> Ao assistirmos ao frente-a-frente entre José Sócrates e Paulo Portas ficamos com a sensação que estes senhores não nos dizem nada de novo porque não há debate.
Este sistema é de uma nulidade atroz. Se o objectivo é o esclarecimento político e o debate profundo das políticas, então, não se pode assistir a um controlo ao minuto do que se tem para dizer. À pressa e a contra-relógio tudo resulta num imbróglio inútil e confuso.
Para todos os que ainda gostam ou se interessam por política e pelos políticos o tempo de debate não pode ser condicionante do virtuosismo de cada um nas matérias em causa.
Em tão pouco tempo de debate não se assiste a nada de jeito. Não dá vontade de assistir a mais debates.
Esta noite, contudo, Paulo Portas esteve melhor que José Sócrates. O primeiro-ministro ou líder do PS, (não se sabe bem em que condição é que esteve na TVI) deixou-nos perplexos quando se apresenta ao povo português como se não tivesse acontecido crise alguma em Portugal e que não lhe cabe qualquer responsabilidade no sofrimento que todos vivemos em resultado de políticas que só prejudicaram os mais desprotegidos.
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1 pauladas:
Caro João,
Eu não posso comentar o debate porque não o vi. Premeditadamente!
Os políticos que temos não merecem que lhes dediquemos mais do que o sacrificio a que nos obrigam por termos que os suportar no dia a dia. Já basta isso!
Deviam ser os melhores de todos nós, cidadãos exemplares, de uma generosidade sem paralelo em prol da causa pública e do bem estar dos cidadãos. Mas afinal o que são? Na sua esmagadora maioria, gente medíocre, sem escrúpulos nem princípios que nem sequer reconhece os elevados valores por que deveriam reger-se permanentemente.
É gente estúpida, que subiu na hierarquia partidária à custa de contorcionismos, améns e salamaleques. É assim que chegam aos lugares elegíveis e nomeáveis e depois? depois é o que se vê: resultados a todos os títulos lastimáveis, exemplos em todo o sentido reprováveis e exercícios do poder inexoravelmente condenáveis.
A política é o sector da vida nacional que mais carece de reformas e a primeira seria banir esta cáfila que por ali tem pastado há quase 40 anos, assim como todos os seus descendentes directos; sim, porque hoje até já parece que estamos em monarquia - já se vêm filhos de alguns "barões" a receber o "bastão" dos papás e a aparecerem como que por direito genético à sombra dos progenitores.
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