segunda-feira, fevereiro 08, 2010

É FEIO BATER NO CEGUINHO

> Num momento em que Portugal estava nas bocas do mundo pelas piores razões direccionadas à sua situação económica; Depois do Presidente da República desmentir as agências de rating e de se procurar um esforço político no sentido de se salvar o barco com a aprovação do Orçamento de Estado, o eurotribuno Paulo Rangel foi por-se a gritar em pleno Parlamento Europeu salientando que Portugal já não é um Estado de Direito.
A sua ofensiva contra José Sócrates, neste preciso momento, e depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter dito que seria preciso um primeiro-ministro forte, (leia-se apoiado por todos) para fazer frente ao caos em que poderia cair a nossa economia, a intervenção rangeliana foi algo de desnecessário e despropositado, especialmente pelo areópago escolhido.
Adivinham-se as manchetes de amanhã na imprensa europeia: blá, blá, blá, ó da guarda que Paulo Rangel afirmou que Portugal não tem rei nem roque e que a bancarrota é para a semana, blá, blá, blá...
Paulo Rangel perdeu uma grande oportunidade de estar calado. Se queria marcar terreno relativamente a Aguiar-Branco tinha antes falado das "laranjas" podres que existem no pomar...

6 comentários:

manuel gouveia disse...

Paulo Rangel está-se nas tintas para o país, neste momento Sócrates está fragilizado é quando o predador ataca...

F.R. disse...

Com este post voce subiu na minha consideração. Sei que venho a este blog para ver quais as porradas que dá em Sócrates. Cada um tem a sua opção. Tambºem visito blogs que metem nojo a defender Sócrates. Esta sua posição muito realista contra Rangel merece o meu apreço. Nesta hora de grande crise não é o momento para bater em Sócrates e o seu exemplo fica-me registado.

Anónimo disse...

Mas será que a socialista Ana Gomes também perdeu uma hipótese de estar calada?

"Escutas

Portugal está a ser atacado por especuladores internacionais, que foram irresponsavelmente espicaçados pela oposição coligada para autorizar mais endividamento da Madeira.
Neste contexto, Portugal não precisa, não pode dar-se ao luxo, de mais nenhuma crise política.
Mas ela pode estar a incubar: as escutas publicadas, extraidas do processo judicial "Face Oculta", podem constituir jornalismo de buraco de fechadura e grosseira violação do segredo de justiça, mas o conteúdo indesmentido delas inquieta.
Nao é possivel - e, como socialista, não me parece útil - varrer para debaixo do tapete as questões que tais escutas suscitam: é preciso esclarecer se era, ou não, por instruções governamentais que a PT estava a negociar a compra da TVI à PRISA.
Acresce que o que foi publicado - e até hoje não foi desmentido - reforça dúvidas sobre a actuação das mais altas instâncias do Ministério Público.
É o Estado de direito democrático que pode estar em causa."

http://causa-nossa.blogspot.com/2010/02/escutas.html

Pedro Coimbra disse...

Um patriota!
Não, desculpem, queria dizer patarata.
Lapso de escrita...

Carlos Dias Ferreira disse...

João:

Tens toda a razão. Há alturas que o interesse do país está acima (deve estar sempre) da mera luta politico-partidária.

S.C. disse...

E não será mais do interesse do país denunciar alto e a bom som, o que se está a passar,que não é, aliás, novidade nenhuma para os observadores estrangeiros que nos condicionam as finanças, do que ficar caladinho, para não parecer mal, e ir deixando tudo impune?