domingo, março 07, 2010

COSTA MARTINS MORRE EM QUEDA DE AVIÃO


> Capitão de Abril, membro do MFA que no posto de capitão da Força Aérea ocupou o Aeroporto da Portela e a Base Aérea nº 1 no dia 25 de Abril de 1974, convidado pelo general Spínola para o Conselho de Estado, ministro do Trabalho e no 25 de Novembro de 1975 acusado de representar o PCP nas hostilidades, José Inácio da Costa Martins morreu na queda de uma aeronave em Montemor-o-Novo. Além de Costa Martins, 72 anos e coronel da Força Aérea, o acidente do aparelho provocou ainda a morte a José Alberto Sousa Monteiro, segundo a GNR de Évora.
Nascido em Messines, Silves, em 1938, Costa Martins participou no comando das forças que tomaram de assalto o Aeroporto da Portela (Lisboa) e o Aeródromo Base n.º 1 de Lisboa. António Spínola convidou-o, a 31 de Maio de 1974, a desempenhar as funções de membro do Conselho de Estado, tendo mesmo chegado a Ministro do Trabalho nos governos seguintes.
A Polícia Judiciária inspecionou o local do acidente, que está agora a ser alvo de peritagem por elementos do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves, do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Habitação.

O proprietário da herdade onde a aeronave caiu em Montemor-o-Novo, Jacinto Amaro, disse à Agência Lusa que ninguém viu o aparelho despenhar-se e que o acidente não causou qualquer prejuízo no seu terreno. Jacinto Amaro, presidente da Federação Portuguesa de Caça (FENCAÇA) adiantou que "ainda não se sabe" se o aparelho caiu quando levantava voo ou aterrava. "Ninguém viu cair a aeronave", disse.

A propriedade de Jacinto Amaro fica junto à herdade onde se situa a pista particular de onde levantou voo o aparelho. Segundo presidente da FENCAÇA, a pista já existe "há muitos anos", tendo começado por ser uma pista agrícola.

1 comentário:

Pisca disse...

Isto fazerem obituarios à pressão depois dá para o torto.

Casta Martins, não comandou força nenhuma na ocupação do Aeroporto, no 25 de Abril

Dado ser piloto aviador, foi-lhe dada a missão de intervir no Aeroporto, o que fez neutralizando a policia e torre de controle, e ao mesmo tempo emitindo um Notam (penso estar certo no termo), que interditava o espaço aéreo do País, tudo isto ao meio da noite.

Entretanto deveriam chegar as forças de Infantaria, julgo que Mafra, as quais demoraram mais tempo que o previsto, ficando assim por mais tempo do que esperava com o "menino nos braços"

Isto está documentado em diversos livros

O próprio Costa Martins dizia divertido sobre o assunto. algo parecido com isto:

"Ocupei o Aeroporto de Lisboa com uma pistola e prendi os pacatos policias que por lá andavam, depois fiquei pendurado à espera da Infantaria"