> De pasmar o frente-a-frente entra Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas, na RTP. Como é possível que uma candidata a primeira-ministra se apresente tão mal preparada para combater um líder de um partido mais conservador? Como é possível o bizarrismo de se apresentar, mais uma vez, sem ter lido o programa do partido em confronto? Paulo Portas deixou a ideia a qualquer espectador que se liderasse o PPD/PSD ganharia as eleições com maioria absoluta.
"Desculpe lá, acabou!"...
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2 pauladas:
Concordo com a sua análise. Os debates em que tem entrado Manuela Ferreira Leite têm sido de uma pobreza franciscana e por culpa sua. O de hoje, frente a frente com Portas mostrou bem a diferença entre um político com aspirações a governante e uma técnica (sim, de grande qualidade técnica)de economia sem capacidade para esclarecer as pessoas sobre o que realmente propõe como solução para o mau estado do país em tantas áreas da governação. E não parece ser, na verdade, apenas um problema de comunicação, é mais falta de visão de Estado. Como acreditar na capacidade da senhora para chefiar um governo de mudança?! E eu até queria muito acreditar...
Caro João
A realidade é que Portugal está cada vez mais dependente e numa faixa estreita de opções. MFL tem uma visão correcta das limitações e das opções. Falta-lhe brilho? Falta, mas a realidade é que Portugal não tem mais espaço para a política espectáculo e sua seriedade (o maior deficit actual parece inquestionável). Portas desceu ao pragmatismo! Há opções correctas na acção, há intolerâncias grandes como a RSI, que se tornou uma almofada social para margens da sociedade Portuguesa sem capacidade de regeneração. Há também uma incompreensão bem explicada por MFL relativamente à Madeira. Pode-se não gostar do estilo trauliteiro e irreverente de AJJ, mas esse destino tem o povo Madeirense nas mãos quando vota. Quem está e se sente mal, muda!E isso MFL compreendeu, compreendendo que a oposição a AJJ seria não respeitar o voto dos Madeirenses! Seria diferente se AJJ fosse um produto de fraudes eleitorais!
O óbvio em Portugal seria um governo de salvação e regeneração nacional. Onde apenas se pudesse degladiar a pobreza, a injustiça, a corrupção, a desigualdade.
Porque se há virtualidades em todos os candidatos e todas as políticas, em democracia, concertação, tolerância, aproximação, mesmo algum unanimismo e acordo não se podem e devem confundir com qualquer união nacional ou abdicação da individualidade ou singulariedade! Portugal tem, de facto, este deficit. Os Portugueses tem imensas dificuldades em viverem em colectivo, em comunidade!
Para terminar, a quem serve esta fractura tão grande nacional, que não permite positivar o que é positivo, e só admite negatividade em tudo o que é diversidade?
Aos Portugueses não é com certeza!
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