sábado, janeiro 09, 2010

O PARADIGMA


> Excelentíssimo senhor presidente da Assembleia da República.
Excelentíssimo senhor presidente do glorioso clube do mundo vermelho.
Excelentíssimas senhoras e senhores.

Quero antes de mais agradecer-lhe o facto de me ter dado a honra de me receber nesta casa aberta ao mundo dos paradigmas instituídos em redor do paradigma do futebol, facto que irá engrandecer o paradigma do meu curriculum vitae a fim de poder ver aumentado o tempo de antena na televisão que me dá guarida.
Aceite igualmente os meus cumprimentos paradigmáticos por conseguir controlar a sua sonolência em face da verdade desportiva que venho apresentar contra o rei do petróleo do Norte. Esse sim, um defensor de paradigmas errantes e ocultos numa perspectiva intrínseca da correspondência factual de uma mais-valia entre os flancos e a postura táctica de uma noite mal dormida.
Estamos aqui hoje, senhor presidente, numa valorização das temáticas que imbuídas de uma fragrância clubística avermelhada, em nada contrariando os entraves traduzidos por comentadores de outros horários que transformados psico-politicamente em irmãos de senhora líder partidária têm assumido uma crítica vilipendiosa num contra-ataque à minha espraiada e permanente defesa das falcatruas de apito na boca, a que titulam de oleoso e gelático dom de palavra .
Ora, senhor presidente, a nossa petição abrangente e afortunadamente rubricada pelas mais altas esferas da família futebolística, e não só, temos a assinatura de presidentes de associações de taxistas, de publicitários, de merceeiros, de cantores pimba, de armazenistas de mexilhões, de engenheiros de aviário, de bancários-banqueiros, de sucateiros-beneméritos e de fabricantes de robalos. Naturalmente com a excepção de uns dragõezinhos que não entendem a dialéctica sobrassente e diluente às mais extrovertidas interpretações rubricadas por este humilde vendedor de gravatas raras que em tempo extra consigo adormecer noventa e cinco por cento dos telespectadores. Sendo assim, teremos que concluir que a espaços entre a defesa e o ataque, para lá da linha intermédia com um plano táctico-técnico onde prevaleçam as virtudes do remate incorruptível, o país será muito mais desenvolvido se a nossa luta anti-corrupção se estender única e simplesmente num paradigma que ilustre cabal e futebolisticamente falando as anomalias, contrariedades e lacunas de paradigmas ultrapassados.
Estamos em crer, acredite-me senhor presidente, que a verdade desportiva baseada no paradigma encontrado sobre a minha permanente oleosa, será interpretada pelas mais altas esferas das rodas europeias que rodeiam o fenómeno da meia bola e força e que tem correspondido às enchentes verificadas nos estádios que não sofrem do paradigma corruptível encetado pelas mais diversas personalidades obscuras que se dedicam à venda de fruta...
Por fim, senhor presidente, apelo a V. Exa. no sentido de transmitir aos senhores deputados que o paradigma existencial no futebol actual terá que ser transferido para os ecrãs dos monitores existentes nas bancadas do parlamento, a fim de que os senhores deputados possam interpretar as minhas escorreitas e fundamentais teses do paradigma solidário global. Tenho dito.

3 comentários:

Fernando C. Morais disse...

Estou há 5 minutos a rir... este post é o máximo, João. Nunca pensei rir-me tanto. Abraço

Pedro Barbosa Pinto disse...

Muito bom caríssimo :-)

Este caracoletas é o verdadeiro paradigma dos azeiteiros!

Abraço

Karocha disse...

AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!!!!!!!!!

João Severino