
Carta Aberta a José Ramos Horta
Caro José
Conhecemo-nos em Díli em 1971 quando sonhaste ser jornalista e aprendias qualquer coisa no sentido de escrevinhares umas espécies de notícias para a RTP e para o jornal local "A Voz de Timor". Soube que o teu nome deveria ser respeitado porque descendias de alguém que merecia a maior consideração pelo seu passado de lutador anti-fascista e deportado político.
Estranhei os teus escritos de louvor aos governadores colonialistas bem como as ladainhas [a bordo do helicóptero do general Kaulza de Arriaga] em Moçambique, fazendo sobressair a acção das Forças Armadas portuguesas contra os "terroristas" da Frelimo.
Estranhei que após o 25 de Abril em Portugal te tivesses transformado em militante activo pró-independentista quando no passado em nada tinhas colaborado com o Movimento Revolucionário para a Libertação de Timor (MORELTI).
Estranhei que tivesses transformado uma Associação Social-Democrata (ASDT) numa frente comunista (FRETILIN).
Estranhei em 1975 que o presidente Nicolau Lobato tivesse manifestado na minha casa de Lisboa uma total falta de confiança em ti.
Estranhei que tivesses ido a Jakarta como representante da FRETILIN e tivesses permitido que a secreta indonésia te fotografasse na companhia do Alarico Fernandes (tenho essa foto) no gabinete do general Ali Muortopo, chefe das Forças Armadas indonésias, a receber um embrulho contendo alegadamente notas de dólares americanos.
Estranhei que tivesses sido dos poucos dirigentes da FRETILIN a ser avisado da invasão militar indonésia de 1975.
Estranhei que na Austrália tivesses passado de um cidadão normal, acessível, humilde, trabalhador, [nos tempos em que jogavamos ténis e passavas o Natal em minha casa], para um "doutor" que emprestava dinheiros a juros e viajava pelo mundo a fim de recolher os donativos dirigidos à resistência timorense.
Estranhei que o Comité do Prémio Nobel, quando pensou no bispo Ximenes Belo para laureado, tivesse sido pressionado pelo lobi indonésio para introduzir também o teu nome.
Estranhei que após a independência de Timor-Leste te tivesses transformado num interesseiro político traindo tudo e todos.
Não estranhei que quisesses ser ministro dos Negócios Estrangeiros, primeiro-ministro e Presidente da República porque já sabia há muitos anos que essa era a tua grande ambição.
Estranhei que tivesses deixado matar o major Alfredo Reinado que já te tinha salvo a vida.
Não estranhei que existisse alguém em Timor-Leste interessado em dar-te um tiro através de um atentado logo que qualquer confusão o permitisse.
Não estranhei que continuasses a ter a maioria dos jornalistas das capitais deste mundo bem domesticada para a divulgação da tua promoção pessoal e política.
Mas estranhei muito, muitíssimo, abrir o blogue TIMOR LOROSAE NAÇÃO e verificar que o tal "senhor Ferreira de Wollongong, Austrália" serviu, e serve, para denegrir, desmantelar e destruir todo o teu trabalho e ambição que semeaste durante mais de duas décadas.
Já tinha ficado zangado contigo quando me cobraste juros indecentes e vergonhosos sobre um pequeno empréstimo pessoal que te solicitei. Mas nunca imaginei ter que escrever estas linhas para simplesmente te dizer que és um parvo, ambicioso, vaidoso e complexado a quem o dinheiro conspurcou uma mente sadia e que, por tudo isso, te deixaste cair no abismo do ridículo e da sem vergonha como o demonstra a fotomontagem aqui reproduzida.
Sem abraço e sem cumprimentos
João Severino
24.10.2009






11 pauladas:
bem escrito o gajo merece que haja alguem que lhe diga as verdades duras e cruas
Na mouche oh Joao!
Maubere Loronsae
Oh Ze agarra o tacho
Oh Ze agarra-o bem
Depois de bem agarrado o tacho
Olha Ze, fica-te bem
Atirei o Pau ao Ze, Ze, Ze
Mas o Ze, nao se se envergonha
Ele e como a mosca tse tse
Tem uma ganda carentonha
D. Ana, na, na, na
Nao, nao se admirou, rou, rou
Escorregou na casca banana, na na
E o tacho aceitou, tou ,tou
Ze da Labia
Parabens caro Joao por este texto tao elucidativo corajoso e contundente para com um crapula que ha muito o mundo ja devia conhecer a sua verdadeira face. Em Timor-Leste esperamos pelo dia em que este fulano desapareca do mapa.
Saudacoes do Mau Soco
Aquele Abraço, meu caro João!
Ora João! ele também pertence ao gang da aventalada!
Caro Joao Severino
Alguem tinha feito a traducao para Ingles
TO WHAT YOU HAVE REACHED JOSÉ
By João Severino
Open letter to José Ramos Horta
Dear José
We knew each other in Dili since 1971 when you have dreamed in being a journalist and had learnt anything to write a few species of news for RTP and for the local newspaper "Voice of East Timor”. I knew that your name should be respected because you were descendent from someone who deserved the highest consideration by its past, a deported political and anti-fascist fighter.
Surprised me very much about your writings of praise to colonial governors as well as the wishful thinking [on board of the General Kaulza de Arriaga helicopter] in Mozambique, making highlights the work of the Portuguese against the armed forces "terrorists" liberation struggle.
Surprised me very much that after the 25 April 1974 in Portugal you had changed into proactive asset militant independentist plan when nothing you had cooperated in the past with the revolutionary movement for the liberation of East Timor (MORELTI).
Surprised me very much that had transformed an Social Democrat Association (ASDT) to “Communist” front (FRETILIN).
Surprised me very much that in 1975 the President Nicolau Lobato had expressed in my house in Lisbon a total lack of confidence on you.
Surprised me very much that you had travelled to Jakarta as Fretilin representative and had allowed the Indonesian secret agents to took photos in the company of Alarico Fernandes (I got this photo) and also in the cabinet of General Ali Muortopo, Head of the Indonesian Armed Forces to receive a package containing allegedly notes of American dollars.
Surprised me very much that only few FRETILIN leadership had been advised of the Indonesian military invasion of 1975.
Surprised me very much that in Australia had past as normal citizen, accessible, humble, worker, [that we played tennis and spent Christmas in my house] for a "doctor" that lent money in interest funds for travelling the world in order to collect donations addressed to the East Timorese resistance.
Surprised me very much that the Nobel Prize Committee, when the Bishop Ximenes Belo was thought to be laureate for it, they had been pressed by Indonesian lobby to add also your name.
Surprised me very much that after the independence of East Timor you had transformed only for own political interest, betraying everything and everyone.
It didn’t surprise me that you wanted to be Minister for Foreign Affairs, Prime Minister and President of the Republic because I already knew for many years that this was your great ambition.
Surprised me very much that you had left to kill Major Alfredo Reinaldo that ever had saved your life.
It didn’t surprise me who existed someone in Timor-Leste interested in give you a shot through an attack as soon as any confusion.
It didn’t surprise me in continuing to have most of the journalists of capital of the world well domesticated to disclosure of your personal promotion and politics.
But very, very, surprised me very much, when I opened the blog TIMOR LOROSAE NACÃO and check that the "Mr Guerreiro of Wollongong, Australia" served, and serves to denigrate, dismantle and destroy all your work and ambition that you grew for more than two decades.
I was upset already with you when you asked a shameful and indecent interest about a small personal loan that I borrowed.
But I never imagined in having to write these lines to simply say that you're a stupid, ambitious, arrogant and complexed to whom the money polluted a healthy mind and, thus, you let to fall into the abyss of ridiculous and without shame it is here reproduced.
Without hug and without compliments
João Severino
Note: João Severino Journalist and Blog Founder “Jornal Pau Para Toda A Obra”
João:
Mais um que foi desmascarado, aos poucos, a verdade, vem sempre ao de cima.
Parabéns, pelo teu texto e por favor, não ligues, aos insultos que virão já de seguida.
Há imagens que se colam aos corpos, como se todos os dias fossem dias de canícula daqueles que nos colam a roupa ao corpo. Mas também há outros dias onde parece soprar uma brisa, que nos descola o que se nos agarrou ao corpo, atirando-se-nos brutalmente à venta.
E é nesses dias que valorizamos intensamente os nossos fiéis animais de estimação que não tínhamos tomado for granted.
Desculpem la mas a traducao para o Ingles esta muito pobre e deturpa o que esta escrito em Portugues!
Mas afinal senhores, nao eram os dois Joses, o Horta e o Gusmao dois grandes parasitas la em Dili antes do 25/4/1974? Eram e continuam a ser a diferenca agora e que estao parasitando o que pertence a todos os Timorenses!
Meus Caros,
Isto tudo é profundamente lamentável e mostra bem o estofo e o pérfido perfil da maioria dos políticos deste "Mundozito". Não é por acaso que no global, nos encontramos no estado em que estamos. Há biliões de biliões de actos diários de semelhantes nossos, que se traduzem por sacrifícios com que milhões de nós têm (ou temos) que suportar no seu (nosso) dia a dia, para que sanguessugas como este homúnculo, vinguem e prossigam nas suas sendas tenebrosas com que premeiam as suas existências.
Num Mundo "organizado", com Polícias de todo o tipo e feitio, (até daquelas que para acompanharem um padre, velhinho, se encapuçam e nem percebem a vergonha que isso é), com Justiças tortuosas, esmiuçantes e que a quase nada conduzem, com CIAs e agências de informação de todas as formas e feitios, fica-nos a certeza que tudo isto é um cenário que está montado de molde que estes crápulas existam, persistam e progridam.
Mas, para além de toda esta chocante panóplia de inversões, para acabar com qualquer veleidade que tenhamos de que o Mundo está bem e que a evolução que a nossa espécie verifica é tranquilizadora, aconteceu o facto de um pilantra destes ser agraciado com o "Prémio Nobel". Coitado do seu promotor. Tenho muita pena de Alfred Nobel por isto acontecer e só me resta acoitar-me na convicção de que não há vida para além da morte, para afastar o receio da tremenda angústia que ele naturalmente sentiria ao constatar, quão deploravelmente deturpados haviam sido os seus propósitos.
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