segunda-feira, março 08, 2010

CANTINHO DO POEMA









Liliana Fernandes



Juras


Chega-te!
Anestesia-me com a
Doçura do teu abraço.
Cala-me com a textura dos (teus) lábios.
Desnuda-me com o brilho
Do (teu) olhar e toma-me para ti.
As roupas escorregam corpos abaixo.
Esculpidos um para o outro, sorriem.
Os teus dedos cheiram-me.
O teu sexo insinua-se.
Os meus lábios, desenhados
Pelo contorno da (tua) língua, exigem-te!
Divorciam-se um do outro. O
Marfim espreita, entala o inferior.
O meu corpo ferve por notícias do teu.
Ordena-te que o craves até ao fundo
E me prendas nos (teus) braços.
Os olhos fazem amor com os meus.
Os dedos vergam-se, deslizando
Pelas paredes do meu corpo.
A tua língua faz-lhes sombra e
Só se rende no sexo húmido,
Onde o teu toque já mora.
Separas as pernas cirurgicamente,
Escalas-me amparado
Pelos meus seios eriçados,
Afastas-me os braços religiosamente,
Encaixas o teu sexo duro no meu,
Repousas o teu peso sobre o meu
E trocamos juras que ecoam
O mais puro dos pecados.

1 comentário:

Anónimo disse...

Olá Liliana,

(andava "desaparecida" a menina :p )...Afogando-se no prazer do outro, deixamo-nos levar pela corrente que é coreografia perfeita deste acto emocional (e carnal)...

beijos

gosto