros Amigos,
Lamento discordar liminarmente.
É claro que o efeito dos impostos sobre o preço final é tremendo, mas também o era ontem, o mês passado, no ano passado, e desde sempre. O peso dos impostos no preço final é percentualmente igual ao que se reflectia no tempo em que o crude estava a 149 dólares, sendo nessa altura o preço dos combustíveis grosso modo o de hoje.
Então porque é que, estando hoje o crude a 80 dólares temos os preços dos combustíveis aos preços de então?
Por diversas razões, das quais a principal reside no facto das petrolíferas, enquanto cartel, para não dizer mesmo MAFIA, determinarem os preços dos refinados em conluio através da máscara do índice de Platts que ardilosamente instalaram no mercado para seu belo deleite e desbunda.
Esta é a razão principal e com origem "global". Mas há outras, desde logo a nível local, a ganância das empresas que tomaram o freio nos dentes e não há quem lhes imponha boas práticas. Para serem bem vistos pelos accionistas, arranham tudo e todos praticando os mais elevados preços que a sociedade lhes permitir. E digo bem! a Sociedade!!! porque só esta é que poderá impor-se a este regabofe sem limites. Só com uma organização séria por parte dos consumidores é que esta canalha entra nos eixos. Já ninguém tem vergonha e um dos reflexos disso são também os preços dos combustíveis. Assim como os preços da energia eléctrica, os preços das taxas de serviço dos Bancos, etc., etc..

3 comentários:

a.marques disse...

Eterno problema Português: O ridículo não paga imposto. Percebe-se a isenção porque aos titulares de cargos públicos pouco sobrava para o petróleo.

S.C. disse...

Insultuosa a maneira como estes governantes gozam com os portugueses, fazendo-se sempre de anjinhos inocentes!

Jorge Cabral disse...

Caros Amigos,
Lamento discordar liminarmente.
É claro que o efeito dos impostos sobre o preço final é tremendo, mas também o era ontem, o mês passado, no ano passado, e desde sempre. O peso dos impostos no preço final é percentualmente igual ao que se reflectia no tempo em que o crude estava a 149 dólares, sendo nessa altura o preço dos combustíveis grosso modo o de hoje.
Então porque é que, estando hoje o crude a 80 dólares temos os preços dos combustíveis aos preços de então?
Por diversas razões, das quais a principal reside no facto das petrolíferas, enquanto cartel, para não dizer mesmo MAFIA, determinarem os preços dos refinados em conluio através da máscara do índice de Platts que ardilosamente instalaram no mercado para seu belo deleite e desbunda.
Esta é a razão principal e com origem "global". Mas há outras, desde logo a nível local, a ganância das empresas que tomaram o freio nos dentes e não há quem lhes imponha boas práticas. Para serem bem vistos pelos accionistas, arranham tudo e todos praticando os mais elevados preços que a sociedade lhes permitir. E digo bem! a Sociedade!!! porque só esta é que poderá impor-se a este regabofe sem limites. Só com uma organização séria por parte dos consumidores é que esta canalha entra nos eixos. Já ninguém tem vergonha e um dos reflexos disso são também os preços dos combustíveis. Assim como os preços da energia eléctrica, os preços das taxas de serviço dos Bancos, etc., etc..