quarta-feira, fevereiro 24, 2010

ESTA NÃO, CARO SÓCRATES!

> Tudo o que tem sido dito sobre José Sócrates de imediato é rejeitado. Os autores das suspeitas são apelidados de caluniadores. Houve um episódio que me levou a perder toda a consideração pelo actual primeiro-ministro: a sua licenciatura falsa, porque foi uma amiga minha que descobriu a falsidade.
O que nunca esperei é que um director de jornal viesse a público afirmar que José Sócrates lhe pediu para não noticiar nada sobre a licenciatura. Esta não, caro Sócrates! É o seu descrédito total.
O director do 'Expresso', Henrique Monteiro, contou hoje na Comissão de Ética da AR que na véspera da publicação das notícias sobre a polémica licenciatura de José Sócrates, o primeiro-ministro lhe "telefonou a pedir por tudo que não publicasse" o artigo.

NOTA: a minha grande admiração por Henrique Monteiro. O jornalista conhece José Sócrates há mais de 20 anos e perante um caso de tamanha gravidade não cedeu à tentação de ficar milionário.

5 comentários:

Carlos Dias Ferreira disse...

João:

Mais uma a juntar às outras que sabemos serem todas "campanhas negras"!
Para quando a demissão deste mentiroso compulsivo?

joão eduardo disse...

É espantoso, Carlos.
Ainda há dias saltou para a ribalta o velho Almeida Santos dizendo que não se provou nada de uma, de duas, de três e da última que é o 'Face Oculta'. E mesmo de propósito, o homem perde assim a face toda...
Esta é o máximo. Faz-me lembrar certos senhores que andam por aí que me telefonaram exactamente com os mesmos propósitos sobre assuntos muito mais graves, como por exemplo: milhões de patacas recebidas na construção do aeroporto de Macau; milhões de patacas recebidos na construção de uma ponte Macau-Taipa; milhões de patacas na construção de prédios, de hotéis, de ETAR, de Central de Incineração, de monumentos e de bairros sociais: milhões de patacas no financiamento de fundações; milhões de patacas na obtenção de terrenos de forma ilegal. Mas em Macau quem se lixa é o mexilhão, o jornalista...

a.marques disse...

Quero vê-lo logo na TV a desmentir. O que fôr da justiça, que para aí remeta e aí se esconda. Políticamente exijo que confirme ou desminta o depoimento do Snr. Director do Expresso que segundo ele, a propósito do diploma de engenheiro foi a primeira vez que alguém o pressionou para sonegar uma notícia. Tendo o mesmo tido o cuidado de distinguir de alguns casos de manifestações de desagrado posteriores á sua divulgação. E já agora aproveite para nos falar da reunião em S. Bento antes do tal almoço. Pode mandar Santos Silva.

S.C. disse...

O que para aí vai de podres, caro João. O que me choca mais é ler que esses tais "senhores" ainda "andam por aí". Afinal, o "engenheiro" teve bem com quem aprender e até apostava que lá pelo partido.

Anónimo disse...

Quer isto dizer que podemos continuar a comprar o Expresso como sempre o fizemos: sabendo que o Director mente aos leitores "quando é preciso". Tinha-os tido no sítio se na altura tivesse feito um Editorial a referir-se ao telefonema de uma hora que tanto o chocou. Vir só agora queixar-se é próprio de quem pensa que somos todos estúpidos. Não, Dr. H. Monteiro, nós compramos o jornal não por estarmos convencidos de que é algum palácio da virtude, mas porque pelo meio das mentiras e meias verdades sempre se vai sabendo qualquer coisa que talvez seja verdade.Arrh!