TIMOR (I)
> Em 1970 desembarquei em Díli, capital da Província de Timor, a tal ilha para onde se deportavam os políticos inimigos do regime. Após uma viagem de quase dois meses circundando a costa africana e atravessando o Oceano Índico, o navio 'Timor' com centenas de militares [vestidos à civil não fosse o diabo "inventar" que iam ali militares...] a bordo e comandados pelo capitão Salavessa da Costa, chegámos a Díli sob um calor tórrido e húmido, quase insuportável. Metade da "carga" militar destinava-se a Macau e a outra metade a Timor português. O meu destino era Ermera, uma localidade na montanha timorense, na zona das plantações de café, onde deveria render um camarada artilheiro que tinha sido evacuado em estado lastimável. Contudo, as minhas qualidades para servir na rádio e no jornal militares concederam-me o dom de ficar pela capital, diga-se, à boa vida.
Após ter sido colocado no Quarte-General e ter iniciado os primeiros passos por uma terra tão estranha quanto cativante, apercebi-me que a reputação dos militares andava muito por baixo. O que tinha acontecido ultrapassava o limite do risível em absoluta simbiose com uma falta vergonhosa de seriedade e de princípios militares. O falatório advia, em causa-efeito, de um facto lamentável que tinha passado impune.
O Destacamento de Serviço de Material tinha proposto ao Comandante Militar que se efectuasse uma nova aquisição de jipes, unimogues, carrinhas, escavadoras, camiões GMC e respectivos sobressalentes. Enfim, uma fortuna incalculável em material novo a distribuir pela Província. Como o Comandante Militar era uma personalidade recentemente chegada ao território e tendo estranhado a pretensão de adquirir-se uma tão avultada encomenda de material novo vinda de Lisboa, indagou a razão pela qual o material velho tinha sido abatido à carga. Resposta: destruído pela formiga branca...
Eu não acredito(2)
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Que o deputado do BE eleito pelo Porto, João Semedo, reduza *isto* a *“um
espectáculo comercial que não merece tanto alarido”. *
Se ele não sabe que, pa...
Há 39 minutos




3 pauladas:
Em boa hora foi tomada a decisao de ficares em Dili, onde o teu potencial radiofonico e jornalistico se sobressaiu.
A formiga branca de Timor, tinha as costas largas!
eheheheheheheheh
Ze da Labia
O "ORIENTE EXÓTICO" abriu novas fronteiras na rádio timorense.
Bons discos vindos expressamente de Lisboa, bom conteúdo... enfim uma nova forma de fazer rádio.
Ahh "ganda" João!
Um abração.
O 'Oriente Exótico' e o 'VÍRGULA' com o Mário Casquilho, o autor do Museu do Sporting, uma obra-prima que merece ser vista na Alvaláxia.
Grande abraço Gi-Gi-Bó
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