sábado, março 06, 2010

ABSOLUTAMENTE LAMENTÁVEL


> É a frase da moda. "Absolutamente lamentável" é utilizada por toda a gente inclusivamente pelo primeiro-ministro. É a frase ideal para manifestar o protesto por algo que ultrapassa o limite do compreensivo e por isso mesmo a usamos hoje para nos referirmos ao 'Diário de Notícias'. Nunca imaginámos que uma primeira página de um jornal dito de referência apresentasse uma fotografia de um sucateiro acusado de vários crimes com uma dimensão tal que nem os quatros anos de Cavaco Silva na Presidência da República mereceram. "Absolutamente lamentável" que o 'DN' nps queira tapar os olhos com uma peneira ou que se sirva da função jornalística para servir de intermediário para recados entre um arguido e o tribunal. "Absolutamente lamentável" que nos venham tentar passar por atrasados mentais sobre as benesses que o sucateiro distribuia a seu bel-prazer, fossem Mercedes ou envelopes com milhares de euros. "Absolutamente lamentável" que o 'DN' não tenha ninguém na sua direcção editorial que tivesse decidido não "gozar" com os leitores ao trazer à primeira página que o sucateiro Manuel Godinho andou a distribuir robalos, chicharros, pescada e sardinhas... e, como bom "pescador", possivelmente também deve ter entregue alguns polvos, chernes, chocos, lulas, lagostas, lagostins e santolas em forma de Mercedes, Audi, BMW, vivendas no Algarve, montes alentejanos e viagens pelo mundo...

Para esclarecimento da PJ, MP e tribunais

Prendas de Manuel Godinho, sucateiro-pescador de Ovar:

A Armando Vara - 8.500.000 gramas de robalo
A José Penedos - 7.300.000 gramas de chicharro
A Paulo Penedos - 5.500.000 gramas de pescada
A Lopes Barreira - 4.900.000 gramas de sardinha
A Mário Lino - 4.700.000 gramas de peixe-palhaço
A Carlos Vasconcelos - 4.500.000 gramas de cherne
A Paulo Pereira da Costa - 4.300.000 gramas de peixe-espada
A Paiva Nunes - 4.200.000 gramas de enguias
A José Valentim - 3.900.000 gramas de salmão
A Mário Pinho - 2.500.000 gramas de peixe-vaca


PAU COMMENTS

a.marques

Do poeta Setubalense "O Calafate" (excertos):
Fui pescador de marisco,
fiz pesca de camarão;
apanhei três camareiras,
na rede do meu chalrão.

Uma vez de madrugada,
preparei meus aparelhos;
para ir pescar de joelhos,
nas bordas de uma enseada.

Pesquei uma caldeirada,
á custa do meu belisco;
para pescar no menor risco
pescava sempre por baixo,
nos ingueiros do parracho
fui pescador de marisco.

Nos mares onde eu pescava,
não levava rede nem linha,
com um anzol grosso que tinha
muito badejo apanhava.

Pouca isca precisava
para o peixe vir á mão,
uma certa ocasião
fui pescar a certa doca,
com a cabeça da minhoca,
fiz pesca de camarão...

2 comentários:

ana e. disse...

genial. já fiquei bem disposta logo de manhã.

a.marques disse...

Do poeta Setubalense "O Calafate" (excertos): Fui pescador de marisco, fiz pesca de camarão; apanhei três camareiras, na rede do meu chalrão. Uma vez de madrugada, preparei meus aparelhos; para ir pescar de joelhos, nas bordas de uma enseada. Pesquei uma caldeirada, á custa do meu belisco; para pescar no menor risco pescava sempre por baixo, nos ingueiros do parracho fui pescador de marisco. Nos mares onde eu pescava, não levava rede nem linha,com um anzol grosso que tinha muito badejo apanhava. Pouca isca precisava para o peixe vir á mão, uma certa ocasião fui pescar a certa doca, com a cabeça da minhoca, fiz pesca de camarão......................................................