Destacam-se Shirin, do cineasta iraniano Abbas Kiarostami, Letters to the President, de Petr Lom, e ainda No One Knows About Persian Cats, de Bahman Ghobadi, um documentário sobre a cena indie-rock de Teerão.
Do cinema documental premiado no estrangeiro, a organização escolheu, por exemplo, The Fortress, de Fernand Melgar, Grande Prémio de Locarno em 2008, Below Sea Level, de Gianfranco Rosi, premiada em Veneza e no Cinéma du Réel, Boris Ryzhy, de Aliona van der Horst, prémio Silver Woolf, no Festival Internacional de Amesterdão.
O realizador lituano Jo
nas Mekas, apresentado pelo DocLisboa como «uma lenda viva do cinema», estará em Lisboa para uma retrospectiva da sua obra.Mekas, de 87 anos e radicado nos Estados Unidos, apresentará alguns dos seus filmes do cinema vanguardista norte-americano, entre os quais os recentes Lithuania an the collapse of the USSR e An american film director at work: Martin Scorcese, feitos este ano.
Outro dos destaques é a presença em Lisboa do realizador francês Nicolas Philibert, que apresentará, em estreia europeia, o filme Nenette e estará três semanas na capital para um atelier de realização com 15 jovens realizadores.
Pela primeira vez haverá um ciclo dedicado ao futebol e outro às histórias de amor, habitualmente retratadas na ficção, mas que também existem no cinema documental.
Haverá ainda uma pequena homenagem à bailarina e coreógrafa alemã Pina Bausch, que morreu este ano, com a exibição de três filmes, entre os quais Lissabon Wuppertal Lisboa, de Fernando Lopes.
Quanto aos filmes portugueses, Sérgio Tréfaut, director do DocLisboa, declarou ser este «o ano de maior maturidade no documentário português».
Foram seleccionados 19 filmes para a competição de curtas e longas-metragens, entre as quais se contam documentários como Com que voz, de Nicholas Oulmain, sobre o pai, o compositor de fados Alan Oulmain, Bobby Cassidy, de Bruno de Almeida, sobre aquele pugilista norte-americano, e Dundo, memória colonial, de Diana Andringa, sobre a localidade angolana onde a realizadora nasceu.
Este ano, a secção de competição internacional apresenta-se remodelada, dividindo-se em três categorias: longas-metragens (mais de 60 minutos), médias (entre 30 e 60) e curtas (menos de 30 minutos).
Além do prémio para a melhor longa-metragem, haverá ainda um prémio para uma curta e um prémio para uma média, com júris diferentes.






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