quarta-feira, abril 21, 2010

ENJAULADA


> A edição de Maio da Vanity Fair espanhola (publicada desde o início dos anos 90 no país vizinho) dá a conhecer a nuestros hermanos Sonsoles Espinosa Díaz, mulher de Zapatero, através do seu círculo de intimidades.

Desde o padre que a casou, até aos seus amigos de infância em León, nenhum se coibe de traçar o perfil de uma "mulher de presidente atípica", que não se considera primeira-dama "porque esse é um papel desenhado para a Rainha e logo a seguir para a Princesa das Astúrias".

A reportagem revela o dia-a-dia da esposa de Zapatero. "A vida que ela leva é muito doméstica. Além do coro, das filhas (Laura, de 17, e Alba, de 15 anos), dos passeios e da piscina, não faz vida social. Não gosta da vida do Palácio [da Moncloa, residência oficial do primeiro-ministro e da família espanholas] nem lhe interessa. Fica espantada quando é reconhecida na rua", conta a costureira Elena Benarroch, amiga de Espinosa.

Garante também que Espinosa "sente-se mais livre em Barcelona ou Paris do que em Madrid", opinião partilhada por amigos comuns: "Na capital ela sente-se enjaulada, como uma frigideira ao lume".

Por isso, cada vez que tem oportunidade, "procura paz". Encontra-a no noroeste espanhol, a cerca de 333 quilómetros de Madrid, em León. O seu "repouso preferido" para "desfrutar da tranquilidade da província para estar com os seus".

Ainda assim, a mulher de Zapatero "sabe que o seu lugar fica em Madrid ao lado do marido", mesmo que "não seja a chave para a sua reeleição, como já se escreveu. Ela conhece muito bem o chão que pisa". Quem o garante é Marifé Santiago, das poucas amigas de Palácio de Espinosa, antes de acrescentar que "ela está a pagar um preço alto por ser pioneira e não querer ser apenas a mulher de".

Sonsoles Espinosa perde-se de amores pelos tempos de privacidade e faz questão que o mesmo se passe com as suas duas filhas. "Ela quer que sejam anónimas. Prepara-as para o regresso à normalidade. O problema é que isso virou-se contra ela, e os seus inimigos não lhe perdoaram..." continua Marifé, referindo-se ao visual gótico que Laura, de 17 anos, e Alba, de 15, exibiram no encontro com a família Obama, em Setembro passado.

A Vanity Fair recolhe ainda o testemunho do sacerdote que casou Zapatero e Espinosa, que a considera "uma mulher muito honesta e pouco contestatária", apesar de "hoje estar mais rebelde do que uma estudante!".

In 'Expresso online'

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