> O presidente da Mota-Engil, Antonio Mota, empresa de construção que ganhou há um ano a concessão da auto-estrada do Douro Interior, avisou ontem na SIC Notícias que as obras em curso poderão parar dentro de um mês. E um pedido de indmenização ao Estado também está a ser ponderado.
"O que é preocupante, não só para os construtores mas para o país, é que este visto venha um ano depois do contrato ter sido adjudicado. Nós já investimos naquela concessão 100 milhões de euros. Face a esta recusa, quando este montante acabar, acabam-se as obras", afirmou o presidente da empresa, no programa 'Negócios da Semana', da SIC Notícias. Instado a clarificar quanto tempo mais poderá durar esse investimento, António Mota respondeu: "Dá para um mês. não dá para mais do que isso". Actualmente estão no terreno 950 postos de trabalho. E no próximo ano seriam necessários mais 1500 trabalhadores. E, no caso do chumbo se mantiver, o pedido de indemnização ao Estado é inevitável.
O presidente da Mota-Engil resguardou-se, alegando não ser jurista, mas não se resistiu em considerar que no caso dos contratos de subconcessão, como aquele que assinou a Mota-Engil no caso da Douro Interior, o Tribunal de Contas não tem de fazer fiscalização prévia.
"Estes modelos de PPP [parceria pública-privada] tem a ver com o modelo de financiamento do sector rodoviário, e com a gestão que foi entregue à Estradas de Portugal. Na altura foi tudo aprovado, em Assembleia da República, e definido que os contratos seriam feitos assim. Vir um ano depois, e dizer que é preciso andar tudo para trás... não faz grande sentido", afirmou.
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1 pauladas:
Será assim tão dificil identificar e punir exemplarmente o(s) responsável(eis) por esta tão vergonhosa e gravíssima vilanagem, feita com o dinheiro dos pobres contribuintes deste País. Digo pobres pelo simples facto dos ricos se eximirem, na sua grande maioria, aos seus deveres fiscais.
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