Terça-feira, Setembro 01, 2009

PARE, ESCUTE E OLHE!

> Ainda existem passagens de nível sem guarda em Portugal, tipo Terceiro Mundo. Para a CP o dístico "Pare, escute e olhe" é a descarga de consciência. Para os portugueses incautos é a morte. Esta manhã, lá para os lados de Marco de Canaveses, perto da localidade Paula, uma carrinha com sete pessoas a caminho de Fátima foi albarroada por um comboio. Resultado provisório: 4 mortos e 3 em estado grave.
E andam os políticos preocupados com o TGV...

3 pauladas:

joshua disse...

Dá nojo. João!

Carlos Dias Ferreira disse...

João:
- "Somos um país moderno que aposta na novas tecnologias etc, etc", estas são palavras de um sr que é presidente do conselho de ministros de Portugal (infelizmente digo eu) e o que vemos nós no país real é precisamente o oposto onde ainda em pleno século XXI se morre por atravessar uma passagem de nível e sem guarda.
Tudo isto vem provar como andam os politicos afastados da realidade mas isso não importa nada.
Ouvir de um responsável da Refer ou do Presidente da Câmara que estavam previstas obras para breve naquele local não irá trazer de volta a vida dos que pereceram neste acidente.
É este o país moderno que a propaganda socrática nos impinge todos os dias?

Anónimo disse...

João

Os caminhos de ferro que temos, continuam a ser confrontados com este tipo de situações, não são motivo de preocupação para o (des)governo existente e a maioria da extensão dos seus traçados ou foi encerrada (linha do Tua) ou não foi sujeita a qualquer tipo de manutenção, preventiva ou correctiva (presente caso), uma vez que estas são acções sempre projectadas para datas posteriores ao acidente e, na realidade, não proporcionam qualquer palco propagandistico.
A solução ideal está no TGV que, segundo as últimas declarações dos autarcas "socialíricos", irá constituir o indispensável polo de desenvolvimento do Alentejo e a mola real para quebrar o seu isolamento.
Será que esta gente sabe quais as distâncias mínimas entre estações para que um tal tipo de via férrea justifique a existência?
Já alguém se preocupou em perceber quais as razões que estiveram na origem do não investimento de "pobres" países com a Suécia, Noruega e Dinamarca não embarcaram na moda do TGV?
E por hoje fiquemos por aqui.

Aquele forte abraço de amizade

J.R.
suas vias