terça-feira, fevereiro 02, 2010

CARMINDICES


Carmindo Mascarenhas Bordalo*



A CALHANDRICE NÃO DESMENTIDA


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Fonte do Ministério dos Assuntos Parlamentares diz, a respeito do caso da censura a Mário Crespo, que "o Governo não se ocupa de casos fabricados com base em calhandrices".

Não disse que eram falsos os factos relatados na crónica censurada pelo JN.
Um calhandro é um bacio onde se despejam outros bacios. E um calhandreiro é ou quem despeja o bacio, ou um bisbilhoteiro.
Em lado nenhum da expressão calhandrice há, pois, o significado de mentira. Quem despeja potes de dejectos ou um bisbilhoteiro não são, por definição, mentirosos.
A fonte do Ministério de Jorge Lacão não desmentiu a narração de Mário Crespo, que segundo o EXPRESSO é corroborada pelos testemunhos do jornalista Nuno Santos e da apresentadora Bárbara Guimarães, esposa do destacado socialista Manuel Maria Carrilho.
Mas, efectivamente, o caso é todo ele uma calhandrice.
O que Sócrates tem feito para abafar qualquer crítica é digno de estar contido em calhandros. Para não infectar o ar envolvente.
Percebe-se bem que as fontes do governo não comentem o conteúdo de calhandros em que chafurdam os seus dirigentes.
E Cavaco assobia para o lado.


*Professor Catedrático Jubilado, cronista residente

2 comentários:

S.C. disse...

Bem observado, Professor! O mais triste é que todo o mundo comenta, muitos indignam-se, outros nem tanto, que lá conseguem virar o bico ao prego e culpar o jornalista por reagir a uma difamação em público, mas fica tudo como dantes...quartel-general em Abrantes, já se sabe. Até quando? Até quando?

a.marques disse...

Conta-se que o inventor do penico se matou por que lhe cagaram no invento. E ainda não havia tão fedorentos dejectos.