quarta-feira, janeiro 20, 2010

EM QUE DIA ACABA O PSD?

"As bases devem-se revoltar"
Bruno Vitorino, líder da distrital de Santarém do PSD

> A manta de retalhos que representa o PSD está cada vez mais rota. Tornou-se impossível quantificar as facções existentes no partido ainda liderado por Manuela Ferreira Leite. O espectáculo é indecoroso. Pedro Santana Lopes reuniu 2500 assinaturas para um congresso extraordinário. A partir daí, tem sido o descalabro total. São trezentos a opinar de forma diferente. Ferreira Leite e Marques Mendes apoiam a realização do congresso. Pedro Passos Coelho é contra. Marcelo Rebelo de Sousa tem dúvidas. Vários autarcas apoiam. Os líderes das distritais dividem-se e alguns são radicais. Bruno Vitorino, presidente da distrital de Santarém afirmou que "é absurdo que Ferreira Leite continue a fazer tanto mal ao partido". Defende ainda que "as bases se devem revoltar" e exigir ao Conselho Nacional que marque eleições directas.
O líder da distrital de Lisboa, Carlos Carreiras, também já saiu da toca e pede um Conselho Nacional de "urgência". As distritais de Lisboa, Porto e Braga estão no cimo do monte preparadas para se atirarem de cabeça contra o congresso extraordinário. Carreiras, Marco António Costa e Virgílio Costa até já podiam formar um novo partido, tal é a renúncia que pronunciam sempre sobre qualquer medida que a direcção pensa tomar.
A divisão entre as distritais é gritante. O líder da Guarda já manifestou a sua contrariedade relativamente ao quarteto de ataque Lisboa-Porto-Braga-Santarém. Álvaro Amaro defende a necessidade do congresso extraordinário e entende que quem pretende lançar-se na corrida à liderança o deve fazer nesse fórum de debate.
Enfim, o espectáculo é desolador, repugnante e, num ponto clarificador: o partido devia fechar as portas e esses senhores, que pensam todos de forma diferente, deviam dedicar-se à pesca submarina... ainda havia uma hipótese de ficarem por lá.

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