sábado, janeiro 23, 2010

MENEZES "VENDE" PASSOS COELHO

> Pode ser um atestado médico com sintomas de morte. Luís Filipe Menezes aparecer a apoiar Pedro Passos Coelho e a induzir que o novo líder do PSD está encontrado, pode ser um passaporte para a derrota de Passos Coelho. Menezes está desacreditado no partido "laranja" depois de ter abandonado a luta e ter deixado o partido ao deus dará.
Menezes disse ter a “convicção de que Pedro Passos Coelho vai ser o próximo líder do PSD” quando falava aos jornalistas no final da intervenção política que fez no Conselho Distrital Eleitoral da JSD/Porto, e respondendo de forma peremptória e negativa às perguntas colocadas sobre uma eventual candidatura ao cargo que já ocupou em 2007/2008.

“Eu não vou ser candidato à liderança por vários motivos”, afirmou, explicando que não o fará, em primeiro lugar, porque não o deseja e “é importante desejar ser líder para ser um bom líder”.
O segundo motivo apontando por Menezes para a ausência de uma candidatura prende-se com “o realismo de saber que uma liderança de um grande partido como o PSD se prepara com um, dois anos de antecedência, com contactos, com logística, com organização”, condições que o autarca de Gaia “ manifestamente” não tem.
“Independentemente das minhas opiniões sobre coisas boas e coisas más que a candidatura de Pedro Passos Coelho tem – e eu já falei de coisas boas no passado e já explicitei algumas coisas menos boas – eu tenho a convicção de que Pedro Passos Coelho vai ser o próximo líder do PSD”, considerou.
O facto de ser “o único que verdadeiramente quer” e “o único que tem uma organização e uma logística no terreno” são factores que, para Menezes, farão de Pedro Passos Coelho o próximo líder social-democrata.

“Estou muito curioso para ver aquele núcleo duro ligado à actual direcção – que tão bem se comportou comigo – como é que se vai comportar agora sabendo que a base social de apoio a Passos Coelho é, em larga medida, coincidente com a minha, como é que vão arranjar um discurso para se colar a Passos Coelho e como é que vão dizer que vão deitar um líder fora à bomba”, disse.
Questionado sobre quem é o nome que apoia para a liderança do partido, Menezes afirmou que “explicitamente” não se irá “envolver a apoiar nenhum candidato, a não ser em circunstâncias extremas, em que veja que isso é uma mais-valia ou tem interesse para o partido”.

Sobre o Conselho Nacional convocado para 12 de Fevereiro, o ex-líder “laranja” disse esperar que desta reunião “saia a marcação das directas”.
“Um congresso é democrático, legítimo e está previsto nos estatutos mas, no actual contexto, parece-me que é uma tentativa, exclusivamente, de ganhar tempo por parte desse pequeno núcleo que está a ver o tapete a fugir debaixo dos pés”, sublinhou Menezes, para quem este grupo “quer ver se arranca um discurso fenomenal de algum iluminado e depois com a ajuda de alguma comunicação social mais subserviente promovê-lo a líder e a candidato a primeiro-ministro”.
Para o autarca gaiense, um dos paradoxos do PSD é o facto de o partido “ter tido sete líderes desde o ciclo político cavaquista e o PS ter tido dois primeiros-ministros, em contrapartida”.


1 comentário:

a.marques disse...

O homem não foi excomungado, e no silêncio da sacristia quantos ajoelharão de arrependimento?