
O NOSSO DINHEIRO DÁ PARA TUDO
Autódromo de Portimão Sem dinheiro não há palhaços
> A Parkalgar, empresa que gere com dinheiros da Câmara de Portimão, com o dinheiro dos portugueses e de outras origens o autódromo de Portimão, começou arrogantemente por anunciar que iria ter no Algarve este e o outro mundo das corridas motorizadas. Afinal, a montanha está prestes a parir um rato, se já não o pariu. Quando a arrogância não faz bem as contas qualquer projecto pode descambar em falência.
Na edição de hoje do 'Diário de Notícias' lê-se que Bernie Ecclestone ameaçou não autorizar a realização das duas provas do campeonato GP2 Series no Autódromo do Algarve, em Portimão, que decorreram entre os dias 18 e 20 deste mês. A intenção do presidente da Fórmula One Management (FOM) surgiu devido ao incumprimento do pagamento por parte da Parkalgar, que gere o autódromo de Portimão, de 6,2 milhões de euros.
A situação acabou por ser desbloqueada com a intervenção do Governo que, segundo soube o DN, incumbiu o Turismo de Portugal e uma outra entidade com tutela pública do pagamento da dívida. Foi evitado, deste modo, o cancelamento das duas corridas da edição portuguesa da GP 2 Series de 2009 (uma classe considerada como uma espécie de antecâmara da Fórmula 1), mas não sem que antes se tivesse desenrolado uma intensa ronda de negociações que envolveu a secretaria de Estado da Juventude e do Desporto e a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting.
Segundo informações recolhidas pelo DN, a exactamente uma semana da data marcada para o início do evento, no passado dia 11, Bernie Ecclestone, presidente da Fórmula One Management (FOM), fez um ultimato à empresa Parkalgar avisando que a prova não se realizaria caso esta não cumprisse os compromissos financeiros assumidos em Maio do ano passado, assinados nos termos do contrato que viabilizou a realização, este ano, da GP2 Series no Algarve.
Na altura, Bernie Ecclestone informou o presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, Luís Pinto de Freitas, de que a FOM não tinha recebido, até então, qualquer valor decorrente do contrato celebrado com a Parkalgar. Nesse vínculo terá ficado previsto que a Parkalgar teria de liquidar o montante fixado no contrato até, ao que tudo indica, 30 dias antes do início do evento.
Luís Pinto de Freitas, confrontado pelo DN com estes factos, confirmou ter sido contactado pelo presidente da FOM. "Admito que sim, que é verdade, que fui contactado por Bernie Ecclestone. Depois desse contacto, falei com a secretaria de Estado e do Desporto e com a Parkalgar. Chegou-se a uma contraproposta, que eu transmiti, e ele [Ecclestone] aceitou. A situação resolveu-se", disse Freitas.
Ainda com base nos dados que o DN recolheu, o problema terá ficado resolvido no próprio dia 11, até porque a secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, entidade que é presidida por Laurentino Dias, terá dado totais garantias quanto ao pagamento da verba, a qual acabou por permitir, efectivamente, a realização das duas provas da GP2 Series no Autódromo do Algarve, em Portimão.
O DN sabe também que o Governo incumbiu o Instituto do Turismo de Portugal e uma outra entidade com tutela pública do pagamento de quase 50% (2,850 milhões de euros) do valor total da dívida à Fórmula One Management. Assim, o Instituto do Turismo de Portugal financiou a Parkalgar no referido evento em 2,2 milhões de euros, tendo a outra instituição com tutela pública pago cerca de 650 mil euros. Ficou igualmente acordado que os mais de três milhões ainda em falta para com a FOM terão de ser pagos até 31 de Outubro. Paulo Pinheiro, administrador da Parkalgar, defendeu ao DN, ontem: "As nossas obrigações foram cumpridas na íntegra. O evento foi um sucesso."






1 pauladas:
VEJAM SÓ COMO O NOSSO DINHEIRO É GASTO PARA "MASTUBAÇÃO" DE ALGUNS PSEUDO ENDINHEIRADOS E NÃO PARA AUXILIAR OS MAIS DESFAVORECIDOS, COMO SERIA SOCIALMENTE MUITO MAIS JUSTO.
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