sexta-feira, abril 09, 2010

DESAFIO


Jorge Cabral*



MEXIA À LUZ DA ÉTICA, DAS BOAS PRÁTICAS, DO ELEMENTAR BOM-SENSO,

DO RESPEITO PELO PRÓXIMO E PELO SEU PAÍS COMO UM TODO, AFIGURA-SE-ME

UMA BESTA

Porque:

A sua desfaçatez é estrondosa!

A sua mediocridade tonitruante!

A sua incompetência, incomparável!

A sua falta de vergonha, chocante!

O seu chico-espertismo, nojento!

O seu oportunismo, aviltante!

Tal senhor, como responsável primeiro por uma empresa que:

1. Está na base do desenvolvimento económico desta sociedade,

2. Contribui fundamentalmente para o bem-estar dos seus cidadãos,

3. E que usufrui dela, sociedade, através de benesses espantosas que o Estado lhe conferiu e confere.

Deveria, inquestionavelmente e só, ter como objectivos:

  1. Promover o fornecimento de energia em condições técnicas adequadas, o que diga-se, não faz,
  2. Garantir os mais baixos preços por forma a conferir a essa mesma sociedade condições de competitividade no quadro da santa globalidade que pelos vistos lhe é tão cara em matéria de remunerações.

Sendo certo que tudo isto são práticas possíveis sem que se defraudem os santos accionistas.

Mas o senhor assim não entende:

Entendeu fazer crescer a empresa numa bolha de oportunidade que mais não é que um logro a médio prazo, posto que a “política de preços” para as energias renováveis está a criar um deficit na factura energética que já hoje é escaldante e que eu gostaria de saber como e quem é que vai pagá-la.

Mais, os inconvenientes ambientais de tal epidemia não foram ainda considerados porque a ressaca da bebedeira dos aumentos dos combustíveis ainda não passou, mas quando toda esta poeira assentar veremos então os estragos, embora, como quase sempre, talvez já seja tarde para quase tudo.

Quanto ao preço a que a sua empresa, autêntico oligopólio (à nossa dimensão) fornece a energia a esta paupérrima sociedade e à sua, cada vez mais deficitária fileira industrial, só me apetece vomitar, isso mesmo, vomitar para cima de si. Isso conferir-lhe-ia muito mais o aspecto do que na realidade é.

E quanto à qualidade da energia que fornece?! O que é que nos diz ??? a qualidade é tão baixa que há vastas áreas da indústria que não podem investir em equipamentos de ponta para melhor concorrerem , porque tais equipamentos simplesmente passam a vida a desligarem-se dadas as oscilações da corrente eléctrica que a sua empresa lhes fornece, com irremediáveis efeitos na produtividade e sérios riscos de avarias caríssimas.

Isto só é fruto de grave, gravíssima incompetência e de uma chocante impreparação para o cargo que ocupa.

Para mim, senhor Mexia, talvez tivesse que me conceder dois minutos para pensar se lhe daria o ordenado mínimo e seguramente muito mais para arranjar um lugar em que não pudesse prejudicar-nos tanto.

Digo-lhe mais, numa empresa como essa, qualquer atrasado mental agarrado “ao calhas” ali na avenida do Brasil, faria melhor do que está a fazer. Vá gerir uma mercearia de bairro, uma metalúrgica de pequeno porte, uma indústria em concorrência local aberta e verá um grau de dificuldade com que nem sequer ainda sonhou.


*Cronista residente

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