terça-feira, março 16, 2010

SUBMARINO VS ANALFABETISMO


> A aquisição por qualquer Armada do mundo de uma unidade naval é um processo complexo, moroso e abrangente. Se se falar em submarinos, o caso é deveras muito mais complexo. Não é todos os anos que uma Armada decide adquirir um submarino para a sua frota. A Armada portuguesa em sintonia com o Governo iniciou há anos um processo para a aquisição de dois submarinos a um consórcio alemão. Um processo que obrigou a estudos estratégicos, económicos e políticos. Um estudo que foi analisado profundamente e decidido em conformidade dentro dos parâmetros financeiros possíveis pela economia portuguesa, tendo em conta o médio e longo prazo, tanto para o respectivo pagamento das duas importantes unidades navais como para o serviço relevante que os submarinos iriam proporcionar ao país. Nada se realizou em cima do joelho e em nada se procurou brincar às batalhas navais. Mas, há quem queira brincar com coisas sérias. Por analfabetismo, má-fé ou incompetência política.
A eurodeputada socialista Ana Gomes vociferou esta manhã na Antena 1 um chorrilho de asneiras sobre os submarinos que Portugal está prestes a receber, no âmbito da renovação da frota da nossa Armada. Ana Gomes teve o desplante de afirmar que os contratos de aquisição dos dois submarinos deveriam ser anulados e quando existisse uma melhor situação financeira, então, pensar-se-ia em adquirir unidades navais desse tipo. Para rir ou chorar, ao ouvir-se gente deste tipo com voz activa na política (leia-se na rádio, televisão e jornais). Gente que não sabe literalmente do que fala.
Saberá Ana Gomes algo sobre o tempo que é necessário desde que um Governo decide adquirir um submarino até ao fim da fabricação do navio? Saberá Ana Gomes alguma coisa sobre a complexidade dos acordos que têm de ser estabelecidos entre as partes para a aquisição de unidades navais tão caras? Saberá Ana Gomes do quantitativo que Portugal teria de despender para indemnizar o consórcio alemão se neste momento anulasse o contrato de aquisição dos dois submarinos encomendados? Saberá Ana Gomes alguma coisa sobre a importância da existência dos submarinos para a segurança de um país?
A título de exemplo, e para que Ana Gomes [que tantas vezes se pronuncia sobre terrorismo] verifique a importância de um submarino, apenas salientar um caso simples: se um dia Portugal, enquadrado na Aliança Atlântica, venha a tomar uma medida que desagrade à Al-Qaeda ou a outro movimento radical, como é que se pode evitar uma represália terrorista que se traduzisse na entrada pela barra do Tejo de um pequeno submarino suicida que faça explodir a ponte sobre o Tejo e grande parte da zona ribeirinha de Lisboa?
Como é que se pode evitar? Simples! Pela forma como Ana Gomes se expressa, evita-se bem: vendem-se os submarinos e quando eles estiverem a sair pela barra do Tejo detectam o submarino terrorista... haja Deus!


PAU COMMENTS

Anónimo disse...

Fez-me sentir orgulhoso de saber que ainda existem pessoas como o senhor no meu País.
Pessoas que sabem o que dizem, fundamentando os seus dados em dados concretos.
VIVA PORTUGAL

2 comentários:

Anónimo disse...

Muito bom artigo. Parabéns.

Anónimo disse...

Fez-me sentir orgulhoso de saber que ainda existem pessoas como o senhor no meu País.
Pessoas que sabem o que dizem, fundamentando os seus dados em dados concretos.
VIVA PORTUGAL