Em declarações aos jornalistas na sede do CDS-PP, Nuno Melo frisou que com o último despacho do Governo, que autoriza o BPN a financiar-se até mil milhões de euros com recurso à emissão de papel comercial com garantia do Estado, «já vamos em três mil milhões».
O eurodeputado defendeu que o ministro deve clarificar aqueles valores até ao dia 12 de Novembro, data limite para o ministério das Finanças entregar na Assembleia da República o relatório semestral com o balanço de todas as garantias prestadas pelo Estado aos bancos.
Nuno Melo, que representou o CDS-PP na comissão parlamentar de inquérito ao caso BPN, destacou que «antes da nacionalização acontecer, há um parecer do Banco de Portugal que refere pouco mais de 400 milhões de euros de custo para os contribuintes».
«Depois disso, na defesa da nacionalização, o ministro Teixeira dos Santos garantiu que seriam 700 milhões. O governador do banco de Portugal na Assembleia da República garantiu que seriam menos de mil milhões. (…) A verdade é que para efeitos de aval do Estado já vamos em 3 mil milhões», disse.
De acordo com um despacho publicado terça-feira em Diário da República, o Banco Português de Negócios já pode financiar-se até mil milhões de euros com recurso à emissão de papel comercial, com garantia do Estado.
A operação foi organizada pela Caixa Geral de Depósitos destina-se a «assegurar o financiamento de todas as necessidades de tesouraria do BPN decorrentes das responsabilidades pecuniárias assumidas» pela CGD, na sequência da nacionalização, e a garantir «o desenvolvimento da actividade bancária normal do BPN».






1 pauladas:
Depois admiram-se do défice público!
A "salvação" do BPN foi uma atitude miserável e sem qualquer racionalidade económica.
O BPN era um banco sem prestígio, alicerçado em notórios conúbios políticos e cuja falência não traria grande perturbação ao mercado financeiro nacional. Assegurando-se (ou até aumentando) aquilo que a lei garante aos depositantes, estava a situação controlada.
Alguma vez iria haver corrida aos bancos para levantar dinheiro se aquela chafarica manhosa fechasse? Aquele antro de cavaquistas reformados e de socialistas discretos (que lá andavam a coberto da fachada de outras instituições controladas pela SLN) colocaria em causa assim tantos credores ao ponto de o sistema financeiro nacional ter um colapso?
Não me parece. E a verdade é que o BPP já não mereceu este tratamento VIP.
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