Domingo, Maio 31, 2009
Dobradinha à moda do Porto
Personalidades
Quando um político não tem jeito para empreiteiro
Radares
Sábado, Maio 30, 2009
Milhares de professores voltaram à rua
'Sem eira nem beira' varrida da rádio
O que eles dizem (119)
Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, hoje, no JN
Sexta-feira, Maio 29, 2009
Deve ter a 4ª classe...
«A permanência dele era embaraçante.»
António Costa sobre Dias Loureiro, no Quadratura do Círculo, SIC-Notícias, ontem
Provedor já fez a mala
Moribundíssima
TG passa das marcas e numa de graxa ao José Eduardo Moniz afirma que este é que é bom, que tem uma estratégia e que por isso é que a TVI tem público. TG surpreende os leitores ao afirmar que "não dou nem um ano" à televisão da Impresa.
Será que Balsemão foi à falência? Tenho aqui no bolso um euro que posso emprestar ao Francisco...
Sondagens
Roubalheira
O homem tem pouca memória e já apagou dos arquivos da História de Portugal no mundo o que foi a "roubalheira" do PS em Macau.
Vital Moreira sabe tanto do que fala que a discursar em Évora nem sequer mostrou conhecimento das decisões tomadas por José Sócrates e Manuel Pinho. Vital anunciou que as Minas de São Domingos vão reabrir como uma medida importante deste Governo. Acontece que o homem que não tem jeito nenhum para estas coisas, deixou todos os presentes perplexos porque as minas que vão reabrir são as de Aljustrel...
Quinta-feira, Maio 28, 2009
Chulos
Até que enfim...
Nonsense
Queda socialista
Vital Moreira: a descer nas sondagens
Vítor Constâncio: a descer as escadas...
Afinal, os advogados...
Afinal, a polícia visitou uns escritórios de advogados e descobriu toda a documentação relacionada com as falcatruas, corrupção e ilegalidades referentes aos processos do BPN com Porto Rico. Diz quem viu a papelada que as prisões podiam ficar cheias...
Coimbra está parva
Era suposto entregar os sumários aos alunos. Não entrega.
Era suposto participar nas reuniões do Conselho Científico da Faculdade. Não participa.
Era suposto estar presente nas provas orais. Não está.
O professor que nada ensina, prefere andar na propaganda por um tacho melhor remunerado no Parlamento Europeu, com uma agravante: nunca mais põe os sapatos na Faculdade...
Bom exemplo, sem dúvida, de dedicação (remunerada) ao ensino...
PS - Não se esqueçam de votar em gente deste tipo para que o país avance a caminho da "bomba relógio" tal como alerta a Amnistia Internacional.
Benfica cristão
Quarta-feira, Maio 27, 2009
Boa, Michelle!

A menina bonita do ténis português está a fazer furor no torneio Roland Garros. Boa! Michelle Brito, com apenas 16 anos, eliminou a 15.ª melhor jogadora do mundo e ficou apurada esta quarta-feira para a terceira ronda do torneio.
Prós & Prós

Foi noticiado ontem pelo Hoje Macau que o programa da RTP "Prós & Contras", apresentado por Fátima Campos Ferreira, vai voltar a Macau. Desta vez a propósito da comemoração do 10º aniversário da transferência de soberania do território para a R.P. China. Agora pergunto eu: para quê? Que interesse tem vir cá mais uma vez este programa já de si tão desinteressante da primeira vez que cá esteve? Para dar protagonismo aos mesmos de sempre? Para que uns se possam dar a conhecer (outra vez) ao grande público português e os outros tenham os seus dois minutos de fama bem medidinhos? Ó mãezinha, ó tiozinho, programem o gravador que eu vou aparecer. E se o programa se chama "Prós & Contras", alguém acredita que alguém vai estar "contra" alguma coisa? Que se vão falar dos problemas de Macau e da comunidade portuguesa a residir no território? Vai ser outra vez uma ladainha sobre a perfeita integração, da convivência de culturas, e todas aquelas tretas que já entram por um ouvido e saem pelo outro. Acho bem que de vez em quando a malta lá em Portugal se lembre de Macau e venha aqui filmar isto que afinal "é muito giro", mas que para o grande público português tem o mesmo interesse que as obras da Sé de Goa. Aproveitem agora a efémera glória das câmaras de televisão, meus queridos. Uma vez de volta ao sayong, é o anonimato e a mediania.
Leocardo, in Bairro do Oriente
O ridículo mora em Lisboa
Dias pode emigrar
Sondagem que mente
O PPTAO apresentará mais uma sondagem verdadeira antes das eleições. Os nossos colaboradores já estão no terreno a compilar o inquérito. Informam-me que a sondagem será efectuada hoje, amanhã e sexta-feira. Vamos ver.
Dias e dias...
2. O caso Dias Loureiro e Joaquim Coimbra quase que ultrapassa o limite do compreensível. Loureiro é conselheiro de Estado e sempre foi um dos homens do Presidente Cavaco Silva. Joaquim Coimbra é um homem forte na nomenclatura do PSD e chegou mesmo a participar na destituição de Luís Filipe Menezes. Dois poderes que têm exercido um poder efectivo em várias frentes. Loureiro teve o desplante de ameaçar Oliveira e Costa de uma forma obsoleta "Veja lá como me trata. Quando me hostilizam eu não sou para brincadeiras". Este exemplo, é bem tradutor do tipo de gentinha que tem "mandado" nos destinos das políticas desastrosas em Portugal.
3. Abordando um tema desta gravidade, naturalmente que há matéria que salpica para o Presidente Cavaco Silva, que sempre se assumiu como grande amigo de Dias Loureiro e seus pares de negociatas. Cavaco Silva escolheu este homem para conselheiro de Estado e nunca se distanciou dele após se saber de todas as falcatruas existentes num banco onde o próprio Cavaco também depositou o seu dinheiro e onde os juros estranhamente eram mais elevados que em outras instituições bancárias. Há que chamar os bois pelos nomes e de uma vez por todas sermos sérios e exigirmos que rapidamente Oliveira e Costa deixe de estar sozinho na prisão.
Terça-feira, Maio 26, 2009
Oliveira e Costa no Parlamento (4)
Oliveira e Costa no Parlamento (3)
Há pouco tempo também o Governo fez a aquisição de máquinas que movimentam dinheiro com cartões magnéticos para os refeitórios do Estado, um processo que ainda está um pouco obscuro...
Oliveira e Costa no Parlamento (2)
Oliveira e Costa no Parlamento (1)
Já disse que nunca foi prometido o lugar de vice-presidente a Dias Loureiro.
Então, um dos dois mente...
Desânimo
50 seguidores
Parabéns!
Menina Alexandra já leva sovas
A televisão russa mostrou já uma reportagem onde se vê a mãe, possivelmente embriagada, a bater na menina com violência. Que grande justiça...
Segunda-feira, Maio 25, 2009
Para quando?
Cagança
Valentim Loureiro falava de alto. “Quantos são, quantos são?”, frase que passou a ser a sua imagem de marca.
Um dia, ficou-se a saber que alguns árbitros comiam “fruta” e apitavam com ruído de ouro. O ambiente nas hostes da nomenclatura Loureiro começou a perder fulgor e a opinião pública ficou desiludida com o dirigente político-desportivo. Frequentou tribunais, discutiu com entrevistadores, zangou-se com políticos, entrou em queda súbita.
No passado domingo, o clube de futebol de Gondomar foi despromovido para a Segunda Divisão e no Estádio do Bessa, um adepto do Boavista, com a lágrima a um canto do olho e ao ver o seu clube derrotado copiosamente pelo Sporting da Covilhã e a baixar para a mesma divisão menor, balbuciou: “Que triste espectáculo… e para que serviu no passado tanta cagança do major?!”.
Vale e Azevedo leva 11 anos
São Martinho do Porto é uma vergonha





Em pouco mais de 15 minutos de chuvas torrenciais em São Martinho do Porto a localidade ficou inundada. A população está revoltada com a edilidade pelo mau trabalho que tem sido executado no âmbito das infra-estruturas.
Uma cidadã ali residente enviou uma carta ao presidente da edilidade, a que o PPTAO teve acesso, e que reza assim:
Senhor Presidente Sapinho
Eu não o conheço.
Nunca o vi.
A minha mãe também não.
Ela até diz que nunca votou em si.
O meu pai, que diz que Portugal fica entre o País Basco e Marrocos, nunca votou.
Mas agora vão todos votar no Senhor.
E eu, quando for grande, também.
É que estamos muito contentes consigo.
Sabe porquê?
Por causa das obras que foram feitas aqui em S. Martinho.
O Senhor é muito bonzinho.
A minha avó diz que o Senhor tem um coração muito grande.
E tem.
Oferecer a cada eleitor de S. Martinho do Porto uma piscina… é muito!
Não esperávamos tanto.
O Senhor não é como os outros políticos: prometem, prometem… e não cumprem!
Não!
O Senhor nunca nos prometeu piscinas individuais, mas deu-nos!
O senhor não nos prometeu nenhuma piscina municipal… e ofereceu-nos uma piscina olímpica no Largo Vitorino Fróis e redondezas.
O Senhor Américo do Café Samar também está muito contente consigo e com as suas obras: graças a si, ele tem o único café aquático do planeta. Os clientes dele, que agora são quase todos ingleses, hoje estavam também muito felizes consigo! Graças a si e às suas obras, hoje estavam a comer sentadinhos e com a água pelos joelhos.
Também só o Senhor conseguia um sócio tão bom: o S. Pedro.
Realizam um bonito trabalho de equipa: o Senhor deu-nos as piscinas e o S. Pedro enche-as.
Obrigada pelas piscinas.
Andei tanto tempo a pedir uma piscina à minha mãe… e agora… já a tenho mesmo à porta!
Obrigada!
O Senhor é único!
As suas obras são baratas e únicas!
Quando for grande, quero ser como o Senhor!
Beijinhos da sua nova fã
Sãozinha
Domingo, Maio 24, 2009
Desafio (18)

A Paranóia das Previsões
Jorge Cabral
Somos amiúde encharcados com as mais diversas estimativas acerca do futuro. É de tal forma que a vida do País, e por conseguinte, a nossa também, parece estar pendurada numa forma de adivinhos que ora tenebrosamente, ora em tom festivo, anunciam respectivamente o Apocalipse ou a “Boa Nova”. É um autêntico carrocel de números que quando confrontados com a realidade pouco ou nada dizem, ou melhor, dizem-nos que quem os diz nunca os devia dizer e nem sequer lhe devíamos ter dado a chance de o fazer. Com efeito, como já não chegassem tais previsões, somos ainda massacrados com as correcções sistemáticas das mesmas, dado as primeiras nunca estarem certas.
Se atentarmos no que está por detrás da obtenção de tais números maquiavélicos facilmente nos apercebemos dos milhões de euros que todos os meses isso custa ao País e a enormidade de horas de trabalho inútil que representam. E para quê? Desculpem-me os génios da economia, mas eu gostaria de saber para quê? Só se for para desacreditar quem os divulga, mas até para isso são desnecessários porque tal é impossível; já não podem ser mais descredibilizados do que o que já estão.
O paradigma desta completa tontaria é o actual ministro da Agricultura. Nunca esta área esteve tão mal, mas esse senhor quando é questionado tem números que nunca mais acabam. Agricultura não há e os agricultores estão na completa miséria, o País compra no exterior, quase tudo o que consome e das pescas nem é bom falar-se, mas números e previsões não são coisas que nunca faltam. E mais ou menos, assim vai o País nas restantes áreas: - na Educação, os índices de alfabetismo mudam todos os dias e as previsões são as melhores mas quanto à Educação é o que infelizmente se sabe, os tristes casos recentes com a expressão máxima numa louca que se pretendia que ensinasse História, são bem elucidativos dos resultados com que podemos contar: - da Economia, do Trabalho e das Finanças é até melhor não dizermos nada para não estragarmos mais o dia aos nossos leitores e colegas de blogue.
Outra vertente em que esta doença é visível é na área financeira, com especial relevância para o Banco de Portugal. O seu governador (o assalariado mais bem pago do País) tem números, índices, ratios e previsões para tudo. Nada daquilo tem qualquer préstimo como se provou recentemente. Estas autênticas masturbações de números obnubilam esta gente quanto à verdade que é o país real e como consequência disso, não podem deixar de suceder as catástrofes resultantes de não se trabalhar a realidade, em prol dela e no concreto, fiscalizando, corrigindo, verificando, mas sobretudo melhorando através de uma estratégia pedagógica permanente, que tenha como objectivo único a optimização dos sistemas, das práticas, dos serviços e das instituições, sempre com vista ao bem do País como um todo.
Na realidade nada disto acontece, o batalhão de gente que engendra permanentemente estes números mentirosos e logo a seguir os que os vêm desmentir e assim por diante numa espiral de autêntica loucura, nem produzem nada que interesse ao País, nem deixam muitas das vezes que alguém o faça, porque encavalitados em pressupostos falsos, é comum desviarem-se dos rumos razoáveis que deveríamos colectivamente seguir. Não é por acaso que o País está assim.
Mas há até aspectos que se não fossem preocupantes poderiam fazer-nos rir pelo caricato que encerram. Já repararam todos que os agentes desta cabalística engrenagem quando divulgam a alteração de um cagagésimo relativamente aos seus homólogos anunciados semanas ou dias antes, o fazem com a mesma douta postura de quem nunca falha e como se estivessem a revelar os segredos da vida eterna? Com franqueza, será que esta malta se droga???
Em vez de se emaranharem em tudo isto, senhores ministros, pensem é, cada um na sua área em como fazer, NO CONCRETO, dia a dia, hora a hora, um País melhor, para que nós, que deveríamos estar na primeira linha das vossas preocupações possamos recuperar a dignidade como portugueses e a esperança de uma vez por todas esquecermos a vergonha em que nos colocaram, por sermos quase que fatalisticamente os mendigos e alvos da chacota permanente dos nossos “doadores”.
Alegre na reforma
""O caso Freeport tem tapado as políticas do engenheiro Sócrates. Quem é que fala hoje, por exemplo, nas histórias do autoritarismo de José Sócrates? Ninguém fala nisso! Quem é que fala nos resultados efectivos do Simplex? Ninguém fala! Eu podia fazer aqui uma lista que nunca mais acabava! Ninguém fala nisso e vai ser julgado por coisas que não devia ser,por não fazer mais que promessas"
"Manuel Alegre foi para a reforma e pronto. Acho muito bem, já está com idade"
"Paulo Portas é a pessoa mais mal conhecida do glossário político português. Foi diabolizado, mesmo pela imprensa moderada, o que é injustíssimo com ele. Ninguém o conhece"
"O Santana Lopes é um político dos pés à cabeça, um político nato, que é humilde e que quando perde vai para o lado onde possa ganhar. A política é a vida de Santana Lopes. Se for preciso, acaba a candidatar-se a uma junta de Freguesia"
"As pessoas não podem ser íntimas e depois contarem coisas"
Sábado, Maio 23, 2009
Importante...
Nos sites dos jornais espanhóis 'El País' e 'El Mundo' não se vê uma palavra sobre o assunto...
Belmiro arruina produtores de leite
Admiro o Sr. Belmiro de Azevedo pelo gestor que é, mas há coisas intoleráveis e que ajudam a destruir o que resta do tecido empresarial português. A Sonae tem vindo a verticalizar o seu negócio, isto é, começa a fabricar, distribuir e vender os mais variados produtos utilizando para o efeito as suas marcas próprias. Um exemplo é o leite de marca "é" que publicita a um custo de €0.39 e que compra a uma empresa alemã, mas cuja origem supõe-se ser polaca. Comprou 1 milhão de litros de leite para vender a este preço e agora temos milhares de produtores de leite nacionais ainda mais arruinados, com o preço do leite a baixar e sem saber o que fazer ao leite que produzem, simplesmente porque não o conseguem escoar e praticar os mesmos preços dos seus congéneres que o vendem a uns €0.16 contra os €0.33 dos portugueses. Nem sempre se justifica o lucro desenfreado como a Sonae e outros grupos procuram, porque isso implica destruir o pouco que ainda se vai produzindo por cá!
Já me ri hoje...
Desafio (17)

É só PARALELISMO
Jorge Cabral
Digno de um fantástico artista circense assistimos há algum tempo a um número de contorcionismo da palavra, diga-se, inigualável pelo menos em imaginação e em falta de vergonha.
No comportamento das petrolíferas a dita Autoridade para a Concorrência não conseguiu descortinar qualquer acção concertada entre as principais entre as preponderantes, nada disso! É só “paralelismo”! Que extraordinária coincidência conseguir-se algo geométrica e matematicamente tão difícil, quase impossível, sem haver conluio. Esta gente, “inventa mas nem as cogita”, como diria um saudoso meu amigo e colega de faculdade que há muito não vejo.
Na realidade eu acho que “eles” nem se apercebem das enormidades que proferem. E a piada é que a maioria dos portugueses as engolem! Tudo isto soa a delirante.
Com a ajuda de mais uma inutilidade de um dos mais inúteis ministros do actual Governo, vejam a que ponto chega o dito “PARALELISMO”. Teve o dr.Pinho a luminosa ideia de inventar uns placares que nos informam que não vale a pena alimentarmos qualquer veleidade em contornar o que as petrolíferas nos impõem. Com efeito a nossa liberdade de escolha não existe, porque mais uma vez o “PARALELISMO”, por mera coincidência, definiu preços, pasme-se, iguais. Que raio de “PARALELISMO… parece mesmo “COINCIDENTE”, mas não é, nós é que não conseguimos descortinar a diferença. A culpa foi do analfabetismo do Salazar, somos uns torpes incultos.
O que já não tem piada nenhuma é o facto das INUTILIDADES a que acima me refiro, terem custado umas largas centenas de milhares de euros que teremos que pagar sempre que formos abastecer. Quanto a isto que não haja qualquer dúvida.
Portanto, tudo quanto andámos a dizer até agora, era tudo falso (tal como o “bife” que veio dizer que o que tinha dito na gravação era tudo mentira), também nós, face à prova supra temos que confessar o nosso “lapso”.
E para mostrar com mais verdade o nosso engano temos até outro facto. Nas Caldas da Rainha os combustíveis, também por milagre do tal “PARALELISMO” são os mais baratos do país. E porquê? Por uma simples razão chamada PRIO que é a distribuidora de combustíveis do Grupo Jerónimo Martins. Com efeito, junto ao Feira Nova, naquela cidade há uma bomba que impôs às restantes marcas a necessidade de baixarem os seus preço, as quais, mais uma vez o fizeram em “PARALELISMO”, neste caso, Regional.
Ou seja, neste País, ninguém tem comportamentos que justifiquem ofender as suas “mãezinhas”. Eles não são nada disso! Também é só “PARALELISMO”.
Lusa triste
O alto responsável veio todo espicaçado informar-me que a origem da notícia era da Lusa. O tal amigo de Sócrates, que tem vindo a acumular tachos por compadrio e chantagem (à semelhança do que aconteceu em terras do Oriente), esqueceu-se que eu não sou rico para ter acordos com a Lusa, a fim de a mesma me fornecer as notícias diárias. O homem é mesmo cego...
Passagem do comentário oportuno enviado por José Martins (Banguecoque):
12 milhões de patacas
(...) Bem me recordo há 20 anos, o meu amigo João Barradas, me informou (já eu correspondente da Lusa em Bangkok) que a Lusa em Lisboa era sustentada pelo Governo de Macau e já nessa altura (segundo me disse o João) cerca de 12 milhões de patacas iam direitinhas para a sede em Lisboa. (...)
Desafio (16)

Basta!!!
Jorge Cabral
A vida da maioria dos portugueses é hoje e cada vez mais uma sucessão de sacrifícios e de temores. Pelo amanhã, pelo futuro dos seus filhos e netos, pela garantia de satisfação de necessidades elementares do quotidiano, e até pela preservação da esperança ou do que resta dela.
Não obstante, o comportamento dos políticos em geral, continua arrogante, presunçoso, incompetente e marcantemente irresponsável. É já tempo de acabarmos com esta charanga que nos consome e conduz o País a um inevitável desastre de graves consequências. Não para eles, sobretudo para os chafurdões que se têm desavergonhadamente aproveitado do poder que lhes foi confiado para desígnios totalmente opostos! Esses, quando chegar o toque da cavalaria, já estarão refastelados em qualquer praia da tropical com uma resma de serviçais em seu redor pagos pelo dinheiro que roubaram a cada um de nós, contribuintes. Nessa altura, meus amigos, seremos nós, os que agora já pagam com o seu difícil dia a dia, que terão que pagar mais uma vez.
Eu só não entendo é como esta gente deixa chegar tudo isto tão longe! Em qualquer outro País civilizado estes aldrabões de meia tigela já estariam a prestar contas a quem, sendo pago (também por nós) para isso, tem a responsabilidade de as pedir em nome do Estado. Mas aqui, é insultuoso como tudo continua como se nada acontecesse!
O exercício da política neste País está muito abaixo do inadmissível. Desde autarcas e ministros comprovadamente corruptos, a uma imensidade de idiotas irresponsáveis e aldrabões, o rosário é longo. E de pouco adiantará contentarmo-nos com os poucos bons e sérios que existem, porque na política NÃO É ADMISSÍVEL A TÍTULO ALGUM QUE EXISTA UM SÓ DESONESTO OU INDIGNO e há-os em enorme número! Estes são a razão da podridão nauseabunda a que chegámos e é deles que temos que tratar.
Já não interessa falarmos. Isso não os incomoda minimamente. O Zeca, antes fazia mossa! Pelo menos havia alguma vergonha. Hoje, bem podem os Xutos lançar letras incisivas e acutilantes, que isso mais não gera que um sorriso de desdém desses cafagestes.
É tempo da sociedade civil se organizar e terminar com esta dança escabrosa e chocante. Eles já não só “dançam no pinhal do rei” como o dizimam deixando-nos o deserto. E eu confesso… pela minha parte não me reconheço qualquer inclinação ou jeito para Tuaregue ou Bosquímane.
Rui Severino volta a ganhar em Darwin
Race - 4
CAMP QUALITY GIGGLE GALLOP-C3 1000m: 2.00 fav NIGGLE (b g 3y Danzero - Donna Dior. Trainer: R Severino) 56.5 carr 54.5 (S Hillebrand) 1, 8.00 BABY DEAN 55.5 (R Oakford) 2, 4.20 HIGHTOU 59.5 (P Shiers) 3.
Then followed: 10.00 Slick Spirit 15.00 Cullen's Shadow 31.00 Shiraz Jazz 7.00 Light Belle 4.20 Supremator 31.00 Iris Jean last. All started. 2-1/4 len, len. Time: 0:58.30. (No sect time).
Sexta-feira, Maio 22, 2009
Marinho e Pinto perdeu a cabeça com Manuela Moura Guedes
Fechem a RTP
O que não se pode admitir (nem sustentar) é que a RTP tenha uma dívida que está 94 milhões de euros acima do previsto.
O Estado já deu 1,6 mil milhões de euros à RTP desde 2002. Isto não pode continuar à nossa custa.
Não se riam (96)
Mário Lino, ministro das Obras Públicas
Rádio sem eira nem beira
Injustiça ao provedor
Fascista! Fascista! Vai-te embora!
Portas blindadas
Como é que há-de haver dinheiro para os 200 mil desempregados sem subsídio?...
Cavaco chateado
Esperemos que o Presidente puxe pelos galões e que consiga mandar arquivar a vergonha praticada pela administração (socretina?) do hospital.
Rocha Vieira em Macau
O general devia estar quietinho na Quinta do Patiño, a gozar as suas mordomias, dando umas tacadas de golfe e deixar o tempo esquecer muita porcaria...
Estranho
E por que será que nunca se fala da Sonae, onde são despedidos trabalhadores todas as semanas?...
Quinta-feira, Maio 21, 2009
Calem o homem!
Manuel Pinho, ministro da Economia, no Parlamento, no mesmo dia que foi anunciada a possibilidade da empresa Autoeuropa poder fechar.
O ministro disse precisamente a mesma coisa quando foi do caso Qimonda.
País com futuro
Não se riam (95)
José Ramos Horta, nas celebrações dos sete anos de independência de Timor-Leste
Liberdade oriental
Espiga

Hoje deve ser Dia da Espiga, disse para mim ao ver uma criança (não deve ser trabalho infantil) a vender um ramo de espigas. Comprei para matar saudades. Quando era criança, em Évora, no dia da espiga não havia aulas. Íamos todos para o campo com o farnel e passava-se um dia muito agradável. A professora já naquele tempo nos ensinava qualquer coisa sobre sexualidade mas nós não possuíamos gravadores nem tínhamos tendência para bufos...
O Dia da espiga ou Quinta-feira da espiga é celebrado no dia da Quinta-feira da Ascensão com um passeio matinal, em que se colhe espigas de vários cereais, flores campestres e raminhos de oliveira para formar um ramo, a que se chama de espiga. Segundo a tradição o ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada, e só deve ser substituído por um novo no dia da espiga do ano seguinte. As várias plantas que compõem a espiga têm um valor simbólico profano e um valor religioso. Crê-se que esta celebração tenha origem nas antigas tradições pagãs e esteja ligada à tradição dos Maios e das Maias.
O dia da espiga era também o "dia da hora" e considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não se devia trabalhar. Era chamado o dia da hora porque havia uma hora, o meio-dia, em que em que tudo parava, "as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam". Era nessa hora que se colhiam as plantas para fazer o ramo da espiga e também se colhiam as ervas medicinais. Em dias de trovoadas queimava-se um pouco da espiga no fogo da lareira para afastar os raios.
A simbologia por detrás das plantas que formam o ramo de espiga: Espiga – pão; Malmequer – ouro e prata; Papoila – amor e vida; Oliveira – azeite e paz; Videira – vinho e alegria e Alecrim – saúde e força.
A retoma
José Sócrates pôs-se a falar e logo se registaram alguns sorrisos mal disfarçados. Risos de gozo e de incredulidade, pelo simples facto de estarem a ouvir uma blasfémia. Sócrates anunciava que a crise estava a dar a volta, que via sinais positivos na economia e que a retoma vinha a caminho.
Os economistas e empresários riram-se muito para dentro, agradeceram o almoçinho em S. Bento que estava óptimo (pudera, pago por todos nós) e saíram porta fora preocupados porque aquela hora estavam a receber um SMS dizendo que a Autoeuropa poderia ir-se embora para a Eslováquia...
Cartas
Mas, o que era impensável acaba de acontecer. Um cidadão enfermeiro ao sentir-se injustiçado no local de trabalho - Hospital de S. João, Porto - escreveu ao Presidente dando-lhe conta do comportamento ignóbil que as suas chefias têm vindo a praticar para com ele e outros funcionários.
Lamentavelmente, o resultado da atitude do enfermeiro foi um processo disciplinar e uma queixa-crime por parte da administração do hospital. Se o tribunal der razão ao hospital o enfermeiro arrisca-se a ser despedido ou mesmo preso.
E o senhor Presidente não vai interceder contra esta camarilha que não gosta de ouvir as verdades e que já chegou ao cúmulo de aproveitar as férias do enfermeiro e transferi-lo de serviço sem seu conhecimento? E o senhor Presidente não vai tomar uma posição dura contra a administração do hospital, porque tudo isto aconteceu devido ao senhor Presidente ter enviado a carta do enfermeiro para o Ministério da Saúde e este para o Hospital de S. João?
Conclusão: falar mal só em casa. Há uma nova PIDE.
Quarta-feira, Maio 20, 2009
Não se riam (94)
Artur Santos Silva, ministro dos Assuntos Parlamentares, hoje
i.m@il (40)
Lembram-se do que o PS dizia do funcionamento da maioria absoluta de Cavaco Silva nos idos de 90? Pois bem, o PS ainda nem à metade de duração dessa maioria chegou e já tem os mesmos tiques. O PS não deixa ouvir Lopes da Mota, que tem o mau hábito de usar o nome dos ministros e dos primeiros-ministros junto de outros Procuradores, o PS não deixa ouvir o presidente do IEFP onde desapareceram milhares de desempregados das estatísticas. O PS não deixa... É o que eu digo: eles ainda pensam que estão em Macau...
Jorge Ferreira, in Tomar Partido
Mais armas para "boas" mãos...
Com as guerras que se têm registado no noite de Lisboa e do Porto, com mortes de seguranças e consequentes vinganças, é de prever que esta autorização do Governo venha a causar graves problemas à segurança nas cidades onde a vida nocturna é intensa.
Inteligências destas a ocupar cargos ministeriais nem servem para rifar na Feira da Ladra...
O primeiro "crime" do "i"
Terça-feira, Maio 19, 2009
O maestro Afonso Malão concedeu-me uma entrevista

“Não me molesta ver o piano banalizado. É preferível a ignorá-lo... como fazem na televisão portuguesa com os pianistas... só têm mãos, nunca têm cara...”
Na onda da Antena 1, António Cartaxo, um dos mais ilustres especialistas de música erudita, introduziu no seu programa radiofónico uma composição de um álbum constituído por fados antigos interpretados por um pianista. A minha distracção no momento não permitiu a memorização do nome do autor. A melodia e a interpretação do pianista eram soberbas, cativantes e de uma sonoridade muito peculiar. Felizmente que António Cartaxo no final da transmissão repetiu o nome do autor daquele novo álbum que tinha sido posto à venda nos escaparates. Afonso Malão entrava definitivamente na minha lista de preferências e o seu CD de “Fados para Piano”, com composições de Alexandre Rey Colaço, passou a constituir a minha oferta privilegiada a qualquer aniversariante. Quem ouve Afonso Malão fica surpreendido. Já ouvi as mais díspares definições por parte de quem o passou a escutar com atenção: “Genial”; “Intérprete fabuloso”; “um dos melhores pianistas que Portugal tem”; “Como foi possível andar tanto tempo sem conhecer este pianista” e “Vou já comprar o disco”. Entretanto, em diversas localidades há um espectáculo teatral que está a merecer os maiores encómios do público. “Os Maias no Trindade” constitui um êxito de bilheteira e Afonso Malão faz parte do elenco como compositor e intérprete. O DIABO solicitou uns minutos ao artista.
O maestro Afonso Malão está em tourné pelo país com um espectáculo que tem recebido o maior carinho das plateias por onde passa. Pode falar-nos deste espectáculo?
"Os Maias no Trindade" representaram, em resumo, uma oportunidade histórica, daquelas raras, que surgem de quando em quando, de juntar em cena Eça de Queiroz, através da sua obra maior, "Os Maias", o Teatro da Trindade e o Chiado, onde se passa parte fulcral da sua acção, num espectáculo teatral clássico, daqueles que muita da pseudo-elite intelectual portuguesa acha que já não têm nada a dizer de novo, mas que eu, e mais de trinta mil espectadores que o viram nestes breves 3 meses em que esteve em cena em Lisboa, certamente discordam. Isto sem contar com a digressão que estamos a efectuar de Norte a Sul do país, com salas esgotadas, que representa, face ao actual contexto bizarro do panorama cultural português, um feito único...
Entende que um compositor ao participar na interpretação da obra é algo de peculiar ou de estranho? Concede mais-valia ao espectáculo?
Estranha-se, mas depois entranha-se, como dizia Pessoa... O facto de ter sido dado algum destaque à personagem "Crujes" por parte de António Torrado, que adaptou o texto à cena, justifica e penso que representa uma mais-valia, sem dúvida, além de que dá um outro valor à música de cena e à figura do compositor, tantas vezes injustamente relegada para segundo plano nas produções teatrais nacionais.
Quais os compositores que mais admira?
Beethoven, em destaque absoluto. Depois, várias correntes criativas musicais, como a escola russa do final do Século Dezanove, a segunda escola de Viena no início do Século Vinte, a música americana do início do Século Vinte, as correntes electrónicas alemãs do pós Segunda Guerra (Berlim; Dusseldorf), a corrente da electro-pop de Manchester no início dos anos 80, e, entre outras, esta fase em que vivemos do Net-Boom, e onde floresce criatividade sem barreiras e limites a cada segundo.
Acha que as escolas portuguesas têm cumprido a missão de fomentar nas crianças o gosto pela música?
Não sei... como fui despedido da Escola Superior de Música de Lisboa, em 2003, onde dei 17 dos melhores anos da minha vida, depois de ter tido, enquanto aluno, médias de curso históricas, sem sequer uma justificação ou uma palavra, quer de colegas, quer de antigos professores, passei a tomar um gosto muito especial pelo auto-didatismo como modelo ideal de formação na música....
Que políticas deviam ser implementadas para divulgar a música clássica em Portugal?
Gostar de música não é uma política, é uma necessidade e uma vontade. Quando tudo existe é simples; basta ir à procura dos que a fazem, analisar as suas propostas, OUVI-LAS, e seguir o processo logístico que conduz o artista à sala de espectáculos para tocar e o público para o ouvir. Quando não se gosta, como é o caso português, há que recorrer a nomes sonantes que accionem o processo da vaidade e da facilidade de ir a um encontro social. Muito do público que vai a concertos não vai ouvir, vai ver o artista x ou y. Por vaidade, para se mostrar... o Eça já falava disto em 1870. Esta mentalidade está enraizada na nossa cultura há muito. Só com um "Plano Nacional de Psicanálise" talvez isto se resolva...
Sendo assim, pergunto-lhe que agulhas deveriam ser mudadas no Ministério da Cultura para que muitos músicos não andassem a mendigar um qualquer apoio para o seu trabalho?
O Ministério da Cultura pode ser associado a um velho gira-discos, daqueles de correia já lassa, que custam a arrancar, fruto de mau uso, com problemas de estabilidade, condição essencial para o seu funcionamento, e com uma agulha já romba. Para já, mudaria a agulha para uma de boa qualidade, daquelas que usam os DJ de scratch, preparadas para girar discos em todas as direcções e velocidades, com elevado índice de resistência. Depois, trocava a velha correia por um sistema de tracção directa, muito mais eficaz no arranque, e na velocidade de resposta. Finalmente, ouvia os lados B dos discos, pois é aí que se descobrem verdadeiras pérolas da criação musical, que fugiram às tendências da moda impostas pelo sistema, que tanto contribuíram para a falência do mercado.
Alguma vez já pediu apoios oficiais?
Ao Ministério da Cultura, nunca. Passo a explicar: o processo de candidatura a apoios do Ministério da Cultura é tão, tão complexo para mim que, de todas as vezes que tentei, fiquei com a sensação semelhante à dos analfabetos que, ao terem necessidade de renovar o Bilhete de Identidade se viam obrigados a recorrer aos "serviços" dos profissionais do preenchimento de certidões que faziam disso vida à porta do Registo de Identificação. Sei que alguns profissionais se "especializaram" na arte de bem preencher formulários de pedido de apoio ministerial, a troco de uma percentagem do valor obtido, conseguindo malabaristicamente contornar toda a panóplia de items, nomeadamente de índole estatística, logo, fácil de vilependiar, que constam de tais formulários. Ainda não consegui arranjar coragem para entrar nesse esquema. Lamento... Os meus apoios têm chegado essencialmente da Cooperativa de Gestão dos Direitos dos Artistas (GDA), nomeadamente uma bolsa de estudo para aperfeiçoamento de técnicas de produção no âmbito da música electrónica, em Madrid, para onde irei em Novembro próximo. Face ao processo sério, descomplicado e fácil com que a GDA trata estes apoios, e face à sua eficácia, penso que o Ministério teria muito a aprender em "copiar" e aplicar esta fórmula.... ou talvez seja melhor deixar estar como está...
Viremos a agulha. Um músico da sua craveira recebe normalmente inspiração para as obras musicais de que fontes?
De preferência de fontes que não sejam imediatamente identificadas nas obras que compõe. Tal como nas cartas, há que baralhar bem o baralho após cada jogo...
Como pianista já recebeu convites do estrangeiro?
Só para jantar fora... (risos) agora a sério, tenho tocado várias vezes fora de Portugal, mas sempre com projectos portugueses.
Quando se diz que ‘o piano é a alma da música’, quer comentar?
Quero. O piano, tal como a harpa, com a qual tem similaridades ao nível da construção basista, tem como base uma espécie de harpa, concretamente duas entrecruzadas, cujas cordas são percutidas por martelos que são accionados pelas teclas. O piano abrange a maior gama de frequências obtidas por um só instrumento musical: uma gama que vai dos 27Hz até aos 4100Hz. Na prática esta gama abrange praticamente todo o espectro sonoro na qual se insere grande parte da música que ouvimos, nomeadamente, o espectro sonoro de uma orquestra sinfónica e do coro. Porém, a harpa é bastante limitada ao nível da dinâmica (variação do volume de som) ao contrário do piano, que possibilita, quer através do sistema de martelos (accionados pelas teclas), quer pelos pedais, quer pelo próprio teclado, uma infinita possibilidade de expressão musical, que fazem dele o mais completo, versátil, e excelente instrumento inventado até hoje, daí fazer todo o sentido essa expressão.
O seu disco de fados antigos vislumbrou-me. Como apareceu esse projecto?
Apenas tinha tocado os fados inseridos em projectos de teatro. Com o tempo foram-me convencendo de que talvez fizesse sentido gravá-los e tocá-los em recital. Fui sendo lentamente convencido disso... e pronto, acabei por gravar.
Quem ouve as composições que escolheu de Alexandre Rey Colaço lamenta que não existam mais álbuns no mercado de sua autoria. Vai editar mais discos?
Gostava de acreditar que terei algo a dizer em música que mereça ser gravado. Sou, por defeito, um crente difícil de converter relativamente à minha própria fé musical.
Quem deveria apoiar os compositores na edição de novos álbuns?
No meu caso, eu próprio... ao acreditar que vale a pena editar o que toco e componho.
Em Portugal existem algumas salas de espectáculos onde o piano proporciona boa audição. Quais as suas preferidas?
Neste momento, tenho muito prazer em dizer que existem salas muito boas... Na actual digressão de "Os Maias no Trindade" tenho vindo a descobrir por este país fora salas com muito boas condições. O Centro Cultural das Caldas, nas Caldas da Rainha, onde actuei recentemente, usufrui de condições excepcionais, quer acústicas, técnicas, com dois pianos Steinway & Sons, um B (meia cauda) e um D (concerto) fabulosos, e um staff técnico de apoio muito profissional e caloroso, que fazem com que um artista não queira sair mais de lá.
Onde gostou mais de actuar ao longo da sua carreira?
Felizmente essa pergunta é difícil de responder. São já algumas salas por este país e por esse mundo fora que me deram muito prazer em tocar, quer pelo espaço em si, quer pelos projectos envolvidos, e que me ajudam, pelas boas memórias que me trazem, a superar os momentos em que eu duvido da decisão de me ter envolvido nesta área. Desde o Teatro D. Maria II, em Lisboa, o Teatro S. João, no Porto, recentemente o CCC, nas Caldas, até à Brahmsalle, da Musikverein de Viena, ou da Alte Oper de Frankfurt, tenho gostado de tocar por aí...
Como comenta a seguinte expressão divuldada por muitos amantes do piano: "Os pianistas são seres humanos de outro planeta, de uma concentração ímpar, de uma cultura invulgar e de uma dedicação imparável à causa"?
(Risos) Acho que se enganou no número quando me ligou... Confundiu-me com outra pessoa... Agora a sério, gostaria de me rever nesse mito pós-romântico, mas sinto-me um "tipo" absolutamente normal, principalmente quando a primeira coisa em que penso quando acordo é em tomar um café, comer um pastel de nata e fumar um cigarro...
O que achou das sessões contínuas de piano no Centro Cultural de Belém? Promovem ou banalizam o piano?
Acho que fazer algo é sempre bom. Mesmo que não haja lugar para mim, como tem sido o caso. Não me molesta ver o piano banalizado. É preferível a ignorá-lo... como fazem na televisão portuguesa com os pianistas... só têm mãos, nunca têm cara...
Qual o seu sonho como pianista que estará por realizar?
Acreditar que toco o suficiente às pessoas de forma a que elas sintam valer a pena gastar o seu dinheiro num bilhete para me verem e me ouvirem...
Os leitores deste jornal podem ficar a saber alguma coisa sobre os seus gostos pessoais?
Por que não? Um pianista é um ser igual aos outros.
O que mais gosta de Teatro?
Actualmente, gosto de "Teatro Puro"... texto, actores, pensamento...
Televisão...
Da actual produção televisiva portuguesa aprecio particularmente os aparelhos desligados. Acho os actuais LCD especialmente belos como objectos de design e decoração por si só. Abro uma excepção para a "Câmara Clara", na RTP2; o canal "Mezzo" representa um conceito de ecletismo televisivo fantástico. Espero que um dia não seja retirado do cabo por suposta falta de quorum de audiência televisiva. No entanto, gosto mais de rádio. Antena 1, 2 e 3. Além disso, penso que "You Tube killed the tv star"...
"1001 filmes que deve ver antes de morrer"...
Todos os que consigo ver, o que por si só gera grandes dúvidas, problemas de escolha e autênticos ataques de esquizofrenia; actualmente, históricos da sci-fi e todos os que ficaram marcados pelo sound design e pelas bandas sonoras.
Livros...
Eça de Queiroz, toda a obra... e livros técnicos de som, informática e análise e história dos estilos musicais...
Gosta de futebol?
Inglês, inglês, inglês, depois espanhol... porque adoro, e porque, vá-se lá saber porquê, sou benfiquista. Pronto.
Touradas?
Só a do Fernando Tordo e José Carlos Ary dos Santos... porque além da música, aquele génio do Ary conseguiu convencer a censura que o tema da "Tourada" era mesmo sobre a tourada... Grande par aquele...
Viagens?
Normalmente associadas a trabalho; digressões, etc. Acho que representam um dos principais objectivos de ter abraçado esta actividade, que às vezes se assemelha a uma profissão...
Instrumentos musicais?
Teclas, teclas, botões, potenciómetros, efeitos. Pianos e sintetizadores, computadores e afins...
Campo ou praia?
Cidade...
Culinária?
Faço um enorme esforço para não gostar, mas confesso que não resisto à pura gastronomia portuguesa e espanhola... Como preciso perder peso, talvez emigrar para bem longe da península.
Vinhos?
Tinto! Quinta do Alcube, Azeitão, 2005.
Automóveis, aviões, barcos ou comboios?
Citrôen 2 CV 6, Série Mercedes 75/85, modelos TD 300 W123 e 300 SL cabrio. Dos actuais o Smart Four two representa um conceito fabuloso de design e civilidade. Gosto do novo VW Scirocco. Acho que gosto mais de carros... embora adore viajar de combóio. O avião, hoje em dia, por necessidade. Barcos, só pelo prazer da companhia a que estão normalmente associados.
©João Severino, in O Diabo, 19.05.09
Bufaria
Para esta definição o nosso 'Globo de Ouro' do ano.
Ei-los:
Bufo pé de cabra- Actua normalmente nos locais de trabalho. Insinua-se junto do chefe e quando percebe que um colega vai ser nomeado para um lugar importante, inicia o processo de destruição. Põe a circular notícias falsas sobre o visado ou deixa cair junto do chefe alusões a factos da sua vida pessoal.
Bufo profissional- Vive do mexerico. A sua frase preferida: “Eh pá, se eu fosse jornalista tinha muitas coisas para contar sobre aquele tipo”. Há quem lhes dê muita importância e goza de popularidade por estar sempre a par das últimas fofocas. Normalmente, o que tem para revelar é falso ou não vale um caracol, mas é disso que se alimenta.
Bufo-osga- É um sedutor. Faz amizades facilmente. Procura cultivar a amizade de jornalistas e pessoas influentes, insinuando-se com uma ou duas histórias verdadeiras. Ganha a confiança, a falta de material atractivo leva-o a inventar histórias. Quando percebe que já não tem crédito, procura outro hospedeiro. Tanto pode ser outro jornalista, como uma pessoa influente, ou do “jet-set”, disposta a fornecer-lhe novas histórias que depois utiliza para se insinuar junto de outro jonalista.
Bufo-oportunista- É o maior inimigo dos locais de trabalho. Não faz nenhum. Anda sempre à espreita, para saber o que corre mal. Assim que obtém informação suficiente, mesmo sabendo que o assunto já está resolvido, lança a notícia cá para fora. O último ataque deste exemplar foi detectado hoje. Ia a sair do IEFP.
Bufo-saudosista- Vive no tempo do Estado Novo. É um agente da PIDE falhado. Se pudesse, escreveria no BI - Profissão: delator. Prolifera nos partidos políticos, mas mais nuns que noutros.
Bufo de sacristia- Resulta do cruzamento do bufo-osga com o oportunista. Videirinho, procura passar despercebido, mas está sempre atento a tudo o que se passa à sua volta. Recolhe um conjunto de elementos que parecem encaixar e passa a informação para os jornais. Gosta de viver em tribunais.
Bufo - cordeiro- Dizem-me que vive na madeira e é uma espécie de bicho do caruncho. Só denuncia quando a vítima está longe. Assim que ele se aproxima, torna-se um cordeiro. Dizem que está em vias de extinção, mas eu não acredito.
Sondagem PPTAO (9)
PSD à frente pela primeira vez
Sempre pequena mas boa, a nossa equipa de sondagens realizou mais um inquérito nos dias 13, 14 e 15 deste mês de Maio. Tal como anteriormente, obtivemos informação recolhida por via telefónica e por abordagem pessoal que abrangeu as cidades de Lisboa, Porto, Coimbra, Setúbal, Faro, Portimão, Évora, Fundão, Guarda, Aveiro, Chaves e Braga. Contámos com 12 profissionais, que trabalham em duas empresas de sondagens, para produzir este trabalho sem qualquer encargo financeiro. Tivemos também três colaboradores para as abordagens de rua em Lisboa, Porto e Coimbra.
Foram contactadas 278 pessoas, potenciais eleitores. Perguntou-se apenas qual o sentido de voto para as eleições europeias.
Inquiridos que vão votar nos partidos políticos:
PSD - 37,9%
PS - 36,4%
BE - 10,7%
PCP - 7,3%
CDS/PP - 4,8%
Outros - 2,9%
No total dos inquiridos:
Voto em Branco - 9,4%
Não Votam - 16,2%
Nota: Sem pretensões. Vale o que vale.
Orgias na aula
Os alunos devem estar numa orgia...



















