sábado, fevereiro 06, 2010

BURACO DE FECHADURA

> Há muito jornalismo de "buraco de fechadura" É todo aquele tipo de jornalismo que consegue ver e desvrever a todo o momento os 150 mil empregos que José Sócrates criou na última legislatura, a redução do défice, a redução do número de desempregados, as famílias com mais poder de compra e os muitos lares dignos existentes para idosos. José Sócrates tem razão. Há muito jornalismo de "buraco de fechadura"...

3 comentários:

a.marques disse...

Os donutss do 1º ministro são hermeticos e não tem buraco.Antes pasteis de bacalhau com cagadelas de mosca.

Jorge Cabral disse...

Sócrates afirma que por se tratar de "conversas privadas sem relevância criminal", tais registos não poderiam ser divulgados.
Acontece porém que:
- Porque Sócrates ocupa, infelizmente, o lugar de 1º Ministro, muito do que entende ser privado, de facto, não o é. Mormente,
- Quando refere assuntos que mexem com aspectos que a todos interessam, como sejam
- sarceamento da liberdade de expressão
- atentado aos direitos dos cidadãos
- preservação de valores democráticos
- baixeza de actuação de quem tem obrigação de preservar a dignidade do lugar que ocupa, sabendo que, ao não o fazer atinge a dignidade de todos nós.
Ou seja, não é pelo facto de um outro "senhor", também este mal colocado, ter dito que tais afirmações não tinham relevância criminal, que elas deixam de ter.
Na verdade o conjunto de afirmações proferidas por Sócrates e seus apaniguados, indiciam, para não dizer mais nada, tudo quanto se tem aventado a este respeito.
De uma coisa estou certo, Sócrates, para bem de todos nós, nunca deveria ter-se sequer aproximado da vida pública. Não tem dimensão nem estrutura humana, é um medíocre ainda por cima sem carácter, o que é triste e insuportável.
O País não está de rastos por razões ocultas ou externas, mas sim porque a responsabilidade do Executivo tem estado nas mãos de gentalha desta que não vale nada.
Têm-se resumido a aproveitar-se do Poder para se servirem e aos seus amigos, sempre que podem, cilindrando tudo e todas quantos se lhes oponham. É uma vergonha!
Quando é que começará a tão propalada DEMOCRACIA??? responsável, consciente do respeito pelo interesse público e pelos mais elevados valores humanos.

António Veladas disse...

Cavaco - "artigo" de "decoração" da democracia portuguesa?

Cavaco Silva, relembrou este fim-de-semana que Portugal é um «Estado de Direito».
O chefe de Estado, afirmou também que todos «devem» respeitar o princípio constitucional da «liberdade de expressão e o pluralismo da comunicação social».

O presidente da República, está a lavar as mãos de uma situação de extrema gravidade.
As suspeições que pendem sobre o primeiro-ministro, SrºJosé Sócrates, são suficientes para que o mesmo se demita. Sócrates jamais se demitirá - está tipo lapa agarrado ao poder sustentado na endémica ignorância nacional.

Um presidente da República não pode dizer que «devem» respeitar, mas antes dizer que todos, sem excepção, são «obrigados» a respeitar o princípio constitucional da liberdade de expressão e o pluralismo da comunicação social. Cavaco, enquanto primeiro-ministro soube respeitar essa obrigatoriedade. Não pode dizer que "devem" respeitar, no caso de Sócrates ou de quem for - Sócrates e nenhum outro português podem estar acima da lei.

Cavaco só tem uma saída: exonerar o primeiro-ministro. Nada mais resta ao presidente da República, já não tem, em boa verdade, mais margem para continuar a ser um artigo de decoração do Estado português.

Apoiei Cavaco, continuarei a apoiar, mas tem de mostrar que está à altura dos desafios nacionais - coragem, parece começar a faltar e essa é a essência do cargo para o qual os portugueses o elegeram. Caso contrário, para decoração colocamos em Belém uma imagem do célebre Zé Povinho.

Nota: Um Zé Povinho de boca aberta a não intervir, resignado perante a corrupção e a injustiça, ajoelhado pela carga dos impostos e ignorante das grandes questões. O próprio Raphael Bordallo-Pinheiro dizia:


"O Zé Povinho olha para um lado e para o outro e... fica como sempre... na mesma".
Publicada por António Veladas