segunda-feira, janeiro 18, 2010

AÍ ESTÃO ELAS

> Fala-se em eleições antecipadas e logo as "gajas", as "tipas", as "aldrabonas", as "sondagens" estão de volta. E sempre com o mesmo toque... a rebate em benefício da mesma figura política.
José Sócrates é o político português que está mais bem preparado para desempenhar o cargo de primeiro-ministro e resolver a crise económica. Isto, é a conclusão de uma sondagem CM/Aximage, que coloca ainda Paulo Portas na liderança da direita.
Questionados sobre qual dos cinco líderes partidários está mais bem preparado para conduzir o País nestes tempos de crise mundial, 31,6 por cento dos inquiridos nomearam José Sócrates, de acordo com uma sondagem realizada nos dias 6, 7, 8 e 11 de Janeiro. O líder do CDS-PP, Paulo Portas, foi o segundo nome mais citado, e recolheu 14,8 por cento das opiniões favoráveis. Isto significa que os portugueses identificam um líder à esquerda e outro à direita do espectro partidário. Manuela Ferreira Leite, líder do maior partido da Oposição, ficou aquém dos resultados de Sócrates e de Portas, recolhendo apenas 5,6 por cento das preferências, atrás de Francisco Louçã (BE), com 9,9 por cento. Jerónimo de Sousa ocupa o último lugar, com três por cento das preferências.


(…)E quanto mais Sócrates se enterra na negação do real, mais este lhe bate à porta. Até o próprio parece começar a aperceber-se disto, e a responder a este fim dos tempos numa fuga em frente obstinada, porque é da sua natureza, mas confusa e caótica. Já toda a gente percebeu tudo isto menos os intelectuais orgânicos "socráticos", um conjunto modernaço de gente que tem o coração no Bloco de Esquerda, mas a carteira no PS, ou melhor, no gabinete do primeiro-ministro. Gente que pouco preza a liberdade mas que tem acima de tudo um enorme fascínio pelo poder como ele se exerce nos dias de hoje, entre o culto da imagem, o pedantismo das causas "fracturantes", o vanguardismo social, o "diabo que veste Prada" ou Armani, e o "departamento dos truques sujos" à Richard Nixon, tudo adaptado à mediania provinciana da capital. A ascensão ao poder de uma geração de diletantes embevecidos com os gadgets, pensando em soundbites, muito ignorantes e completamente amorais, que se promovem uns aos outros e geram uma política de terra queimada à sua volta, é a entourance que o "socratismo" criou e vai deixar órfã.(…)

José Pacheco Pereira

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