quinta-feira, março 18, 2010

RESTAURANTE FIALHO NA MINHA SAUDADE

> Na última edição do 'Sol' a revista 'Tabu' dispensou a capa a três amigos meus de infância. Os irmãos Fialho, de Évora, possuem hoje um dos melhores restaurantes portugueses, segundo os críticos da especialidade. O restaurante Fialho renasceu de uma taberna que o meu avô ajudou a promover sendo um dos maiores amigos do saudoso pai Manuel Fialho. Ao ler a reportagem senti que o meu avô tinha sido algo injustiçado na relação íntima que manteve ao longo da sua vida com a família Fialho, e, por isso, enviei uma carta aos meus amigos Fialho que aqui transcrevo.

Caros Amigos Gabriel, Amor e Manuel

Li com muito agrado e orgulho, por ser vosso amigo desde a infância, a reportagem que a revista TABU publicou a vosso respeito e sobre a história maravilhosa dos vossos pais, especialmente do senhor Manuel Fialho que o meu avô José Gomes Severino me ensinou a respeitar e a admirar.
No final da leitura da entrevista retive um trago amargo, referente ao simples pormenor de o texto inserir uma injustiça grande. Quando se refere o "eborense" e a "fábrica de cortiça" era de toda a justiça que vocês salientassem o nome do grande amigo que o vosso pai Manuel teve ao longo da vida.
As recordações que guardo das tardes passadas com o meu avô no vosso restaurante são dos factos mais agradáveis que o livro da minha saudade insere.
Quando em Macau entrevistei na rádio o Gabriel, muitos ouvintes manifestaram-me que a entrevista tinha tido o sabor de que ao microfone tinham estado dois irmãos. São estas sensibilidades de profundo sentimentalismo que me levaram a manifestar-vos a minha mágoa pelo nome do meu avô não pertencer à vossa história familiar. Que me desculpem, mas é o que sinto.

Desejo-vos as melhores felicidades e os maiores êxitos para o melhor restaurante de Portugal.

Gtande abraço
João Severino

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