domingo, janeiro 31, 2010

PINTO NÃO SABE O QUE DIZ

> O presidente da TAP, Fernando Pinto, concedeu uma entrevista ao 'DN'. Para agradar ao governo de Sócrates ou para se manter no tacho. O homem apresentou um conjunto de inverdades e de teorias absolutamente já rebatidas pelos mais diversos especialistas. Mas, no que respeita ao aeroporto da Portela, Fernando Pinto mente com todo o descaramento ou, então, não sabe do que fala.

Entre as grandes obras anunciadas, o novo aeroporto é bom para a TAP?
É fundamental, porque na Portela não dá para crescer mais. No início, desconsiderei qualquer discussão sobre o novo aeroporto e até dizia "primeiro, vamos trabalhar neste, que precisa de ser ajustado a uma nova época da TAP". Agora, que chegámos a um número razoável de mangas para aviões de longo curso que permite distribuir o tráfego dos aviões de médio curso, a situação muda bastante. Houve uma concertação entre a TAP, a ANA, a Groundforce e o SEF que estabilizou o aeroporto, mas que também o deixou no limite. Quando precisarmos de uma pista ou de estacionamento para aviões, não há por onde crescer.

Isto, que Fernando Pinto diz não é sério, porque o aeroporto da Portela é gigantesco, comparado com milhares no mundo, e tem capacidade plena para servir Lisboa para mais 30 anos.

Avião a aterrar em Hong Kong pelo meio dos edifícios, o que acontecia de dois em dois minutos

Aconselhamos Fernando Pinto a ler a história do Aeroporto de Kai Tak, em Hong Kong...

2 comentários:

manuel gouveia disse...

O argumento do Pinto é extraordinário! Com o aumento da oferta de mangas o aeroporto perdeu capacidade? Então porque as fizeram?

É claro que manter um aeroporto internacional no centro da cidade é um anacronismo parolo (não tem nada a ver com a sua capacidade). Transferi-lo para Alcochete uma zona de forte risco sísmico e que fica sujeita a um tsunami de baixa intensidade é outra estupidez. O aeroporto devia de ser construído na Ota se houvesse coragem política para tal!

a.marques disse...

Há quem diga, com argumentos palpáveis,e até comparativamente a situações análogas noutros países que Portela+Montijo davam para as encomendas. Ou outros valores mais altos se levantam?