> Um dos habitués das viagens do Benfica disse-nos que ia até ao Canadá com a equipa e que seria um "belo passeio". Acontece que ao estilo de Jorge Jesus não há passeio para ninguém. Tudo é levado muito a sério e a equipa tem de suar a camisola seja em Toronto ou em Mirandela.
Nesta digressão o Benfica defrontou o Celtic, a melhor equipa da Escócia, e venceu por 3-1 perante mais de 12 mil portugueses emigrantes e conquistando o troféu em disputa.
Apesar de ter jogado privado de vários habituais titulares (Aimar, Cardozo, Ramires, Luisão, entre outros), Jorge Jesus viu a sua equipa apresentar-se com ambição desde o primeiro minuto e em vantagem desde o segundo, quando Keirrison aproveitou o ressalto de um remate ao poste de Nelson Oliveira.
Mesmo a ganhar, nos primeiros minutos de jogo o Benfica continuou em busca do golo e a verdade é que teve vá
rias oportunidades para o conseguir, até que o Celtic finalmente conseguiu encontrar-se enquanto equipa e equilibrar de novo o jogo a meio-campo.Apesar do maior domínio, o Benfica acabou por sofrer o empate em cima do intervalo, num lance em que a defesa deu espaço a McGowan para concluir um ataque iniciado na direita a que Júlio César ainda conseguiu opor-se uma vez.
À entrada para a segunda parte os escoceses apresentaram-se com boa dinâmica ofensiva, mas foi o Benfica que chegou ao golo, através do júnior Ruben Pinto, aos 57.
De novo em vantagem, o Benfica tomou de vez conta do jogo. Saviola (71) fez o 3-1 e até final a equipa encarnada teve várias oportunidades para voltar a marcar.
Com muitos jovens em campo – o Celtic também não jogou na máxima força – Jorge Jesus tem motivos para estar tranquilo. A segunda linha benfiquista mostrou qualidade, ambição e, sobretudo, estar a assimilar a metodologia de trabalho.
Destaque nesta partida para Di Maria, que foi um dos jogadores mais influentes em campo.
Com A Bola






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