sexta-feira, janeiro 29, 2010

AI CAROLINA, PARECE QUE ESTÁS TRAMADA

> Uma testemunha no julgamento que opõe Carolina Salgado a Pinto da Costa contou hoje em tribunal ter sido persuadida pela antiga companheira do líder portista a «dar um enxerto» e matar o médico Fernando Póvoas. «Era para ir dar um tratamento ao Póvoas. Limpá-lo. Matá-lo»,contou ao Tribunal de São João Novo, no Porto, a testemunha Rui Passeira, que terá desempenhado «mais ou menos» as funções de segurança de Carolina, após a separação do casal em 2006, a troco de «umas graminhas» de droga.

Num dos seis processos em julgamento Carolina Salgado é acusada de ofensa à integridade física qualificada, na forma tentada, ao médico Fernando Póvoas. Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do Futebol Clube do Porto, é arguido num dos processos, estando acusado de lhe desferir duas bofetadas a 6 de Abril de 2006.

Os restantes processos acusam Carolina Salgado de difamação a Pinto da Costa e Lourenço Pinto e de mandar incendiar os seus escritórios.

Rui Passeira relatou que levou «um martelo» para agredir Póvoas à saída do consultório deste, mas que a dado momento pressentiu que «tinha sido visto» nas traseiras do edifício onde aguardava pela sua saída, razão pela qual desistiu dos seus intentos.

«Estava nas traseiras mas fui visto», descreveu.

A testemunha referiu, também, que «ia comprar cocaína para Carolina» e que terá sido pelas «graminhas» que a arguida lhe dava que assentiu ao pedido de «dar uma martelada» a Fernando Póvoas.

«Quando disse à Carolina que não tinha dado, ela ficou nervosa», acrescentou.

Uma amiga de Carolina prestou também hoje declarações, nas quais garantiu ao tribunal que a arguida «esteve a dormir» na sua casa na noite em que terá sido incendiado o escritório de Lourenço Pinto.

O julgamento prossegue na manhã de 19 de Fevereiro, data em que será decidido se o tribunal, a pedido da defesa de Carolina, se irá deslocar à antiga morada desta na Madalena, Gaia, local onde terá sido agredida por Pinto da Costa.

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