sexta-feira, fevereiro 19, 2010

QUEM NÃO GOSTA NÃO COME

> Alfredo Barroso demonstra bem como para ele sempre existiram portugueses de primeira e de segunda. Manifesta-se contra a candidatura de Fernando Nobre a Presidente da República e acusa-o de não ter experiência política, blá, blá, blá. Mas, por que razão é que um candidato com mais de 35 anos tem de estar conotado com esta e aquela política, e ter sido já ministro e primeiro-ministro e general ou estivador? Se Fernando Nobre encerra os parâmetros permitidos pela Constituição, a que propósito vem o senhor Barroso armado aos cucos e tentar já enterrar um homem que só tem demonstrado sabedoria e solidariedade?
Em declarações ao Rádio Clube, Alfredo Barroso considerou que o candidato não tem preparação nem currículo para o cargo de chefe de Estado e defendeu que lhe falta passado político para ser presidente da República. “Para mim é um pouco insólito que uma pessoa que como ele se entregou à acção humanitária ao longo de uma vida queira de repente disputar um lugar que exige uma preparação política e um currículo e um passado que ele manifestamente não tem”, afirmou.

Depois, o antigo responsável falou também de Manuel Alegre, para dizer que tanto o histórico socialista como o presidente da AMI são “dois populistas de esquerda” que se candidatam à Presidência da República para ajustar contas. “Tenho um certo receio dos candidatos que se apresentam a defender valores acima dos partidos ou além dos partidos. Quanto as candidaturas assentam nas críticas e no distanciamento fazem sempre suspeitar de populismo e demagogia”, acrescentou, também a propósito da corrida para as últimas presidenciais, em que Alegre concorreu sem o apoio do PS e contra Mário Soares.

Alfredo Barroso entende com estas candidaturas Cavaco Silva acabará por conseguir ser eleito e reconduzido no cargo, mas acredita que ainda há espaço e tempo para encontrar alguém capaz de unir a esquerda. Nesse sentido sugeriu o nome de Carvalho da Silva. “A minha preocupação fundamental como homem de esquerda que sou será encontrar um candidato que possa de facto suscitar o apoio de toda a esquerda: da esquerda dita moderada, representada pelo PS, e da extrema-esquerda parlamentar”, precisou à mesma rádio. Sobre o actual secretário-geral da CGTP disse que “podia ser um excelente candidato” porque “é um homem experiente, com um currículo político conhecido e alguma independência em relação ao partido de que é oriundo.

O presidente da Assistência Médica Internacional (AMI), Fernando Nobre, apresenta hoje a sua candidatura à Presidência da República no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, tendo já rejeitado que a sua decisão tenha tido influência do PS. Nas últimas eleições para o Parlamento Europeu, em Junho de 2009, o presidente da AMI foi mandatário nacional para a campanha do Bloco de Esquerda.

Ainda em 2009, foi membro da Comissão de Honra da candidatura de António d’Orey Capucho à presidência da Autarquia de Cascais e de António Costa à Câmara Municipal de Lisboa. Em 2002, participou na Convenção do PSD. Quatro anos depois, foi membro da Comissão de Honra e da Comissão Política da candidatura de Mário Soares à Presidência da República, em 2006.

2 comentários:

a.marques disse...

Descanse que Mário Soares promoveu e o PS vai apoiar. Antecipadas desculpas se me engano. A experiência política também se consegue nem que seja em novas oportunidades com diploma de fim de semana. Contarei os convertidos.

Anónimo disse...

A EXPERIÊNCIA POLÍTICA DO MENTOR IDEOLÓGICO DESTE "SOCIALÍRICO", QUE SE CONSIDERA DE PRIMEIRÍSSIMA ÁGUA, ESTÁ PERFEITAMENTE DEMONSTRADA NA "DESCOLONIZAÇÃO EXEMPLAR" QUE DIRIGIU E ORIENTOU.
OS REPATRIADOS DAS EX-COLÓNIAS AÍ ESTÃO PARA O ATESTAR.