segunda-feira, fevereiro 15, 2010

OPERAÇÃO STOP

> Os mais de 40 aeródromos que existem em Portugal parecem a Feira da Ladra, ou seja, pode haver por lá de tudo um pouco. A maioria dos aeródromos vive sem rei nem roque. Vale tudo. É pegar no ultra-leve, no monolugar, no avião de quatro, seis, nove ou mais lugares, na aeronave especializada no lançamento de pára-quedistas e voar para onde o piloto entender. Não existe plano de voo desde que o piloto diga que não ultrapassa os 300 metros de altitude. Sendo assim, é fartar vilanagem. Por causa de uns, pagam todos.
Como tudo na vida, neste sector de divertimento e recreio, todos aqueles que têm o prazer de voar, de ensinar pilotagem ou pára-quedismo, de dar um passeio com a família, de conhecer outras terras e outras gentes, de salvar uma vida em perigo pagam pela medida grande [porque da suspeita não se livram] por causa daqueles que pegam no avião para transportar animais raros, prostitutas, droga, armas ou explosivos. Espanha e Marrocos têm sido destinos que não deviam fazer parte de um voo sem plano, sem controlo e sem vigilância. Muitas vezes têm sido voos marginais e fora da lei com fins obscuros e de lucro fácil e avantajado.
O mais caricato e ridículo disto tudo é que, cá em baixo, a GNR e a PSP realizam diariamente as chamadas 'Operações Stop'...

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